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Dor em cuidados paliativos : desafios á sua compreensão

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Introdução: A par da evolução científica e tecnológica assistimos ao aumento da esperança média de vida e, em consequência, à maior prevalência das doenças crónicas. Este facto impôs novos desafios à Medicina que, para além da cura da patologia, tem que se focar no alívio sintomático e na melhoria da qualidade de vida dos doentes em situações de doença incurável e progressiva. É aqui que se enquadram os cuidados paliativos cujo principal objectivo é a promoção da qualidade de vida associada ao controlo de sintomas. A dor é o sintoma mais frequente de doença e aquele que mais preocupa os médicos, os doentes e as famílias pelo sofrimento que ela encerra e pela dificuldade em controlá-la. Objectivos: Com este trabalho pretendemos contribuir para o melhor conhecimento acerca da fisiopatologia, dos desafios ao diagnóstico, das co-morbilidades e da terapêutica da dor crónica o que poderá contribuir para optimizar o tratamento da dor em cuidados paliativos. Desenvolvimento: A dor é uma experiência subjectiva complexa, que surge da interacção de diversos factores. É fundamental avaliar a dor devido à influência que esta exerce no estado físico e psicológico/emocional do doente, condicionando as actividades do quotidiano, e muitas vezes conduzindo ao isolamento social. A dor pode surgir como sintoma acompanhante da doença ou ser uma doença em si, sendo frequente em cuidados paliativos. A sua presença agrava a condição patológica inicial ou, pelo contrário, é exacerbada por outras condições patológicas prévias. São muitas as ferramentas já existentes para avaliar a dor, mas por vezes a aplicação das mesmas é limitada pela condição do doente ou pela deficiente relação médico-doente. A avaliação é um passo fundamental para a prescrição da terapêutica adequada. Para o tratamento da dor estão disponíveis terapêuticas farmacológicas e não farmacológicas. Ainda assim, é elevado o número de doentes com dor crónica não tratada e/ou controlada, porque não respondem aos tratamentos, porque estão sub-medicados ou não estão a fazer a terapêutica orientada para o tipo de dor e condição individual. Conclusão: Sendo a dor um dos sintomas mais frequentes em doentes em cuidados paliativos é fundamental o seu correcto diagnóstico e tratamento, com vista a melhoria da qualidade de vida dos doentes. O profissional de saúde deve conhecer a fisiopatologia, os métodos de avaliação, as co-morbilidades e as terapêuticas disponíveis, para abordar a dor de uma forma eficaz.
Autores principais:Coelho, Joana Veiga e
Assunto:Cuidados paliativos Avaliação da dor Oncologia
Ano:2012
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Coimbra
Idioma:português
Origem:Estudo Geral - Universidade de Coimbra
Descrição
Resumo:Introdução: A par da evolução científica e tecnológica assistimos ao aumento da esperança média de vida e, em consequência, à maior prevalência das doenças crónicas. Este facto impôs novos desafios à Medicina que, para além da cura da patologia, tem que se focar no alívio sintomático e na melhoria da qualidade de vida dos doentes em situações de doença incurável e progressiva. É aqui que se enquadram os cuidados paliativos cujo principal objectivo é a promoção da qualidade de vida associada ao controlo de sintomas. A dor é o sintoma mais frequente de doença e aquele que mais preocupa os médicos, os doentes e as famílias pelo sofrimento que ela encerra e pela dificuldade em controlá-la. Objectivos: Com este trabalho pretendemos contribuir para o melhor conhecimento acerca da fisiopatologia, dos desafios ao diagnóstico, das co-morbilidades e da terapêutica da dor crónica o que poderá contribuir para optimizar o tratamento da dor em cuidados paliativos. Desenvolvimento: A dor é uma experiência subjectiva complexa, que surge da interacção de diversos factores. É fundamental avaliar a dor devido à influência que esta exerce no estado físico e psicológico/emocional do doente, condicionando as actividades do quotidiano, e muitas vezes conduzindo ao isolamento social. A dor pode surgir como sintoma acompanhante da doença ou ser uma doença em si, sendo frequente em cuidados paliativos. A sua presença agrava a condição patológica inicial ou, pelo contrário, é exacerbada por outras condições patológicas prévias. São muitas as ferramentas já existentes para avaliar a dor, mas por vezes a aplicação das mesmas é limitada pela condição do doente ou pela deficiente relação médico-doente. A avaliação é um passo fundamental para a prescrição da terapêutica adequada. Para o tratamento da dor estão disponíveis terapêuticas farmacológicas e não farmacológicas. Ainda assim, é elevado o número de doentes com dor crónica não tratada e/ou controlada, porque não respondem aos tratamentos, porque estão sub-medicados ou não estão a fazer a terapêutica orientada para o tipo de dor e condição individual. Conclusão: Sendo a dor um dos sintomas mais frequentes em doentes em cuidados paliativos é fundamental o seu correcto diagnóstico e tratamento, com vista a melhoria da qualidade de vida dos doentes. O profissional de saúde deve conhecer a fisiopatologia, os métodos de avaliação, as co-morbilidades e as terapêuticas disponíveis, para abordar a dor de uma forma eficaz.