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A mulher da paróquia de Santa Justa de Coimbra na Baixa Idade Média: o retrato possível das suas ocupações, relações e afectos

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O papel da mulher – sobretudo a mulher dos grupos populares – escapa muitas vezes aos olhos do historiador pela sua ausência nos contratos e actos públicos. Na verdade, o percurso individual da mulher, na sociedade urbana, percebe-se melhor para o caso daquelas solteiras ou viúvas, sobretudo quando, nessa situação, desenvolviam uma actividade profissional ou administravam um património próprio. Filha, mulher, mãe, tia e avó a actuação das mulheres na cidade medieval portuguesa conhece-se, principalmente, quando esta age de forma isolada, longe da influência do seu pai, marido ou filhos. Neste trabalho, percebe-se a tipologia genérica das estruturas familiares na freguesia de Santa Justa de Coimbra, entre os séculos XIII e XV, bem como representatividade e o papel do sexo feminino na sua organização. De seguida, partindo do acervo documental dessa colegiada, principalmente da análise, procura-se deslindar sentimentos como a confiança, a cumplicidade e a afectividade que envolvia a mulher dentro da estrutura familiar. Pretende-se, assim, compreender a posição da mulher enquanto herdeira e administradora do património familiar; representante/procuradora dos seus parentes; executora das suas doações e mandas testamentárias. Por fim, reflete-se sobre as relações que se estabeleciam em seu torno por via das doações que fazia e de que era beneficiada.
Autores principais:Campos, Maria Amélia Álvaro de
Assunto:Coimbra medieval Idade Média portuguesa História da mulher História da família
Ano:2013
País:Portugal
Tipo de documento:capítulo de livro
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Coimbra
Idioma:português
Origem:Estudo Geral - Universidade de Coimbra
Descrição
Resumo:O papel da mulher – sobretudo a mulher dos grupos populares – escapa muitas vezes aos olhos do historiador pela sua ausência nos contratos e actos públicos. Na verdade, o percurso individual da mulher, na sociedade urbana, percebe-se melhor para o caso daquelas solteiras ou viúvas, sobretudo quando, nessa situação, desenvolviam uma actividade profissional ou administravam um património próprio. Filha, mulher, mãe, tia e avó a actuação das mulheres na cidade medieval portuguesa conhece-se, principalmente, quando esta age de forma isolada, longe da influência do seu pai, marido ou filhos. Neste trabalho, percebe-se a tipologia genérica das estruturas familiares na freguesia de Santa Justa de Coimbra, entre os séculos XIII e XV, bem como representatividade e o papel do sexo feminino na sua organização. De seguida, partindo do acervo documental dessa colegiada, principalmente da análise, procura-se deslindar sentimentos como a confiança, a cumplicidade e a afectividade que envolvia a mulher dentro da estrutura familiar. Pretende-se, assim, compreender a posição da mulher enquanto herdeira e administradora do património familiar; representante/procuradora dos seus parentes; executora das suas doações e mandas testamentárias. Por fim, reflete-se sobre as relações que se estabeleciam em seu torno por via das doações que fazia e de que era beneficiada.