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Design emocional: A empatia na interação entre humano-robô

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A presença de robôs sociais tem vindo a aumentar nas nossas vidas, em diferentes áreas do quotidiano em contextos tanto particulares como públicos. A empatia sendo um fator crucial na interação humano-robô (IHR), ganha cada vez mais força no design dos robôs sociais visto que estes sistemas são projetados com determinado propósito de interação empática, do qual se podem esperar efeitos emocionais positivos ou negativos. Neste sentido, é importante explorar como o design emocional, sendo uma área que procura compreender de que forma as experiências afetivas se manifestam na interação com os produtos, pode ser aplicado no design de um robô, levando em consideração as necessidades das pessoas. Considerando o design da aparência do robô como um dos componentes essenciais para gerar empatia, esta investigação pretendeu contribuir para o avanço da IHR, explorando o efeito do contexto e da tarefa nas perceções dos utilizadores face a diferentes robôs (human-like, machine-like e humanoide). Esta investigação, de carater misto (quantitativo e qualitativo), iniciou-se com um pré-questionário, para recolha de dados demográficos, avaliação da empatia e experiências passadas com robôs. Posteriormente foi realizado um estudo piloto, seguido de um estudo quasi-experimental. O estudo quasi experimental, teve como objetivo explorar a influência dos fatores contexto, tarefa, emoções, empatia e atitudes na intenção de interagir com os robôs, com base na sua aparência de cada robô. Tendo como foco analisar o efeito dos contextos e das tarefas nas intenções dos utilizadores para interagir com diferentes robôs, foram usados os contextos hospitalar, ambiente propício à adversidades e complexidade, e doméstico, ambiente privado e mais íntimo. Os resultados deste estudo sugerem que o contexto e a tarefa são fatores que não influenciam estatisticamente a intenção de trabalhar com os robôs. No entanto, os dados demográficos, tais como a existência de irmãos e a visão política são fatores que influenciam a empatia.
Autores principais:Margalhos, Jéssica Filipa Figueira Félix
Assunto:Interação humano-robô Empatia Aparência do robô Contexto Tarefa do robô
Ano:2022
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto de Arte, Design e Empresa - Universitário
Idioma:português
Origem:Instituto de Arte, Design e Empresa - Universitário
Descrição
Resumo:A presença de robôs sociais tem vindo a aumentar nas nossas vidas, em diferentes áreas do quotidiano em contextos tanto particulares como públicos. A empatia sendo um fator crucial na interação humano-robô (IHR), ganha cada vez mais força no design dos robôs sociais visto que estes sistemas são projetados com determinado propósito de interação empática, do qual se podem esperar efeitos emocionais positivos ou negativos. Neste sentido, é importante explorar como o design emocional, sendo uma área que procura compreender de que forma as experiências afetivas se manifestam na interação com os produtos, pode ser aplicado no design de um robô, levando em consideração as necessidades das pessoas. Considerando o design da aparência do robô como um dos componentes essenciais para gerar empatia, esta investigação pretendeu contribuir para o avanço da IHR, explorando o efeito do contexto e da tarefa nas perceções dos utilizadores face a diferentes robôs (human-like, machine-like e humanoide). Esta investigação, de carater misto (quantitativo e qualitativo), iniciou-se com um pré-questionário, para recolha de dados demográficos, avaliação da empatia e experiências passadas com robôs. Posteriormente foi realizado um estudo piloto, seguido de um estudo quasi-experimental. O estudo quasi experimental, teve como objetivo explorar a influência dos fatores contexto, tarefa, emoções, empatia e atitudes na intenção de interagir com os robôs, com base na sua aparência de cada robô. Tendo como foco analisar o efeito dos contextos e das tarefas nas intenções dos utilizadores para interagir com diferentes robôs, foram usados os contextos hospitalar, ambiente propício à adversidades e complexidade, e doméstico, ambiente privado e mais íntimo. Os resultados deste estudo sugerem que o contexto e a tarefa são fatores que não influenciam estatisticamente a intenção de trabalhar com os robôs. No entanto, os dados demográficos, tais como a existência de irmãos e a visão política são fatores que influenciam a empatia.