Publicação
O lugar do "Afro": feminismos negros vs feminismos africanos
| Resumo: | O presente artigo pretende apresentar algumas linhas fundamentais dos feminismos africanos pertinentes para a reflexão dos feminismos negros, em particular o estado-unidense e o brasileiro. Na realidade, o contexto em que cada um deles surge conduz a diferenças que é preciso ter em conta para a desejável construção de solidariedades e lutas comuns contra o patriarcado, o colonialismo e o capitalismo. O facto de uns radicarem em sociedades multiculturais numa diáspora que data dos tempos da escravatura, respondendo a sistemas sociais opressivos como o racismo, e de outros provirem de sociedades multiétnicas, mas dominantemente negras, em que os eixos de opressão são primeiramente os coloniais e, depois das independências, os de classe, entre pessoas da mesma raça, levam a construções identitárias diversas, bem como a pautas distintas, que correspondem a maneiras dissemelhantes de conceptualizar os feminismos. |
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| Autores principais: | Martins, Catarina Isabel Caldeira |
| Outros Autores: | Martins, Catarina; CES – Centre for Social Studies; CES – Centre for Social Studies; Pereira, Tiago Santos; Pereira, Tiago Santos; CES – Centre for Social Studies; 0000-0003-0066-2146; staff; University of Coimbra; University of Coimbra; Falcão, Amílcar; 01-03-1290; Coimbra; Largo da Porta Férrea; PT; research; PT; 0000-0002-4317-9835; staff |
| Assunto: | Feminismos negros Feminismos africanos Black feminisms African feminisms |
| Ano: | 2018 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | artigo |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade de Coimbra |
| Idioma: | português |
| Origem: | Estudo Geral - Universidade de Coimbra |
| Resumo: | O presente artigo pretende apresentar algumas linhas fundamentais dos feminismos africanos pertinentes para a reflexão dos feminismos negros, em particular o estado-unidense e o brasileiro. Na realidade, o contexto em que cada um deles surge conduz a diferenças que é preciso ter em conta para a desejável construção de solidariedades e lutas comuns contra o patriarcado, o colonialismo e o capitalismo. O facto de uns radicarem em sociedades multiculturais numa diáspora que data dos tempos da escravatura, respondendo a sistemas sociais opressivos como o racismo, e de outros provirem de sociedades multiétnicas, mas dominantemente negras, em que os eixos de opressão são primeiramente os coloniais e, depois das independências, os de classe, entre pessoas da mesma raça, levam a construções identitárias diversas, bem como a pautas distintas, que correspondem a maneiras dissemelhantes de conceptualizar os feminismos. |
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