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Relatório de Estágio e Monografia Intitulada "Plantas Medicinais No Tratamento Da Dermatite Atópica"

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A Dermatite Atópica (AD) é uma doença inflamatória da pele, presente em indivíduos que tem tendência a criar alergias. Existem vários fatores que contribuem para o seu aparecimento, tais como, a alteração da barreira cutânea da pele, e a resposta exacerbada do sistema imunológico. Estes fatores contribuem para o aparecimento de prurido, xerose e pele rugosa. O seu tratamento é complexo podendo se tornar extenuante, passa pela utilização de anti-inflamatórios tópicos, como corticosteroides, ou de imunomodeladores, como o tacrolimus. No entanto devido aos seus inúmeros efeitos adversos, é necessário novas terapêuticas. A terapêutica à base de plantas torna-se um bom objeto de estudo para o tratamento da AD. O uso benéfico destes produtos ao longo dos tempos incentivam a procura de novos tratamentos que oferecem menos efeitos adversos que a terapêutica convencional. É crucial haver maior número de estudos clínicos em plantas que demonstrem eficiência no tratamento da AD, para que o seu uso seja seguro e eficaz.A AD é uma doença crónica inflamatória da pele1, com uma alta prevalência a nível mundial2, atingindo cerca de 7% a 10% dos adultos1, e cerca de 20% das crianças, no entanto devido à falta de uniformidade nos termos utilizados, como também na necessidade de uma abordagem universal, a sua epidemiologia torna-se difícil de ser avaliada3. É caracterizada pela presença de altos níveis de IgE, como também pela fácil sensibilização a alergénios ambientais, atingindo cerca de 80% dos doentes diagnosticados com AD1. As suas manifestações clínicas incluem prurido3, e xerose4. Consequentemente aumenta o risco de colonização da pele por bactérias como o SA, afetando cerca de 90% dos doentes1. Através destes fatores conseguimos identificar se a AD é moderada ou severa, utilizando ferramentas como o SCORAD, e o EASI2. As terapêuticas convencionais, tais como corticosteroides tópicos, são utilizadas para o tratamento da AD especialmente durante as fases de exacerbação da doença. No entanto a utilização destes produtos tem como consequência efeitos adversos de longo termo5. Assim a AD torna-se num fardo exaustivo, pois altera a QOL do doente e dos seus familiares3. Devido a todas estas causas a procura de terapêuticas alternativas é cada vez maior5.
Autores principais:Teixeira, Dineia Ferreira
Assunto:Dermatite Atópica Eczema Plantas medicinais Fitoterapia Prurido Atopic Dermatitis Eczema Medicinal plants Phytotherapy Pruritus
Ano:2020
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Coimbra
Idioma:português
Origem:Estudo Geral - Universidade de Coimbra
Descrição
Resumo:A Dermatite Atópica (AD) é uma doença inflamatória da pele, presente em indivíduos que tem tendência a criar alergias. Existem vários fatores que contribuem para o seu aparecimento, tais como, a alteração da barreira cutânea da pele, e a resposta exacerbada do sistema imunológico. Estes fatores contribuem para o aparecimento de prurido, xerose e pele rugosa. O seu tratamento é complexo podendo se tornar extenuante, passa pela utilização de anti-inflamatórios tópicos, como corticosteroides, ou de imunomodeladores, como o tacrolimus. No entanto devido aos seus inúmeros efeitos adversos, é necessário novas terapêuticas. A terapêutica à base de plantas torna-se um bom objeto de estudo para o tratamento da AD. O uso benéfico destes produtos ao longo dos tempos incentivam a procura de novos tratamentos que oferecem menos efeitos adversos que a terapêutica convencional. É crucial haver maior número de estudos clínicos em plantas que demonstrem eficiência no tratamento da AD, para que o seu uso seja seguro e eficaz.A AD é uma doença crónica inflamatória da pele1, com uma alta prevalência a nível mundial2, atingindo cerca de 7% a 10% dos adultos1, e cerca de 20% das crianças, no entanto devido à falta de uniformidade nos termos utilizados, como também na necessidade de uma abordagem universal, a sua epidemiologia torna-se difícil de ser avaliada3. É caracterizada pela presença de altos níveis de IgE, como também pela fácil sensibilização a alergénios ambientais, atingindo cerca de 80% dos doentes diagnosticados com AD1. As suas manifestações clínicas incluem prurido3, e xerose4. Consequentemente aumenta o risco de colonização da pele por bactérias como o SA, afetando cerca de 90% dos doentes1. Através destes fatores conseguimos identificar se a AD é moderada ou severa, utilizando ferramentas como o SCORAD, e o EASI2. As terapêuticas convencionais, tais como corticosteroides tópicos, são utilizadas para o tratamento da AD especialmente durante as fases de exacerbação da doença. No entanto a utilização destes produtos tem como consequência efeitos adversos de longo termo5. Assim a AD torna-se num fardo exaustivo, pois altera a QOL do doente e dos seus familiares3. Devido a todas estas causas a procura de terapêuticas alternativas é cada vez maior5.