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Energy Security Index in South America - A Sustainable Approach

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Resumo:O nível de desempenho de um sistema de energia de um país, ou região, pode ser avaliado de acordo com diferentes metodologias de índices. A literatura apresenta uma grande variedade de dimensões e métricas que conseguem ser aplicadas para estimar a segurança energética. Além disso, o conceito de segurança energética aceita diferentes premissas, influenciando a definição das dimensões a serem aplicadas. Um índice de segurança energética que permita a análise detalhada de cada dimensão e premissa pode ser utilizado como uma importante ferramenta nos processos de elaboração de políticas de energia. A América do Sul possui importante papel na geração e fornecimento de energia no cenário mundial, influenciando os níveis de segurança energética globais. Estudos de segurança energética na América do Sul estão especialmente relacionados com a integração dos sistemas de transmissão e distribuição entre os países. Neste trabalho desenvolveu-se uma metodologia adaptada do Energy Trilemma Index, criado pelo World Energy Council, para classificar dez países Sul Americanos de acordo com suas pontuações no período entre 1994 e 2015. Igualmente, este estudo avaliou a evolução de cada país, comparada com seu próprio desempenho em 1994. Traçou-se uma evolução cronológica relacionada aos principais resultados, de forma a contextualizá-los ao período econômico e político. Uma segunda comparação foi realizada entre a América do Sul e os dez melhores países classificados no relatório de 2016 do Energy Trilemma Index. As diferenças entre cada dimensão da segurança energética foram identificadas e políticas de energia do melhor país foram pesquisadas para serem utilizadas como benchmark.Esta dissertação conclui que a segurança energética na região vem melhorando nos últimos anos, impulsionada principalmente pelo aumento no acesso da população à eletricidade, pela diminuição nas importações de energia e pela diversificação da matriz energética. Chile e Argentina são os países com melhores índices, enquanto a Bolívia foi o país que mais melhorou o desempenho no período. Em comparação com os dez melhores países, como esperado, a América do Sul ficou em último lugar em todos os anos, principalmente devido aos seus baixos índices de acesso à eletricidade, eficiência energética e contexto político e econômico.
Autores principais:Vieira, Jaqueline
Assunto:segurança energética América do Sul índice de segurança energética sustentabilidade dimensões da segurança energética energy security South America energy security index sustainability energy security dimensions
Ano:2018
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Coimbra
Idioma:inglês
Origem:Estudo Geral - Universidade de Coimbra
Descrição
Resumo:O nível de desempenho de um sistema de energia de um país, ou região, pode ser avaliado de acordo com diferentes metodologias de índices. A literatura apresenta uma grande variedade de dimensões e métricas que conseguem ser aplicadas para estimar a segurança energética. Além disso, o conceito de segurança energética aceita diferentes premissas, influenciando a definição das dimensões a serem aplicadas. Um índice de segurança energética que permita a análise detalhada de cada dimensão e premissa pode ser utilizado como uma importante ferramenta nos processos de elaboração de políticas de energia. A América do Sul possui importante papel na geração e fornecimento de energia no cenário mundial, influenciando os níveis de segurança energética globais. Estudos de segurança energética na América do Sul estão especialmente relacionados com a integração dos sistemas de transmissão e distribuição entre os países. Neste trabalho desenvolveu-se uma metodologia adaptada do Energy Trilemma Index, criado pelo World Energy Council, para classificar dez países Sul Americanos de acordo com suas pontuações no período entre 1994 e 2015. Igualmente, este estudo avaliou a evolução de cada país, comparada com seu próprio desempenho em 1994. Traçou-se uma evolução cronológica relacionada aos principais resultados, de forma a contextualizá-los ao período econômico e político. Uma segunda comparação foi realizada entre a América do Sul e os dez melhores países classificados no relatório de 2016 do Energy Trilemma Index. As diferenças entre cada dimensão da segurança energética foram identificadas e políticas de energia do melhor país foram pesquisadas para serem utilizadas como benchmark.Esta dissertação conclui que a segurança energética na região vem melhorando nos últimos anos, impulsionada principalmente pelo aumento no acesso da população à eletricidade, pela diminuição nas importações de energia e pela diversificação da matriz energética. Chile e Argentina são os países com melhores índices, enquanto a Bolívia foi o país que mais melhorou o desempenho no período. Em comparação com os dez melhores países, como esperado, a América do Sul ficou em último lugar em todos os anos, principalmente devido aos seus baixos índices de acesso à eletricidade, eficiência energética e contexto político e econômico.