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Perfeccionismo e burnout e as atividades extracurriculares nos estudantes de medicina da Universidade de Coimbra
| Summary: | Introdução: Anterior estudo concluiu que a inserção em atividades extracurriculares (A.E.) reduz a importância atribuída a certos motivos para o perfeccionismo, que muito influenciam a vulnerabilidade ao stress e, consequentemente, a incidência de burnout nos estudantes de medicina. Quis, por isso, este estudo investigar de que forma esta relação se processa e de que fatores depende, de forma a pensar estratégias direcionadas a estes potenciais alvos de atuação.Métodos: Num estudo observacional não randomizado, foi usado um questionário que incluiu um inquérito dos motivos para o perfeccionismo e intolerância à frustração, parte do Copenhagen Burnout Inventory adapted for students (CBI-S) e um inquérito epidemiológico capaz de avaliar a prática de A.E.. A sua aplicação entre os estudantes do Mestrado Integrado em Medicina (MIM) da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra (FMUC) foi feita, via online, no ano letivo 2018/2019. Seguiu-se a análise estatística e inferencial dos dados obtidos.Resultados: Numa amostra representativa de 360 alunos (amostra necessária n=317), o sexo feminino (76,9% da população) deu maior importância aos “Fatores intrínsecos (do próprio)” (p<0,001) e às “Exigências da profissão médica” (p=0,002) como fatores determinantes do seu perfeccionismo. A “Pressão ambiental” foi o motivo mais desvalorizado pela totalidade da população, com 31,1% a classificá-lo de “Pouco”/“Nada importante”. Foram observados elevados níveis de burnout pessoal em 40% da população e relacionado com os estudos em 28,1%, tendo 22,2% obtido elevados graus simultaneamente nas duas componentes. O sexo feminino mostrou-se associado a maior burnout pessoal (p=0,009). Verificou-se que alunos que praticam atividades extracurriculares (A.E.) se encontram menos associados a altos valores de burnout pessoal e relacionado com os estudos, simultaneamente (p=0,013). O tipo de A.E. escolhido não mostrou relação com a incidência de burnout.Discussão: É de apenas 53,9% a percentagem de alunos inseridos numa A.E., fator associado a uma menor incidência de burnout, especialmente nos alunos que a realizam várias vezes por semana. A escolha de um determinado tipo de A.E. em detrimento de outro não mostrou influenciar significativamente o burnout ou os motivos para o perfeccionismo e intolerância à frustração. Tais resultados impõem o incentivo formal à participação em A.E. que permitam direcionar a atenção do estudante de medicina para outros assuntos.Conclusão: Dado o papel protetor das A.E. face à incidência de burnout nos estudantes de medicina, a sua prática deverá ser incentivada e incluída no horário e currículo do MIM. A criação de programas que os guiem na inserção destas atividades, evitará o prejuízo do seu desempenho académico, assim contribuindo para uma melhor qualidade de vida. |
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| Main Authors: | Dinis, Tomás Cabral |
| Subject: | estudantes de medicina atividades extracurriculares burnout perfeccionismo CBI-S medical students extracurricular activities burnout perfectionism CBI-S |
| Year: | 2019 |
| Country: | Portugal |
| Document type: | master thesis |
| Access type: | embargoed access |
| Associated institution: | Universidade de Coimbra |
| Language: | Portuguese |
| Origin: | Estudo Geral - Universidade de Coimbra |
| Summary: | Introdução: Anterior estudo concluiu que a inserção em atividades extracurriculares (A.E.) reduz a importância atribuída a certos motivos para o perfeccionismo, que muito influenciam a vulnerabilidade ao stress e, consequentemente, a incidência de burnout nos estudantes de medicina. Quis, por isso, este estudo investigar de que forma esta relação se processa e de que fatores depende, de forma a pensar estratégias direcionadas a estes potenciais alvos de atuação.Métodos: Num estudo observacional não randomizado, foi usado um questionário que incluiu um inquérito dos motivos para o perfeccionismo e intolerância à frustração, parte do Copenhagen Burnout Inventory adapted for students (CBI-S) e um inquérito epidemiológico capaz de avaliar a prática de A.E.. A sua aplicação entre os estudantes do Mestrado Integrado em Medicina (MIM) da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra (FMUC) foi feita, via online, no ano letivo 2018/2019. Seguiu-se a análise estatística e inferencial dos dados obtidos.Resultados: Numa amostra representativa de 360 alunos (amostra necessária n=317), o sexo feminino (76,9% da população) deu maior importância aos “Fatores intrínsecos (do próprio)” (p<0,001) e às “Exigências da profissão médica” (p=0,002) como fatores determinantes do seu perfeccionismo. A “Pressão ambiental” foi o motivo mais desvalorizado pela totalidade da população, com 31,1% a classificá-lo de “Pouco”/“Nada importante”. Foram observados elevados níveis de burnout pessoal em 40% da população e relacionado com os estudos em 28,1%, tendo 22,2% obtido elevados graus simultaneamente nas duas componentes. O sexo feminino mostrou-se associado a maior burnout pessoal (p=0,009). Verificou-se que alunos que praticam atividades extracurriculares (A.E.) se encontram menos associados a altos valores de burnout pessoal e relacionado com os estudos, simultaneamente (p=0,013). O tipo de A.E. escolhido não mostrou relação com a incidência de burnout.Discussão: É de apenas 53,9% a percentagem de alunos inseridos numa A.E., fator associado a uma menor incidência de burnout, especialmente nos alunos que a realizam várias vezes por semana. A escolha de um determinado tipo de A.E. em detrimento de outro não mostrou influenciar significativamente o burnout ou os motivos para o perfeccionismo e intolerância à frustração. Tais resultados impõem o incentivo formal à participação em A.E. que permitam direcionar a atenção do estudante de medicina para outros assuntos.Conclusão: Dado o papel protetor das A.E. face à incidência de burnout nos estudantes de medicina, a sua prática deverá ser incentivada e incluída no horário e currículo do MIM. A criação de programas que os guiem na inserção destas atividades, evitará o prejuízo do seu desempenho académico, assim contribuindo para uma melhor qualidade de vida. |
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