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Inflexibilidade psicológica relativa aos comportamentos alimentares: o seu papel no grau de severidade da psicopatologia alimentar

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O presente estudo revelou-se a primeira investigação a explorar um novo processo associado à inflexibilidade psicológica, em perturbações do comportamento alimentar: inflexibilidade em relação aos padrões alimentares. A pertinência da análise deste constructo baseia-se no crescente endosso, por parte de mulheres de sociedades ocidentais modernas, em comportamentos alimentares perturbados, como resposta à insatisfação com a imagem corporal, causada pela persecução de um físico magro culturalmente idealizado. Consequentemente, vários estudos revelaram que estes fatores se encontram na base do desenvolvimento de perturbações do comportamento alimentar. A inflexibilidade em relação aos padrões alimentares pode ser compreendida como a incapacidade do indivíduo em envolver-se em comportamentos alimentares concordantes com as contingências presentes nos contextos externo e interno, ao depararem-se com perceções, pensamentos e sentimentos negativos associados ao peso e imagem corporal. Desta forma, os indivíduos procuram diminuir o afeto negativo associado a tais experiências através de padrões rígidos de pensamento (e.g., regras rígidas) e comportamento alimentares maladaptativos (e.g., dietas restritivas prolongadas). Deste modo, o objetivo do estudo passou por explorar o papel da inflexibilidade dos comportamentos alimentares na relação entre o peso e insatisfação com a imagem corporal na psicopatologia alimentar. Para tal, foram administrados instrumentos baseados em tais constructos, a uma amostra de 678 estudantes universitárias, com idades compreendidas entre os 18 e os 25 anos. Os resultados indicaram que, o impacto 2 do peso e da insatisfação com a imagem corporal na psicopatologia alimentar é parcialmente mediado pela inflexibilidade dos comportamentos alimentares. Tais resultados parecem sugerir que, o impacto que o peso e insatisfação com a imagem corporal têm na adoção de comportamentos alimentares perturbados, pode ser potenciado aquando da presença de padrões alimentares inflexíveis. Esta revelação pode vir a tornar-se importante na elaboração de planos de prevenção e intervenção mais eficazes, ao apoiar-se na aceitação de experiências negativas em relação ao peso e imagem corporal, não permitindo que tais experiências influenciem o comportamento de forma maladaptativa.
Autores principais:Daniel, Ana Marta Cunha Capêla
Assunto:Insatisfação com a imagem corporal Psicopatologia alimentar
Ano:2014
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Coimbra
Idioma:português
Origem:Estudo Geral - Universidade de Coimbra
Descrição
Resumo:O presente estudo revelou-se a primeira investigação a explorar um novo processo associado à inflexibilidade psicológica, em perturbações do comportamento alimentar: inflexibilidade em relação aos padrões alimentares. A pertinência da análise deste constructo baseia-se no crescente endosso, por parte de mulheres de sociedades ocidentais modernas, em comportamentos alimentares perturbados, como resposta à insatisfação com a imagem corporal, causada pela persecução de um físico magro culturalmente idealizado. Consequentemente, vários estudos revelaram que estes fatores se encontram na base do desenvolvimento de perturbações do comportamento alimentar. A inflexibilidade em relação aos padrões alimentares pode ser compreendida como a incapacidade do indivíduo em envolver-se em comportamentos alimentares concordantes com as contingências presentes nos contextos externo e interno, ao depararem-se com perceções, pensamentos e sentimentos negativos associados ao peso e imagem corporal. Desta forma, os indivíduos procuram diminuir o afeto negativo associado a tais experiências através de padrões rígidos de pensamento (e.g., regras rígidas) e comportamento alimentares maladaptativos (e.g., dietas restritivas prolongadas). Deste modo, o objetivo do estudo passou por explorar o papel da inflexibilidade dos comportamentos alimentares na relação entre o peso e insatisfação com a imagem corporal na psicopatologia alimentar. Para tal, foram administrados instrumentos baseados em tais constructos, a uma amostra de 678 estudantes universitárias, com idades compreendidas entre os 18 e os 25 anos. Os resultados indicaram que, o impacto 2 do peso e da insatisfação com a imagem corporal na psicopatologia alimentar é parcialmente mediado pela inflexibilidade dos comportamentos alimentares. Tais resultados parecem sugerir que, o impacto que o peso e insatisfação com a imagem corporal têm na adoção de comportamentos alimentares perturbados, pode ser potenciado aquando da presença de padrões alimentares inflexíveis. Esta revelação pode vir a tornar-se importante na elaboração de planos de prevenção e intervenção mais eficazes, ao apoiar-se na aceitação de experiências negativas em relação ao peso e imagem corporal, não permitindo que tais experiências influenciem o comportamento de forma maladaptativa.