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Estenose aórtica paradoxal
| Summary: | A estenose aórtica paradoxal define-se por uma área valvular aórtica ≤ 1 cm2, um volume sistólico indexado < 35 mL/m2 e um gradiente médio transvalvular < 40 mmHg, apesar de uma fração de ejeção do ventrículo esquerdo preservada (> 50%). Caracteriza-se por uma marcada remodelagem concêntrica do ventrículo esquerdo, com predomínio de disfunção diastólica, e está associada a uma rigidez vascular sistémica aumentada. A prevalência desta doença varia entre os 3-35% dos doentes com estenose aórtica grave e afeta sobretudo doentes idosos, do género feminino e com multimorbilidade. A estenose aórtica paradoxal é um desafio diagnóstico, particularmente pelas inconsistências associadas à equação de continuidade. Têm surgido novos métodos de avaliação na literatura para auxiliar no diagnóstico do estado de baixo fluxo sistólico, bem como para estudar a remodelagem ventricular esquerda. Até há pouco tempo existia algum consenso na literatura sobre o facto da estenose aórtica paradoxal representar um estadio mais avançado da doença valvular aórtica. Como tal, na presença de sintomas, a substituição valvular aórtica parecia ser o tratamento mais indicado. No entanto, outros autores mostraram resultados diferentes e assim, aumentaram a discussão sobre a abordagem e gestão deste fenótipo da estenose aórtica degenerativa. A presente tese tem por objetivo elaborar uma revisão sistemática da literatura sobre a estenose aórtica paradoxal, e abordar aspetos relacionados com a sua demografia, semiologia, avaliação diagnóstica, implicações terapêuticas e prognóstico. |
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| Main Authors: | Cavaca, Ana Rita Pereira |
| Subject: | estenose aórtica paradoxal baixo fluxo sistólico baixo gradiente rigidez vascular diagnóstico tratamento prognóstico |
| Year: | 2015 |
| Country: | Portugal |
| Document type: | master thesis |
| Access type: | open access |
| Associated institution: | Universidade de Coimbra |
| Language: | Portuguese |
| Origin: | Estudo Geral - Universidade de Coimbra |
| Summary: | A estenose aórtica paradoxal define-se por uma área valvular aórtica ≤ 1 cm2, um volume sistólico indexado < 35 mL/m2 e um gradiente médio transvalvular < 40 mmHg, apesar de uma fração de ejeção do ventrículo esquerdo preservada (> 50%). Caracteriza-se por uma marcada remodelagem concêntrica do ventrículo esquerdo, com predomínio de disfunção diastólica, e está associada a uma rigidez vascular sistémica aumentada. A prevalência desta doença varia entre os 3-35% dos doentes com estenose aórtica grave e afeta sobretudo doentes idosos, do género feminino e com multimorbilidade. A estenose aórtica paradoxal é um desafio diagnóstico, particularmente pelas inconsistências associadas à equação de continuidade. Têm surgido novos métodos de avaliação na literatura para auxiliar no diagnóstico do estado de baixo fluxo sistólico, bem como para estudar a remodelagem ventricular esquerda. Até há pouco tempo existia algum consenso na literatura sobre o facto da estenose aórtica paradoxal representar um estadio mais avançado da doença valvular aórtica. Como tal, na presença de sintomas, a substituição valvular aórtica parecia ser o tratamento mais indicado. No entanto, outros autores mostraram resultados diferentes e assim, aumentaram a discussão sobre a abordagem e gestão deste fenótipo da estenose aórtica degenerativa. A presente tese tem por objetivo elaborar uma revisão sistemática da literatura sobre a estenose aórtica paradoxal, e abordar aspetos relacionados com a sua demografia, semiologia, avaliação diagnóstica, implicações terapêuticas e prognóstico. |
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