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Relatório de Estágio e Monografia intitulada "Terapêuticas Biológicas para a Doença de Crohn e papel do farmacêutico"

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A Doença de Crohn evidencia-se como uma patologia extremamente complexa. Manifesta-se, sobretudo, no sistema gastrointestinal sob a forma de inflamação, mas, em alguns casos, difunde-se noutros locais do organismo. Atualmente, já se conhecem vários mecanismos patológicos capazes de desencadear a cronicidade da doença, porém muitos permanecem desconhecidos e outros já estão a ser alvo de estudos. Fatores ambientais, genéticos e imunológicos concorrem para a sua génese. Assim, classifica-se esta patologia como crónica, idiopática e multifatorial.Os doentes devem ser alertados para a existência de fatores de risco que contribuem para o agravamento da sua situação e, nessa área, o farmacêutico representa um papel de extrema importância por ser, muitas vezes, o primeiro profissional de saúde a que os doentes se dirigem. O objetivo da terapêutica convencional consiste na indução da remissão da doença e na sua manutenção, ainda que nem todos os fármacos disponíveis permitam atingir essas finalidades. A terapêutica instituída depende de vários fatores e difere se estivermos perante uma doença leve ou severa. O farmacêutico deve salientar a importância de manter uma dieta adequada às exigências e de fazer suplementação para suprir as carências que a toma de alguns destes medicamentos podem provocar. As terapêuticas mais avançadas que estão, atualmente, instauradas consistem nos medicamentos biológicos, mais concretamente nos anticorpos monoclonais. O seu uso resultou, indubitavelmente, em melhores respostas terapêuticas e numa menor necessidade de cirurgia. A sua maior vantagem reside no facto de os seus mecanismos serem direcionados a várias vias patológicas, o que permite que sejam uma opção para um maior número de doentes. Por esta razão e outras, neste momento, os fármacos biológicos constituem a classe preferida ao tratamento da doença moderada a severa.Numa doença de gestão tão exigente como esta, as perspetivas futuras representam, sempre, uma enorme esperança de chegar ao maior número de doentes possível, o que, neste caso, se torna mais difícil pela enorme variedade de fenótipos que existe. A natureza imprevisível e progressiva desta doença tem motivado o estudo mais aprofundado da sua fisiopatologia, o que tem permitido chegar, também, a moléculas promissoras para os alvos terapêuticos encontrados.
Autores principais:Domingues, Ana Teresa Afonso
Assunto:Doença de Crohn Anticorpo monoclonal Inflamação Cronicidade Farmacêutico Crohn's disease Monoclonal antibody Inflammation Chronicity Pharmacist
Ano:2020
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Coimbra
Idioma:português
Origem:Estudo Geral - Universidade de Coimbra
Descrição
Resumo:A Doença de Crohn evidencia-se como uma patologia extremamente complexa. Manifesta-se, sobretudo, no sistema gastrointestinal sob a forma de inflamação, mas, em alguns casos, difunde-se noutros locais do organismo. Atualmente, já se conhecem vários mecanismos patológicos capazes de desencadear a cronicidade da doença, porém muitos permanecem desconhecidos e outros já estão a ser alvo de estudos. Fatores ambientais, genéticos e imunológicos concorrem para a sua génese. Assim, classifica-se esta patologia como crónica, idiopática e multifatorial.Os doentes devem ser alertados para a existência de fatores de risco que contribuem para o agravamento da sua situação e, nessa área, o farmacêutico representa um papel de extrema importância por ser, muitas vezes, o primeiro profissional de saúde a que os doentes se dirigem. O objetivo da terapêutica convencional consiste na indução da remissão da doença e na sua manutenção, ainda que nem todos os fármacos disponíveis permitam atingir essas finalidades. A terapêutica instituída depende de vários fatores e difere se estivermos perante uma doença leve ou severa. O farmacêutico deve salientar a importância de manter uma dieta adequada às exigências e de fazer suplementação para suprir as carências que a toma de alguns destes medicamentos podem provocar. As terapêuticas mais avançadas que estão, atualmente, instauradas consistem nos medicamentos biológicos, mais concretamente nos anticorpos monoclonais. O seu uso resultou, indubitavelmente, em melhores respostas terapêuticas e numa menor necessidade de cirurgia. A sua maior vantagem reside no facto de os seus mecanismos serem direcionados a várias vias patológicas, o que permite que sejam uma opção para um maior número de doentes. Por esta razão e outras, neste momento, os fármacos biológicos constituem a classe preferida ao tratamento da doença moderada a severa.Numa doença de gestão tão exigente como esta, as perspetivas futuras representam, sempre, uma enorme esperança de chegar ao maior número de doentes possível, o que, neste caso, se torna mais difícil pela enorme variedade de fenótipos que existe. A natureza imprevisível e progressiva desta doença tem motivado o estudo mais aprofundado da sua fisiopatologia, o que tem permitido chegar, também, a moléculas promissoras para os alvos terapêuticos encontrados.