Publicação
Administração de oxitocina como terapia complementar em cães com fobia social interespecífica
| Resumo: | A oxitocina é um neuropeptídeo sintetizado no hipotálamo, que desempenha um papel fundamental na cognição social, comportamentos sociais, condicionamento do medo, ansiedade, humor, modulação do stress, filiação social e ligação aos pares. Sendo um peptídeo de grande tamanho molecular, esta molécula dificilmente atravessará a barreira hemato-encefálica. Por isso, a maioria dos estudos sobre a oxitocina utilizaram a forma de administração intranasal. Devido ao seu envolvimento no comportamento social, a oxitocina foi estudada na medicina humana como terapia em vários distúrbios psicológicos com funcionamento social deficiente, tais como stress pós-traumático, ansiedade social, autismo ou esquizofrenia, com resultados bastante encorajadores. Estes resultados permitem-nos questionar a possibilidade de utilizar uma terapia com oxitocina em cães que também sofrem de fobia social, particularmente dirigida aos seres humanos. De facto, nos últimos anos, o interesse pela medicina do comportamento animal aumentou, levando à descoberta de doenças psiquiátricas semelhantes em cães e humanos. O cão já é utilizado em muitos estudos como modelo natural de doenças humanas devido ao seu comportamento social complexo semelhante ao humano. Assim, a terapia com oxitocina, utilizada em humanos, pode produzir os mesmos resultados em cães com fobia social. Neste estudo, a possibilidade de terapia com oxitocina em cães e a sua forma de administração serão revistas. |
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| Autores principais: | Alcantara, Maylisse |
| Assunto: | Cães Fobia social interespecífica Oxitocina Terapia comportamental Behavioural therapy Dogs Interspecific social phobia Oxytocin |
| Ano: | 2023 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso restrito |
| Instituição associada: | Escola Universitária Vasco da Gama |
| Idioma: | português |
| Origem: | Escola Universitária Vasco da Gama |
| Resumo: | A oxitocina é um neuropeptídeo sintetizado no hipotálamo, que desempenha um papel fundamental na cognição social, comportamentos sociais, condicionamento do medo, ansiedade, humor, modulação do stress, filiação social e ligação aos pares. Sendo um peptídeo de grande tamanho molecular, esta molécula dificilmente atravessará a barreira hemato-encefálica. Por isso, a maioria dos estudos sobre a oxitocina utilizaram a forma de administração intranasal. Devido ao seu envolvimento no comportamento social, a oxitocina foi estudada na medicina humana como terapia em vários distúrbios psicológicos com funcionamento social deficiente, tais como stress pós-traumático, ansiedade social, autismo ou esquizofrenia, com resultados bastante encorajadores. Estes resultados permitem-nos questionar a possibilidade de utilizar uma terapia com oxitocina em cães que também sofrem de fobia social, particularmente dirigida aos seres humanos. De facto, nos últimos anos, o interesse pela medicina do comportamento animal aumentou, levando à descoberta de doenças psiquiátricas semelhantes em cães e humanos. O cão já é utilizado em muitos estudos como modelo natural de doenças humanas devido ao seu comportamento social complexo semelhante ao humano. Assim, a terapia com oxitocina, utilizada em humanos, pode produzir os mesmos resultados em cães com fobia social. Neste estudo, a possibilidade de terapia com oxitocina em cães e a sua forma de administração serão revistas. |
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