Publicação
A experiência do tempo na depressão: uma análise fenomenológica
| Resumo: | O tempo constitui e é inseparável da própria vida, uma dimensão a partir do qual o ser humano se estrutura no mundo enquanto relação dinâmica e corporalmente mediada. A depressão, doença psiquiátrica cuja elevada prevalência e impacto a nível funcional e vivencial lhe conferiram a designação de “o mal do século XXI”, serve como um ponto de partida para uma demonstração da importância da subjetividade numa ciência cada vez mais objetificada. Uma abordagem científica, que, apesar de ser responsável por uma evolução significativa na eficácia e segurança do tratamento das doenças psiquiátricas, continua a mostrar evidentes limitações no modo como compreende os sintomas e o mundo vivencial do doente com depressão. Iniciando este trabalho com uma contextualização da perturbação depressiva, tal como esta é designada, definida e compreendida à luz do conhecimento científico, embarcaremos numa exploração dos contributos de um conjunto selecionado de autores - Eugène Minkowski, Merleau-Ponty e Thomas Fuchs - que nos parecem relevantes para uma análise dos aspetos vivenciais da depressão, e em particular da vivência do tempo. Partindo das considerações destes autores, será então realizada uma abordagem fenomenológica da vivência do tempo na depressão, abordando aspetos específicos, tais como as perturbações da conação-afetividade e da temporalidade intersubjetiva. Na fase final desta dissertação, vindos da filosofia, retornamos à medicina, para que, sustentados por relatos reais da experiência do tempo em doentes com depressão e recuperando as considerações filosóficas de orientação fenomenológica dos autores mencionados, possamos demonstrar a importância e a urgência de um encontro entre a medicina e a filosofia. |
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| Autores principais: | Santos, Gonçalo Miguel Abreu e |
| Assunto: | Fenomenologia Depressão Tempo Phenomenology Depression Time |
| Ano: | 2022 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Coimbra |
| Idioma: | português |
| Origem: | Estudo Geral - Universidade de Coimbra |
| Resumo: | O tempo constitui e é inseparável da própria vida, uma dimensão a partir do qual o ser humano se estrutura no mundo enquanto relação dinâmica e corporalmente mediada. A depressão, doença psiquiátrica cuja elevada prevalência e impacto a nível funcional e vivencial lhe conferiram a designação de “o mal do século XXI”, serve como um ponto de partida para uma demonstração da importância da subjetividade numa ciência cada vez mais objetificada. Uma abordagem científica, que, apesar de ser responsável por uma evolução significativa na eficácia e segurança do tratamento das doenças psiquiátricas, continua a mostrar evidentes limitações no modo como compreende os sintomas e o mundo vivencial do doente com depressão. Iniciando este trabalho com uma contextualização da perturbação depressiva, tal como esta é designada, definida e compreendida à luz do conhecimento científico, embarcaremos numa exploração dos contributos de um conjunto selecionado de autores - Eugène Minkowski, Merleau-Ponty e Thomas Fuchs - que nos parecem relevantes para uma análise dos aspetos vivenciais da depressão, e em particular da vivência do tempo. Partindo das considerações destes autores, será então realizada uma abordagem fenomenológica da vivência do tempo na depressão, abordando aspetos específicos, tais como as perturbações da conação-afetividade e da temporalidade intersubjetiva. Na fase final desta dissertação, vindos da filosofia, retornamos à medicina, para que, sustentados por relatos reais da experiência do tempo em doentes com depressão e recuperando as considerações filosóficas de orientação fenomenológica dos autores mencionados, possamos demonstrar a importância e a urgência de um encontro entre a medicina e a filosofia. |
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