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Palinostratigrafia do Triásico Superior - base do Jurássico no setor norte da Bacia Lusitânica (Portugal)

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O presente trabalho mostra o estudo palinostratigráfico da sucessão Grupo de Silves exposta entre o setor Coimbra-Penela, na Bacia Lusitânica, Oeste de Portugal, unidade datada do Triásico Superior – base do Jurássico Inferior. Esta unidade engloba, da base ao topo, as formações de Conraria, Penela, Castelo de Viegas e Pereiros, a maioria delas analisadas no presente trabalho. Já não pertencente ao Grupo de Silves, foi ainda analisada a base da Formação (Fm.) de Coimbra.Da análise de 9 perfis parciais do Grupo de Silves aflorantes nesta região, devidamente identificadas em termos litostratigráficos, foram recolhidas 39 amostras para análise palinológica, com vista a um estudo de precisão biostratigráfica (e, consequentemente, cronostratigráfica). Ao longo deste estudo foram identificados 51 palinomorfos exclusivamente de origem continental: 23 taxa de esporos e 28 taxa de pólenes. Foram definidas três associações palinológicas, que foram comparadas com associações descritas noutros setores da Europa. Com os dados obtidos ao longo deste estudo é proposta, pela primeira vez, uma palinozonação informal.A Fm. da Conraria data do Carniano superior (Tuvaliano superior) a Noriano, onde é definida a zona Granuloperculatipollis rudis. Completam a associação os pólenes Paracirculina quadruplicis, Classopollis meyeriana, entre outros, que ocorrem de forma rara a comum ao longo de toda a associação. Por limitações litológicas e faciológicas, as formações de Penela e Castelo Viegas, não permitiram uma zonação palinostratigráfica. Na Fm. de Pereiros foram descritas duas zonas informais, concretamente as zonas Ischyosporites variegatus - Kraeuselisporites reissingeri (zona VR) e Pinuspollenites minimus (zona Pm) de idade hetangiana. A parte mais basal da zona de VR não é descrita, devido à falta de informação. É de salientar o claro domínio do pólen Classopollis meyeriana ao longo de toda a associação. Este taxa domina também a zona Pm em conjunto com os pólenes Classopollis torosus e Araucariacites sp.. As limitações faciológicas do topo da Fm. de Castelo Viegas, relativamente à sua ausência em palinomorfos, não permite uma discussão sobre o limite Triásico–Jurássico. Para a Fm. de Coimbra não foi proposta nenhuma zonação, tendo em conta que o material apresentado é semelhante ao da zona Pm, sugerindo que a idade da base desta unidade deverá datar da parte superior do Hetangiano.A revisão biostratigráfica estabelecida neste trabalho permite detalhar a idade da sucessão litostratigráfica do Grupo de Silves na porção norte da Bacia Lusitânica, fornecendo novas evidências dos ecossistemas e mudanças climáticas durante a transição Triásico-Jurássico.
Autores principais:Boas, Ana Margarida Silva Vilas
Assunto:Palinostratigrafia Grupo de Silves Triásico Jurássico Bacia Lusitânica Palinostratigraphy Silves Group Triassic Jurassic Lusitanian Basin
Ano:2018
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Coimbra
Idioma:português
Origem:Estudo Geral - Universidade de Coimbra
Descrição
Resumo:O presente trabalho mostra o estudo palinostratigráfico da sucessão Grupo de Silves exposta entre o setor Coimbra-Penela, na Bacia Lusitânica, Oeste de Portugal, unidade datada do Triásico Superior – base do Jurássico Inferior. Esta unidade engloba, da base ao topo, as formações de Conraria, Penela, Castelo de Viegas e Pereiros, a maioria delas analisadas no presente trabalho. Já não pertencente ao Grupo de Silves, foi ainda analisada a base da Formação (Fm.) de Coimbra.Da análise de 9 perfis parciais do Grupo de Silves aflorantes nesta região, devidamente identificadas em termos litostratigráficos, foram recolhidas 39 amostras para análise palinológica, com vista a um estudo de precisão biostratigráfica (e, consequentemente, cronostratigráfica). Ao longo deste estudo foram identificados 51 palinomorfos exclusivamente de origem continental: 23 taxa de esporos e 28 taxa de pólenes. Foram definidas três associações palinológicas, que foram comparadas com associações descritas noutros setores da Europa. Com os dados obtidos ao longo deste estudo é proposta, pela primeira vez, uma palinozonação informal.A Fm. da Conraria data do Carniano superior (Tuvaliano superior) a Noriano, onde é definida a zona Granuloperculatipollis rudis. Completam a associação os pólenes Paracirculina quadruplicis, Classopollis meyeriana, entre outros, que ocorrem de forma rara a comum ao longo de toda a associação. Por limitações litológicas e faciológicas, as formações de Penela e Castelo Viegas, não permitiram uma zonação palinostratigráfica. Na Fm. de Pereiros foram descritas duas zonas informais, concretamente as zonas Ischyosporites variegatus - Kraeuselisporites reissingeri (zona VR) e Pinuspollenites minimus (zona Pm) de idade hetangiana. A parte mais basal da zona de VR não é descrita, devido à falta de informação. É de salientar o claro domínio do pólen Classopollis meyeriana ao longo de toda a associação. Este taxa domina também a zona Pm em conjunto com os pólenes Classopollis torosus e Araucariacites sp.. As limitações faciológicas do topo da Fm. de Castelo Viegas, relativamente à sua ausência em palinomorfos, não permite uma discussão sobre o limite Triásico–Jurássico. Para a Fm. de Coimbra não foi proposta nenhuma zonação, tendo em conta que o material apresentado é semelhante ao da zona Pm, sugerindo que a idade da base desta unidade deverá datar da parte superior do Hetangiano.A revisão biostratigráfica estabelecida neste trabalho permite detalhar a idade da sucessão litostratigráfica do Grupo de Silves na porção norte da Bacia Lusitânica, fornecendo novas evidências dos ecossistemas e mudanças climáticas durante a transição Triásico-Jurássico.