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Cardiomiopatia hipertrófica felina

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A Cardiomiopatia Hipertrófica (CMH) é uma doença é a doença cardíaca primária mais comum em gatos causada por uma mutação genética autossómica de dominância incompleta com apresentações clínicas variadas que apresenta uma grande dispersão mundial e racial. O carácter hereditário desta doença cardíaca resulta de uma mutação genética autossómica dominante com penetração incompleta, sendo mais exuberante em situações de homozigotia. A mutação mais comum ocorre em genes que codificam para a Proteína C3 de Ligação à Miosina, com alterações estruturais do mesmo e consequente hipertrofia concêntrica parcial ou total do ventrículo esquerdo. Com o aumento do septo interventricular, dos músculos papilares e/ou da parede do ventrículo esquerdo, ocorre comprometimento tanto do enchimento ventricular como do seu relaxamento, o que por sua vez contribui para a progressão da hipertrofia. A diminuição da câmara cardíaca, a diminuição do débito cardíaco, o aumento compensatório do ritmo, o aumento da pressão de enchimento diastólico e o aumento do átrio esquerdo predispõem para uma insuficiência cardíaca congestiva, formação trombos e até morte súbita. A avaliação clínica de um gato com suspeita de Cardiomiopatia Hipertrófica deve ser exaustiva, mesmo que o diagnóstico definitivo apenas possa ser confirmado através de ecocardiografia e de métodos de biologia molecular no sentido de identificar a mutação genética. A ecocardiografia pode ainda ser útil para direcionar a terapêutica em função do grau de hipertrofia estabelecer prognóstico. Atualmente, em medicina humana, existem outras formas de terapêutica, como o novo MYK 461, que se revelam bastante promissores.
Autores principais:Pereira, António Manuel Graça de Matos
Assunto:Cardiomiopatia hipertrófica felina Insuficiência cardíaca congestiva Hipertrofia ventricular esquerda MYK 461 R820W A31P Maincoon Ragdoll Feline hypertrophic cardiomyopathy Congestive heart failure Left ventricular hypertrophy
Ano:2017
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Escola Universitária Vasco da Gama
Idioma:português
Origem:Escola Universitária Vasco da Gama
Descrição
Resumo:A Cardiomiopatia Hipertrófica (CMH) é uma doença é a doença cardíaca primária mais comum em gatos causada por uma mutação genética autossómica de dominância incompleta com apresentações clínicas variadas que apresenta uma grande dispersão mundial e racial. O carácter hereditário desta doença cardíaca resulta de uma mutação genética autossómica dominante com penetração incompleta, sendo mais exuberante em situações de homozigotia. A mutação mais comum ocorre em genes que codificam para a Proteína C3 de Ligação à Miosina, com alterações estruturais do mesmo e consequente hipertrofia concêntrica parcial ou total do ventrículo esquerdo. Com o aumento do septo interventricular, dos músculos papilares e/ou da parede do ventrículo esquerdo, ocorre comprometimento tanto do enchimento ventricular como do seu relaxamento, o que por sua vez contribui para a progressão da hipertrofia. A diminuição da câmara cardíaca, a diminuição do débito cardíaco, o aumento compensatório do ritmo, o aumento da pressão de enchimento diastólico e o aumento do átrio esquerdo predispõem para uma insuficiência cardíaca congestiva, formação trombos e até morte súbita. A avaliação clínica de um gato com suspeita de Cardiomiopatia Hipertrófica deve ser exaustiva, mesmo que o diagnóstico definitivo apenas possa ser confirmado através de ecocardiografia e de métodos de biologia molecular no sentido de identificar a mutação genética. A ecocardiografia pode ainda ser útil para direcionar a terapêutica em função do grau de hipertrofia estabelecer prognóstico. Atualmente, em medicina humana, existem outras formas de terapêutica, como o novo MYK 461, que se revelam bastante promissores.