Publicação
Hipogonadismo hipogonadotrófico e infertilidade masculina
| Resumo: | Introdução: No hipogonadismo hipogonadotrófico em doentes do sexo masculino com infertilidade, é hoje possível efetuar uma terapêutica eficaz. Esta consegue na maioria das vezes restaurar a fertilidade e melhorar a qualidade de vida destes doentes. Objectivos: Fazer uma revisão bibliográfica actualizada do hipogonadismo hipogonadotrófico e as suas implicações na fertilidade masculina. Foi realizada uma pesquisa na base de dados na Pubmed e fontes documentais de referência. Desenvolvimento: O hipogonadismo hipogonadotrófico é uma causa rara de infertilidade masculina, no entanto, o seu diagnóstico durante o estudo de um casal infértil é importante porque é reversível com tratamento apropriado. Um dos aspectos que leva o doente a procurar ajuda é a infertilidade. Mas, existem outros sinais e sintomas que podem afectar negativamente a vida do doente, e nos quais o tratamento é igualmente eficaz. Noutras situações, poderá haver atraso no desenvolvimento pubertário e o diagnóstico é feito antes de surgir o problema da fertilidade. Também nesta fase o tratamento tem um papel importantíssimo. Para fazer o diagnóstico e determinar a etiologia, é importante fazer uma história clínica e um exame físico completos. Só depois se efectuam os exames complementares, como estudo analítico geral, doseamentos hormonais, exames de imagem, espermograma, e outros que sejam necessários. Nalguns casos já é possível o diagnóstico genético. O tratamento do hipogonadismo hipogonadotrófico consiste na correcção do défice hormonal de gonadotrofinas e testosterona. Contudo a escolha do esquema terapêutico é feita com base no desejo do doente de recuperar a fertilidade ou apenas de melhorar o seu bem-estar, com melhoria da sintomatologia hipoandrogénica. Todos os doentes devem ser acompanhados durante todo o tratamento, para determinar se está a ser eficaz e se necessita de algum ajustamento terapêutico, assim como para prevenir e controlar eventuais efeitos adversos. Conclusões: Aprofundar conhecimentos sobre o hipogonadismo hipogonadotrófico como causa possível de infertilidade masculina ou de atraso pubertário. Após o diagnóstico encaminhar o doente para centros especializados visando uma terapêutica individualizada. A maioria das terapêuticas preconizadas actualmente têm-se demonstrado bastante eficazes. |
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| Autores principais: | Dinis, Rita Alexandra Fernandes |
| Assunto: | Infertilidade masculina Hipogonadismo |
| Ano: | 2014 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Coimbra |
| Idioma: | português |
| Origem: | Estudo Geral - Universidade de Coimbra |
| Resumo: | Introdução: No hipogonadismo hipogonadotrófico em doentes do sexo masculino com infertilidade, é hoje possível efetuar uma terapêutica eficaz. Esta consegue na maioria das vezes restaurar a fertilidade e melhorar a qualidade de vida destes doentes. Objectivos: Fazer uma revisão bibliográfica actualizada do hipogonadismo hipogonadotrófico e as suas implicações na fertilidade masculina. Foi realizada uma pesquisa na base de dados na Pubmed e fontes documentais de referência. Desenvolvimento: O hipogonadismo hipogonadotrófico é uma causa rara de infertilidade masculina, no entanto, o seu diagnóstico durante o estudo de um casal infértil é importante porque é reversível com tratamento apropriado. Um dos aspectos que leva o doente a procurar ajuda é a infertilidade. Mas, existem outros sinais e sintomas que podem afectar negativamente a vida do doente, e nos quais o tratamento é igualmente eficaz. Noutras situações, poderá haver atraso no desenvolvimento pubertário e o diagnóstico é feito antes de surgir o problema da fertilidade. Também nesta fase o tratamento tem um papel importantíssimo. Para fazer o diagnóstico e determinar a etiologia, é importante fazer uma história clínica e um exame físico completos. Só depois se efectuam os exames complementares, como estudo analítico geral, doseamentos hormonais, exames de imagem, espermograma, e outros que sejam necessários. Nalguns casos já é possível o diagnóstico genético. O tratamento do hipogonadismo hipogonadotrófico consiste na correcção do défice hormonal de gonadotrofinas e testosterona. Contudo a escolha do esquema terapêutico é feita com base no desejo do doente de recuperar a fertilidade ou apenas de melhorar o seu bem-estar, com melhoria da sintomatologia hipoandrogénica. Todos os doentes devem ser acompanhados durante todo o tratamento, para determinar se está a ser eficaz e se necessita de algum ajustamento terapêutico, assim como para prevenir e controlar eventuais efeitos adversos. Conclusões: Aprofundar conhecimentos sobre o hipogonadismo hipogonadotrófico como causa possível de infertilidade masculina ou de atraso pubertário. Após o diagnóstico encaminhar o doente para centros especializados visando uma terapêutica individualizada. A maioria das terapêuticas preconizadas actualmente têm-se demonstrado bastante eficazes. |
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