Publicação
Impacto das alterações climáticas na ocorrência de leptospirose emPortugal/Europa
| Resumo: | A leptospirose é uma zoonose com distribuição a nível mundial, causada por espiroquetas patogénicas do género Leptospira que integra uma grande diversidade de variantes serológicas ou serovares. Em muitos países é uma doença subdiagnosticada devido ao polimorfismo clínico e à inespecificidade do quadro clínico. Os mamíferos domésticos e silvestres são recetivos à infeção, porém os hospedeiros podem ser diferenciados em hospedeiros de manutenção ou hospedeiros acidentais de acordo com o grau de adaptação ao serovar infetante. Nos primeiros a manifestação da doença pode não ocorrer ou ser muito ligeira. Nos segundos a manifestação da doença tende a ser mais severa dependo da virulência do serovar infetante. O homem é sempre um hospedeiro acidental, independentemente do serovar infetante. As leptospiras são bactérias que dependem fortemente das condições ambientais para a manutenção do ciclo de infeção. Neste sentido, a presença de água, a temperatura ambiente amena e a proteção da luz solar são muito importantes para a manutenção da sua viabilidade fora do hospdeiro. Em Portugal, a leptospirose é uma doença sazonal ocorrendo um maior número de casos na época estivo-outonal. No entanto, com as alterações climáticas globais prevê-se uma alteração das condições meteorológicas com um aquecimento e com um aumento da frequência de fenónemos naturais como tempestades e inundações. Esta dissertação visa sistemizar, à luz do conhecimento atual, a leptospirose enquanto zoonose perspetivando o impacto das alterações climáticas globais na sua ocorrência em Portugal e Europa, analisando o número de casos nos últimos anos e perceber se houve uma tendência crescente ou decrescente de casos e se existem uma ligação com as alterações climáticas. |
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| Autores principais: | Velez, Jéssica Filipa Santana |
| Assunto: | Cima Leptospira Saúde global Saúde pública Zoonose Global health Climate Leptospira Public health Zoonosis |
| Ano: | 2023 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso restrito |
| Instituição associada: | Escola Universitária Vasco da Gama |
| Idioma: | português |
| Origem: | Escola Universitária Vasco da Gama |
| Resumo: | A leptospirose é uma zoonose com distribuição a nível mundial, causada por espiroquetas patogénicas do género Leptospira que integra uma grande diversidade de variantes serológicas ou serovares. Em muitos países é uma doença subdiagnosticada devido ao polimorfismo clínico e à inespecificidade do quadro clínico. Os mamíferos domésticos e silvestres são recetivos à infeção, porém os hospedeiros podem ser diferenciados em hospedeiros de manutenção ou hospedeiros acidentais de acordo com o grau de adaptação ao serovar infetante. Nos primeiros a manifestação da doença pode não ocorrer ou ser muito ligeira. Nos segundos a manifestação da doença tende a ser mais severa dependo da virulência do serovar infetante. O homem é sempre um hospedeiro acidental, independentemente do serovar infetante. As leptospiras são bactérias que dependem fortemente das condições ambientais para a manutenção do ciclo de infeção. Neste sentido, a presença de água, a temperatura ambiente amena e a proteção da luz solar são muito importantes para a manutenção da sua viabilidade fora do hospdeiro. Em Portugal, a leptospirose é uma doença sazonal ocorrendo um maior número de casos na época estivo-outonal. No entanto, com as alterações climáticas globais prevê-se uma alteração das condições meteorológicas com um aquecimento e com um aumento da frequência de fenónemos naturais como tempestades e inundações. Esta dissertação visa sistemizar, à luz do conhecimento atual, a leptospirose enquanto zoonose perspetivando o impacto das alterações climáticas globais na sua ocorrência em Portugal e Europa, analisando o número de casos nos últimos anos e perceber se houve uma tendência crescente ou decrescente de casos e se existem uma ligação com as alterações climáticas. |
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