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Influência hormonal na enxaqueca

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A enxaqueca é uma das doenças neurológicas mais frequentes e associa-se a um grande impacto a nível pessoal, social e económico nos países desenvolvidos. Os estudos epidemiológicos revelam que é aproximadamente três vezes mais frequente durante os anos correspondentes ao período reprodutivo da mulher do que nos homens com a mesma idade. Por outro lado, parecem existir alterações importantes na evolução da doença durante a menarca, o período menstrual, a gravidez e a menopausa. Estes factos fazem antever uma possível associação entre as hormonas sexuais femininas e a enxaqueca. Objectivos e Métodos Com o objectivo de reunir a evidência científica existente sobre esta hipotética relação e estudar possíveis estratégias terapêuticas, foi realizada uma pesquisa bibliográfica com base no modelo dos “5 S” de Haynes (Systems, Summaries, Synopses, Synthesis and Studies). Conclusão Apesar dos escassos estudos realizados, as flutuações hormonais e, particularmente, a privação de estrogénios, surgem hoje como factores associados a uma evolução desfavorável na enxaqueca sem aura. Esta constatação tem levado ao desenvolvimento de novas estratégias terapêuticas baseadas na profilaxia hormonal, que poderão assumir no futuro um lugar de destaque na orientação das mulheres com enxaqueca associada a flutuações hormonais e resistentes às terapêuticas convencionais.
Autores principais:Ribeiro, Hugo José Maciel
Assunto:Enxaqueca Hormonas
Ano:2012
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade de Coimbra
Idioma:português
Origem:Estudo Geral - Universidade de Coimbra
Descrição
Resumo:A enxaqueca é uma das doenças neurológicas mais frequentes e associa-se a um grande impacto a nível pessoal, social e económico nos países desenvolvidos. Os estudos epidemiológicos revelam que é aproximadamente três vezes mais frequente durante os anos correspondentes ao período reprodutivo da mulher do que nos homens com a mesma idade. Por outro lado, parecem existir alterações importantes na evolução da doença durante a menarca, o período menstrual, a gravidez e a menopausa. Estes factos fazem antever uma possível associação entre as hormonas sexuais femininas e a enxaqueca. Objectivos e Métodos Com o objectivo de reunir a evidência científica existente sobre esta hipotética relação e estudar possíveis estratégias terapêuticas, foi realizada uma pesquisa bibliográfica com base no modelo dos “5 S” de Haynes (Systems, Summaries, Synopses, Synthesis and Studies). Conclusão Apesar dos escassos estudos realizados, as flutuações hormonais e, particularmente, a privação de estrogénios, surgem hoje como factores associados a uma evolução desfavorável na enxaqueca sem aura. Esta constatação tem levado ao desenvolvimento de novas estratégias terapêuticas baseadas na profilaxia hormonal, que poderão assumir no futuro um lugar de destaque na orientação das mulheres com enxaqueca associada a flutuações hormonais e resistentes às terapêuticas convencionais.