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Efeito do extrato de Anacardium Occidentale L. no controlo da diabetes em murganhos db/db - Avaliação anatomopatológica

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Introdução: O Anacardium occidentale L. (AOL), de nome vulgar cajueiro, é uma das mais de 700 plantas descritas como sendo benéficas no tratamento da diabetes mellitus (DM). Diversos estudos demonstraram o seu efeito hipoglicemiante em ratos diabéticos. Objetivo do estudo: Na presente investigação, teve-se como objetivo identificar os possíveis efeitos dose-dependentes de extrato aquoso de casca do caule de cajueiro da Guiné-Bissau no controlo da diabetes em murganhos db/db, através do exame histopatológico dos órgãos colhidos à necrópsia, de modo a avaliar possíveis alterações na sua estrutura. Materiais e Métodos: Os murganhos db/db foram divididos em 5 grupos (n=5). Grupos designados por T1, T2 e T3 receberam, respetivamente, 40,2, 71,5 e 127,0 mg/kg de extrato de AOL por gavage. O grupo TG foi tratado com glibenclamida diluída na água de bebida e o grupo C foi usado como controlo. O ensaio decorreu ao longo de 92 dias após os quais os murganhos foram eutanasiados por estiramento cervical, seguindo-se a necrópsia e a colheita dos órgãos. Após o processamento histológico de rotina, as secções dos vários órgãos foram observadas à microscopia ótica para visualização de possíveis alterações na sua estrutura. Resultados: As secções de fígado apresentaram lesões de hepatopatia vacuolar maioritariamente centrolobular em todos os grupos. Não se verificaram diferenças na distribuição das lesões entre os grupos de tratamento e o grupo controlo. Observou-se uma degenerescência tendencialmente mais marcada no grupo T3. O tecido pancreático, na sua maioria, não apresentou alterações dignas de registo. Quando presentes, verificaram-se lesões de pancreatite aguda e/ou esteatonecrose. Ainda que não se tenham verificado diferenças de distribuição das lesões entre os diferentes grupos de tratamento em relação ao grupo controlo notou-se tendencialmente maior incidência das lesões referidas nos grupos T2 e T3. As secções de baço apresentaram-se, na sua totalidade, sem alterações dignas de registo. O tecido renal apresentou-se, na sua maioria, inalterado tendo-se observado casos de pielonefrite aguda e/ou nefrite intersticial supurativa. Verificou-se uma tendência para a existência de um maior número destas alterações no grupo T2, cuja incidência foi igual ao grupo controlo. A coloração de PAS não revelou alterações renais associadas à diabetes nos murganhos db/db. Conclusões: No presente estudo, não foi possível tirar conclusões relevantes acerca dos possíveis efeitos dose-dependentes do extrato de AOL, nas doses testadas, na morfologia dos órgãos colhidos à necrópsia, pelo que serão necessários estudos adicionais para esclarecer sobre a sua eventual ação neste modelo animal.
Autores principais:Jordão, Ana Patrícia Ramos
Assunto:Diabetes mellitus Murganhos db/db Anacardium occidentale Extrato aquoso Histopatologia db/db mice Aqueous extract Histopathology
Ano:2015
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Escola Universitária Vasco da Gama
Idioma:português
Origem:Escola Universitária Vasco da Gama
Descrição
Resumo:Introdução: O Anacardium occidentale L. (AOL), de nome vulgar cajueiro, é uma das mais de 700 plantas descritas como sendo benéficas no tratamento da diabetes mellitus (DM). Diversos estudos demonstraram o seu efeito hipoglicemiante em ratos diabéticos. Objetivo do estudo: Na presente investigação, teve-se como objetivo identificar os possíveis efeitos dose-dependentes de extrato aquoso de casca do caule de cajueiro da Guiné-Bissau no controlo da diabetes em murganhos db/db, através do exame histopatológico dos órgãos colhidos à necrópsia, de modo a avaliar possíveis alterações na sua estrutura. Materiais e Métodos: Os murganhos db/db foram divididos em 5 grupos (n=5). Grupos designados por T1, T2 e T3 receberam, respetivamente, 40,2, 71,5 e 127,0 mg/kg de extrato de AOL por gavage. O grupo TG foi tratado com glibenclamida diluída na água de bebida e o grupo C foi usado como controlo. O ensaio decorreu ao longo de 92 dias após os quais os murganhos foram eutanasiados por estiramento cervical, seguindo-se a necrópsia e a colheita dos órgãos. Após o processamento histológico de rotina, as secções dos vários órgãos foram observadas à microscopia ótica para visualização de possíveis alterações na sua estrutura. Resultados: As secções de fígado apresentaram lesões de hepatopatia vacuolar maioritariamente centrolobular em todos os grupos. Não se verificaram diferenças na distribuição das lesões entre os grupos de tratamento e o grupo controlo. Observou-se uma degenerescência tendencialmente mais marcada no grupo T3. O tecido pancreático, na sua maioria, não apresentou alterações dignas de registo. Quando presentes, verificaram-se lesões de pancreatite aguda e/ou esteatonecrose. Ainda que não se tenham verificado diferenças de distribuição das lesões entre os diferentes grupos de tratamento em relação ao grupo controlo notou-se tendencialmente maior incidência das lesões referidas nos grupos T2 e T3. As secções de baço apresentaram-se, na sua totalidade, sem alterações dignas de registo. O tecido renal apresentou-se, na sua maioria, inalterado tendo-se observado casos de pielonefrite aguda e/ou nefrite intersticial supurativa. Verificou-se uma tendência para a existência de um maior número destas alterações no grupo T2, cuja incidência foi igual ao grupo controlo. A coloração de PAS não revelou alterações renais associadas à diabetes nos murganhos db/db. Conclusões: No presente estudo, não foi possível tirar conclusões relevantes acerca dos possíveis efeitos dose-dependentes do extrato de AOL, nas doses testadas, na morfologia dos órgãos colhidos à necrópsia, pelo que serão necessários estudos adicionais para esclarecer sobre a sua eventual ação neste modelo animal.