Publicação

Treatments in Chronic Hepatic Encephalopathy: an in vivo and longitudinal Magnetic Resonance Spectroscopy study on a rat model of Biliary Cirrhosis

Ver documento

Detalhes bibliográficos
Resumo:A encefalopatia hepática é uma síndrome neuropsiquiátrica decorrente de distúrbios cerebrais induzidos por doenças do fígado. A encefalopatia hepática crónica é associada com a cirrose e é caracterizada por uma fibrose progressiva do parênquima do fígado, o que conduz à hipertensão portal e à deterioração da função do fígado. A alteração na síntese e secreção de ácidos e de outros componentes biliares contribui para a disbiose intestinal, a qual, juntamente com a hipertensão portal, altera a permeabilidade intestinal e, consequentemente, promove a translocação bacterial. A hipertensão portal, em associação com um comprometido processo de detoxificação, permite que toxinas, entre as quais amónia, passem para a circulação sistémica. O aumento de amónia em circulação, denominado hiperamonémia, é uma das principais características da encefalopatia hepática. Os probióticos surgem assim como uma possível forma de tratamento para a encefalopatia hepática, uma vez que estes previnem a translocação bacterial e reduzem a produção e consequente absorção de amónia. A encefalopatia hepática é também acompanhada por um défice cerebral de creatina e, assim, a suplementação oral com creatina emerge também como um potencial tratamento. Esta tese é baseada em estudos preliminares para avaliar o papel do VSL#3®, um cocktail probiótico, e da suplementação oral com creatina na neuroprotecção, em ratos com o ducto colédoco obstruído, um modelo de doença do fígado crónica. Para isso, a técnica de espectroscopia de protões por ressonância magnética foi utilizada, permitindo a análise do metabolismo cerebral, dado que a encefalopatia hepática induz alterações na osmorregulação, neurotransmissão e metabolismos antioxidante e energético cerebrais. Os nossos resultados foram promissores, demonstrando a viabilidade dos estudos e permitindo-nos melhorar o protocolo experimental para estudos futuros.
Autores principais:Santos, Ana Telma da Silva
Assunto:Engenharia biomédica Ciências da saúde Física Doenças hepáticas Encefalopatia hepática
Ano:2014
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Coimbra
Idioma:inglês
Origem:Estudo Geral - Universidade de Coimbra
Descrição
Resumo:A encefalopatia hepática é uma síndrome neuropsiquiátrica decorrente de distúrbios cerebrais induzidos por doenças do fígado. A encefalopatia hepática crónica é associada com a cirrose e é caracterizada por uma fibrose progressiva do parênquima do fígado, o que conduz à hipertensão portal e à deterioração da função do fígado. A alteração na síntese e secreção de ácidos e de outros componentes biliares contribui para a disbiose intestinal, a qual, juntamente com a hipertensão portal, altera a permeabilidade intestinal e, consequentemente, promove a translocação bacterial. A hipertensão portal, em associação com um comprometido processo de detoxificação, permite que toxinas, entre as quais amónia, passem para a circulação sistémica. O aumento de amónia em circulação, denominado hiperamonémia, é uma das principais características da encefalopatia hepática. Os probióticos surgem assim como uma possível forma de tratamento para a encefalopatia hepática, uma vez que estes previnem a translocação bacterial e reduzem a produção e consequente absorção de amónia. A encefalopatia hepática é também acompanhada por um défice cerebral de creatina e, assim, a suplementação oral com creatina emerge também como um potencial tratamento. Esta tese é baseada em estudos preliminares para avaliar o papel do VSL#3®, um cocktail probiótico, e da suplementação oral com creatina na neuroprotecção, em ratos com o ducto colédoco obstruído, um modelo de doença do fígado crónica. Para isso, a técnica de espectroscopia de protões por ressonância magnética foi utilizada, permitindo a análise do metabolismo cerebral, dado que a encefalopatia hepática induz alterações na osmorregulação, neurotransmissão e metabolismos antioxidante e energético cerebrais. Os nossos resultados foram promissores, demonstrando a viabilidade dos estudos e permitindo-nos melhorar o protocolo experimental para estudos futuros.