Publicação
A imprensa portuguesa no exílio europeu no entre-guerras (1927-1939)
| Resumo: | A oposição à ditadura militar e ao Estado Novo vê na imprensa um poderoso meio de propaganda em favor do regime republicano. Em Portugal, a repressão política e a censura à imprensa condicionam a discussão em torno da nova República, pelo que esta passará pela imprensa do exílio e será o ferro de lança da esquer-da republicana. Instrumento de doutrinação republicana e de luta política contra a ditadura militar e o Estado Novo, a imprensa do exílio desposa as fracturas das correntes republicanas oposicionistas, tendo nelas as suas limitações, e condicionando por isso a publicação de A Revolta, A Liberdade e A Verdade. A vitória eleitoral da Frente Popular em Espanha, em Fevereiro de 1936, e em França, em Abril desse mesmo ano, criam um contexto favorável à publicação de um novo jornal pelo republicanismo exilado, mas é o desencadear da guerra de guerra civil em Espanha e a necessidade do governo republicano de multiplicar os suportes da propaganda antifascista que darão o estimulo final à publicação do Unir, órgão da Frente Popular Portuguesa (FPP) e de Liberdade, este ligado ao antifascismo de carácter anarquista, que se publicarão em Paris entre 1937 e 1939. No caso da im-prensa exilada anarquista, para além de servir de elo de união entre os dispersos núcleos de exilados, procura ser também uma janela aberta para o exterior dos movimentos anarquista e anarco-sindicalista em Portugal, a sofrer grande repressão no interior do país. Entre 1932 e 1938 é publicado em Espanha o jornal Rebelião, órgão da FAPE, e o boletim, A Voz do Núcleo, órgão do Núcleo Cultural Português de Madrid. “Armas de papel” da opo-sição no exílio, as publicações editadas no exterior entre 1927 e 1939 tornaram-se “monumentos de papel» da resistência antifascista, constituindo uma alavanca para o emergir da memória das oposições à ditadura militar e ao Estado Novo no entre-guerras. |
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| Autores principais: | Clímaco, Cristina |
| Assunto: | imprensa antifascista imprensa anarquista imprensa republicana Unir exílio no entre-guerras |
| Ano: | 2021 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | capítulo de livro |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Coimbra |
| Idioma: | português |
| Origem: | Estudo Geral - Universidade de Coimbra |
| Resumo: | A oposição à ditadura militar e ao Estado Novo vê na imprensa um poderoso meio de propaganda em favor do regime republicano. Em Portugal, a repressão política e a censura à imprensa condicionam a discussão em torno da nova República, pelo que esta passará pela imprensa do exílio e será o ferro de lança da esquer-da republicana. Instrumento de doutrinação republicana e de luta política contra a ditadura militar e o Estado Novo, a imprensa do exílio desposa as fracturas das correntes republicanas oposicionistas, tendo nelas as suas limitações, e condicionando por isso a publicação de A Revolta, A Liberdade e A Verdade. A vitória eleitoral da Frente Popular em Espanha, em Fevereiro de 1936, e em França, em Abril desse mesmo ano, criam um contexto favorável à publicação de um novo jornal pelo republicanismo exilado, mas é o desencadear da guerra de guerra civil em Espanha e a necessidade do governo republicano de multiplicar os suportes da propaganda antifascista que darão o estimulo final à publicação do Unir, órgão da Frente Popular Portuguesa (FPP) e de Liberdade, este ligado ao antifascismo de carácter anarquista, que se publicarão em Paris entre 1937 e 1939. No caso da im-prensa exilada anarquista, para além de servir de elo de união entre os dispersos núcleos de exilados, procura ser também uma janela aberta para o exterior dos movimentos anarquista e anarco-sindicalista em Portugal, a sofrer grande repressão no interior do país. Entre 1932 e 1938 é publicado em Espanha o jornal Rebelião, órgão da FAPE, e o boletim, A Voz do Núcleo, órgão do Núcleo Cultural Português de Madrid. “Armas de papel” da opo-sição no exílio, as publicações editadas no exterior entre 1927 e 1939 tornaram-se “monumentos de papel» da resistência antifascista, constituindo uma alavanca para o emergir da memória das oposições à ditadura militar e ao Estado Novo no entre-guerras. |
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