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Encontros entre a peregrinação e o turismo : de Condeixa-a Nova a Conímbriga proposta de caminhos e de um albergue

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Resumo:A crescente primazia da actividade turística, particularmente a partir do século XX, veio despoletar alterações significativas nos modos de conceber os desenvolvimentos local e regional. O progresso das sociedades, causa e efeito das melhorias ao nível da qualidade de vida, trouxe consigo novos interesses e novas formas de olhar o território. O Turismo, e em particular os Produtos Turísticos, assumem-se hoje como mais-valias em vários âmbitos, dos quais se destacam benefícios culturais, sociais e económicos. No caso particular do Turismo Cultural, uma associação do Património ao Turismo, a procura por lugares emblemáticos e o aprofundamento do seu conhecimento são importantes factores na valorização do território. Condeixa-a-Nova tem, no seu domínio, aquele que constitui o mais importante exemplar do património arqueológico em Portugal: as ruínas da antiga cidade romana de Conímbriga. Sendo o turismo um factor basilar de desenvolvimento local e regional, este trabalho defende a potenciação da região em causa, por meio de um melhor aproveitamento dos seus recursos patrimoniais, preservando a sua identidade e memória, ao longo das gerações futuras. As Ruínas de Conímbriga são, assim, o ponto de ancoragem da presente dissertação, já que a afluência anual de turistas àquele lugar (entre 85 a 100 mil pessoas) comprova a sua importância e relevância nos panoramas nacional e internacional. Concomitantemente, Condeixa beneficia da passagem de milhares de peregrinos em direcção a Fátima e a Santiago de Compostela, pelas ruas e trilhos do concelho, que fazem parte dos Caminhos de Santiago. Reunidos estes pressupostos e analisados alguns conceitos teóricos fundamentais, a presente dissertação propõe uma nova organização do território de Condeixa-a-Nova em termos de circuitos pedonais e cicláveis, de forma a fomentar a interligação de dois elementos que, até agora, se encontram distanciados: a vila e Conímbriga. O elo entre estes dois elementos será também facilitado pelo novo Museu PO.RO.S que serve precisamente esse propósito e, por isso, será central nesta demanda. Além dos itinerários turísticos e de peregrinação, é ainda proposta a construção de um Albergue destinado ao acolhimento de peregrinos e de turistas, melhorando, desta forma, a capacidade do município para acolher os públicos que o procuram. A escolha do lugar para a implantação do albergue deveu-se à existência neste local de uma estrutura em betão armado de um edifício inacabado e posteriormente abandonado. O novo edifício incorpora a estrutura já existente, repetindo o seu módulo e os seus níveis. Situado defronte do Museu PO.RO.S e junto do Parque Verde da Ribeira de Bruscos, o albergue relaciona-se com o espaço aberto em redor e acolhe os peregrinos num espaço simultaneamente de abrigo e de passagem, o que é facilitado pela sua forma em “U”, com galeria aberta para o pátio central.
Autores principais:Teodósio, Lia Raquel Marcedo
Assunto:Turismo Património Condeixa Conímbriga Peregrinação Fátima Caminhos de Santiago Santiago de Compostela Tourism Heritage Condeixa Conímbriga Pilgrimage Fátima Santiago de Compostela Way of Saint James
Ano:2016
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Coimbra
Idioma:português
Origem:Estudo Geral - Universidade de Coimbra
Descrição
Resumo:A crescente primazia da actividade turística, particularmente a partir do século XX, veio despoletar alterações significativas nos modos de conceber os desenvolvimentos local e regional. O progresso das sociedades, causa e efeito das melhorias ao nível da qualidade de vida, trouxe consigo novos interesses e novas formas de olhar o território. O Turismo, e em particular os Produtos Turísticos, assumem-se hoje como mais-valias em vários âmbitos, dos quais se destacam benefícios culturais, sociais e económicos. No caso particular do Turismo Cultural, uma associação do Património ao Turismo, a procura por lugares emblemáticos e o aprofundamento do seu conhecimento são importantes factores na valorização do território. Condeixa-a-Nova tem, no seu domínio, aquele que constitui o mais importante exemplar do património arqueológico em Portugal: as ruínas da antiga cidade romana de Conímbriga. Sendo o turismo um factor basilar de desenvolvimento local e regional, este trabalho defende a potenciação da região em causa, por meio de um melhor aproveitamento dos seus recursos patrimoniais, preservando a sua identidade e memória, ao longo das gerações futuras. As Ruínas de Conímbriga são, assim, o ponto de ancoragem da presente dissertação, já que a afluência anual de turistas àquele lugar (entre 85 a 100 mil pessoas) comprova a sua importância e relevância nos panoramas nacional e internacional. Concomitantemente, Condeixa beneficia da passagem de milhares de peregrinos em direcção a Fátima e a Santiago de Compostela, pelas ruas e trilhos do concelho, que fazem parte dos Caminhos de Santiago. Reunidos estes pressupostos e analisados alguns conceitos teóricos fundamentais, a presente dissertação propõe uma nova organização do território de Condeixa-a-Nova em termos de circuitos pedonais e cicláveis, de forma a fomentar a interligação de dois elementos que, até agora, se encontram distanciados: a vila e Conímbriga. O elo entre estes dois elementos será também facilitado pelo novo Museu PO.RO.S que serve precisamente esse propósito e, por isso, será central nesta demanda. Além dos itinerários turísticos e de peregrinação, é ainda proposta a construção de um Albergue destinado ao acolhimento de peregrinos e de turistas, melhorando, desta forma, a capacidade do município para acolher os públicos que o procuram. A escolha do lugar para a implantação do albergue deveu-se à existência neste local de uma estrutura em betão armado de um edifício inacabado e posteriormente abandonado. O novo edifício incorpora a estrutura já existente, repetindo o seu módulo e os seus níveis. Situado defronte do Museu PO.RO.S e junto do Parque Verde da Ribeira de Bruscos, o albergue relaciona-se com o espaço aberto em redor e acolhe os peregrinos num espaço simultaneamente de abrigo e de passagem, o que é facilitado pela sua forma em “U”, com galeria aberta para o pátio central.