Publicação
Helmintoses Intestinais de Cão e Gato na Cidade de Matosinhos
| Resumo: | As helmintoses intestinais que afetam cães e gatos desempenham um papel significativo devido à sua ampla distribuição mundial e ao impacto que representam. Na Saúde Pública, estas parasitoses estão associadas a zoonoses que podem causar diversas doenças em seres humanos, especialmente em populações vulneráveis, como crianças, idosos e indivíduos imunossuprimidos. Além disso, a contaminação ambiental por ovos e larvas de parasitas em espaços públicos, como parques e jardins, intensifica o risco de transmissão, representando um desafio sanitário. No que respeita aos próprios animais, estas infeções comprometem diretamente o bem-estar e a qualidade de vida, provocando sintomas como perda de peso, anemia, diarreia, vómitos e, em casos graves, obstruções intestinais ou mesmo a morte. O impacto é ainda mais significativo em animais jovens, debilitados ou não tratados, aumentando a sua vulnerabilidade a outras doenças. Este estudo analisa a prevalência de helmintes intestinais e avalia, através de um inquérito realizado junto dos tutores, os hábitos e cuidados dispensados aos animais que foram atendidos em um Hospital Veterinário situado na Cidade de Matosinhos (Porto). No Norte de Portugal, em especial na Cidade de Matosinhos, não existem estudos sobre helmintoses intestinais em cães e gatos em Clínicas e Hospitais Veterinários. Para este estudo, foi escolhido o método de flutuação de Willis, tendo a vantagem de ser relativamente barato, podendo ser realizado nas dependências do próprio Hospital e não invasivo para os animais. Um total de 90 cães e 30 gatos foi avaliado quanto à presença de helmintoses intestinais durante um período de 4 meses. A percentagem global de animais positivos para helmintose intestinal foi de 6,2%. Os helmintes mais comuns detetados no grupo canino foram os Ancilostomídeos (5,6%) e Toxocara canis (1,1%). Desses parasitas detetados, Toxocara canis representa o maior risco zoonótico. Em relação aos felinos foi encontrado um total de 2,5% (1/40) animais parasitados por Toxocara cati. Os resultados podem indicar um risco zoonótico, especialmente no caso de Toxocara canis e Toxocara cati. Grande parte da população de cães e gatos deste estudo frequenta regularmente o hospital veterinário, mas a ocorrência de parasitas intestinais evidencia a necessidade de controlos parasitários mais eficazes, exames fecais regulares e a remoção das fezes do solo, em prol da saúde pública e animal. |
|---|---|
| Autores principais: | Oliveira, Fabrício Moreira Cesar de |
| Assunto: | Cão Gato Helmintose intestinal Matosinhos Zoonose Dog Cat Intestinal helminthiasis Zoonosis |
| Ano: | 2025 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Escola Universitária Vasco da Gama |
| Idioma: | português |
| Origem: | Escola Universitária Vasco da Gama |
| Resumo: | As helmintoses intestinais que afetam cães e gatos desempenham um papel significativo devido à sua ampla distribuição mundial e ao impacto que representam. Na Saúde Pública, estas parasitoses estão associadas a zoonoses que podem causar diversas doenças em seres humanos, especialmente em populações vulneráveis, como crianças, idosos e indivíduos imunossuprimidos. Além disso, a contaminação ambiental por ovos e larvas de parasitas em espaços públicos, como parques e jardins, intensifica o risco de transmissão, representando um desafio sanitário. No que respeita aos próprios animais, estas infeções comprometem diretamente o bem-estar e a qualidade de vida, provocando sintomas como perda de peso, anemia, diarreia, vómitos e, em casos graves, obstruções intestinais ou mesmo a morte. O impacto é ainda mais significativo em animais jovens, debilitados ou não tratados, aumentando a sua vulnerabilidade a outras doenças. Este estudo analisa a prevalência de helmintes intestinais e avalia, através de um inquérito realizado junto dos tutores, os hábitos e cuidados dispensados aos animais que foram atendidos em um Hospital Veterinário situado na Cidade de Matosinhos (Porto). No Norte de Portugal, em especial na Cidade de Matosinhos, não existem estudos sobre helmintoses intestinais em cães e gatos em Clínicas e Hospitais Veterinários. Para este estudo, foi escolhido o método de flutuação de Willis, tendo a vantagem de ser relativamente barato, podendo ser realizado nas dependências do próprio Hospital e não invasivo para os animais. Um total de 90 cães e 30 gatos foi avaliado quanto à presença de helmintoses intestinais durante um período de 4 meses. A percentagem global de animais positivos para helmintose intestinal foi de 6,2%. Os helmintes mais comuns detetados no grupo canino foram os Ancilostomídeos (5,6%) e Toxocara canis (1,1%). Desses parasitas detetados, Toxocara canis representa o maior risco zoonótico. Em relação aos felinos foi encontrado um total de 2,5% (1/40) animais parasitados por Toxocara cati. Os resultados podem indicar um risco zoonótico, especialmente no caso de Toxocara canis e Toxocara cati. Grande parte da população de cães e gatos deste estudo frequenta regularmente o hospital veterinário, mas a ocorrência de parasitas intestinais evidencia a necessidade de controlos parasitários mais eficazes, exames fecais regulares e a remoção das fezes do solo, em prol da saúde pública e animal. |
|---|