Publicação
"Que mulher não é freira?": a religião como instrumento político para a submissão das mulheres
| Resumo: | Em 1969, Carol Hanisch escreveu um texto no qual reagia à crítica dos movimentos radicais (sobretudo marxistas) àquilo que estes consideravam ser apenas “um efeito terapêutico” dos grupos de mulheres reunidas para discutirem o seu quotidiano (os chamados grupos de “consciousness raising”). O slogan “the personal is political” passou a traduzir a compreensão da necessidade e da relevância de desmontar os mecanismos de poder (também religiosos, embora estes não sejam nomeados por Carol Hanisch) reproduzidos no mundo “privado”, dito “das mulheres”. “Que mulher não é freira?” – esta pergunta, colocada nas Novas Cartas Portuguesas, sintetiza de forma magistral o papel desempenhado pela religião na legitimação do enclausuramento das mulheres. O presente texto visa identificar os mecanismos religiosos deste enclausuramento enquanto eco e fundamento de uma ordem social na qual a submissão das mulheres constituía um pilar central. |
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| Autores principais: | Toldy, Teresa Martinho |
| Assunto: | Religião Patriarcado Literatura Mulheres Política Religion Patriarchy Literature Women Politics |
| Ano: | 2017 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | capítulo de livro |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Coimbra |
| Idioma: | português |
| Origem: | Estudo Geral - Universidade de Coimbra |
| Resumo: | Em 1969, Carol Hanisch escreveu um texto no qual reagia à crítica dos movimentos radicais (sobretudo marxistas) àquilo que estes consideravam ser apenas “um efeito terapêutico” dos grupos de mulheres reunidas para discutirem o seu quotidiano (os chamados grupos de “consciousness raising”). O slogan “the personal is political” passou a traduzir a compreensão da necessidade e da relevância de desmontar os mecanismos de poder (também religiosos, embora estes não sejam nomeados por Carol Hanisch) reproduzidos no mundo “privado”, dito “das mulheres”. “Que mulher não é freira?” – esta pergunta, colocada nas Novas Cartas Portuguesas, sintetiza de forma magistral o papel desempenhado pela religião na legitimação do enclausuramento das mulheres. O presente texto visa identificar os mecanismos religiosos deste enclausuramento enquanto eco e fundamento de uma ordem social na qual a submissão das mulheres constituía um pilar central. |
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