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Hemodynamic monitoring from SpO2 measurements

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Resumo:De acordo com estatísticas recentes, anualmente, cerca de 18% dos pacientes sofrem grandes complicações pós-operativas e 21,1 a 56,5% sofrem de instabilidade hemodinâmica. A hemodinâmica descreve a regulação do fluxo sanguíneo no corpo humano que, em condições normais, assegura uma perfusão e oxigenação adequada. O sensor de fotopletismografia é um dispositivo não invasivo, que fornece informação acerca de dois parâmetros hemodinâmicos chave: oxigenação (SpO2) e perfusão (PI). No entanto, ainda existe um desafio na prática clínica em obter medidas confiáveis de SpO2 para condições de baixas pressões sanguíneas e perfusão. O objetivo principal desta tese é investigar se o estado hemodinâmico de um paciente pode ser antecipado por dois sensores PPG, colocados num local central (lóbulo nasal) e periférico (dedo), com técnicas avançadas de processamento de sinal. Assim sendo, esta tese investiga o impacto de implementar um segundo sensor PPG para monitorizar um paciente num contexto clínico. Para remeter para a análise de diferentes dinâmicas de zona central e periférica do corpo, a relação entre a pressão sanguínea e saturação de oxigénio, assim como a relação entre pressão sanguínea e índice de perfusão são estudadas para diferentes localizações corporais. Foi efetuada uma análise detalhada entre estes dois parâmetros (SpO2 e PI) para etapas diferentes; antes, durante e depois do procedimento cirúrgico. Os resultados indicam que o uso dos dois sensores pode ser vantajoso. O sensor alar (central) pode fornecer medidas de SpO2 menos sensíveis a pressões sanguíneas do paciente, assim como detetar com maior rapidez eventos de dessaturação. O sensor do dedo pode ser usado como uma ferramenta de acesso a mudanças hemodinâmicas no corpo com o PI como medida representativa (e.g. vasoconstrição), e se emparelhado com o sensor alar podemos obter uma indicação de centralização / estado de choque do paciente. O acesso à hemodinâmica a partir destes dois sensores pode permitir uma intervenção mais rápida, reduzindo a probabilidade de complicações operativas/ pós-operativas, morbilidade no paciente, e o tempo de internamento hospitalar.
Autores principais:Costa, Beatriz Ventura da
Assunto:Hemodinâmica Oximetro de pulso SpO2 PI Pressão sanguínea Hemodynamics Pulse oximetry SpO2 PI Blood pressure
Ano:2022
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso embargado
Instituição associada:Universidade de Coimbra
Idioma:inglês
Origem:Estudo Geral - Universidade de Coimbra
Descrição
Resumo:De acordo com estatísticas recentes, anualmente, cerca de 18% dos pacientes sofrem grandes complicações pós-operativas e 21,1 a 56,5% sofrem de instabilidade hemodinâmica. A hemodinâmica descreve a regulação do fluxo sanguíneo no corpo humano que, em condições normais, assegura uma perfusão e oxigenação adequada. O sensor de fotopletismografia é um dispositivo não invasivo, que fornece informação acerca de dois parâmetros hemodinâmicos chave: oxigenação (SpO2) e perfusão (PI). No entanto, ainda existe um desafio na prática clínica em obter medidas confiáveis de SpO2 para condições de baixas pressões sanguíneas e perfusão. O objetivo principal desta tese é investigar se o estado hemodinâmico de um paciente pode ser antecipado por dois sensores PPG, colocados num local central (lóbulo nasal) e periférico (dedo), com técnicas avançadas de processamento de sinal. Assim sendo, esta tese investiga o impacto de implementar um segundo sensor PPG para monitorizar um paciente num contexto clínico. Para remeter para a análise de diferentes dinâmicas de zona central e periférica do corpo, a relação entre a pressão sanguínea e saturação de oxigénio, assim como a relação entre pressão sanguínea e índice de perfusão são estudadas para diferentes localizações corporais. Foi efetuada uma análise detalhada entre estes dois parâmetros (SpO2 e PI) para etapas diferentes; antes, durante e depois do procedimento cirúrgico. Os resultados indicam que o uso dos dois sensores pode ser vantajoso. O sensor alar (central) pode fornecer medidas de SpO2 menos sensíveis a pressões sanguíneas do paciente, assim como detetar com maior rapidez eventos de dessaturação. O sensor do dedo pode ser usado como uma ferramenta de acesso a mudanças hemodinâmicas no corpo com o PI como medida representativa (e.g. vasoconstrição), e se emparelhado com o sensor alar podemos obter uma indicação de centralização / estado de choque do paciente. O acesso à hemodinâmica a partir destes dois sensores pode permitir uma intervenção mais rápida, reduzindo a probabilidade de complicações operativas/ pós-operativas, morbilidade no paciente, e o tempo de internamento hospitalar.