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Efeito do design da estrutura física do robô na confiança durante uma situação de emergência

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O uso de robôs de serviço tem vindo a aumentar, nomeadamente nas tarefas de alto-risco e em situações de emergência. A confiança nos robôs é um tema pertinente na Interação Humano-Robô (IHR), sendo particularmente importante em situações que ponham o bem-estar e a segurança dos utilizadores em risco. Sabendo que o design da aparência do robô é um dos principais fatores com impacto na confiança, este estudo procurou contribuir para a melhoria da IHR, investigando como esta pode ser afetada pela morfologia do robô (i.e., elementos identificadores do género, olhos, mãos). O estudo decorreu em duas etapas. A primeira, de carácter indutivo, teve por objetivo explorar as perceções dos utilizadores quanto à morfologia de um robô de serviço para uso em situações de emergência. Para o efeito, recorreu-se a um inquérito por questionário, que revelou a preferência por modelos antropomórficos, com ênfase para a presença de olhos e braços. A segunda etapa, de carácter dedutivo, experimental, consistiu na avaliação da confiança (i.e., decisão de seguir as orientações de navegação dadas por um robô de serviço) com recurso a uma simulação de uma evacuação de emergência em Realidade Virtual. Recorreuse a um desenho experimental misto, onde a variável intersujeitos (grupos independentes) foi a existência de olhos no robô e a variável intra-sujeitos (medidas repetidas) foram as affordances do ambiente (i.e., favorável vs desfavorável), através da manipulação de variáveis como iluminação e largura dos corredores. Foi ainda aplicado um questionário pós-teste para se avaliarem aspetos individuais, como as atitudes e crenças face aos robôs. Os resultados sugerem uma influência, estatisticamente significativa, dos olhos na confiança no robô, mas não houve diferenças quanto às affordances do ambiente. Embora os participantes tenham achado o robô demasiado artificial e mecânico, sentiram a necessidade de o seguir. Independentemente da existência de olhos nos robôs, estes produtos parecem ser uma solução promissora para apoio à evacuação de emergência em edifícios complexos. Os resultados deste estudo podem ser informativos para o design de uma IHR de qualidade.
Autores principais:Diogo, André Pedroso Rodrigues Garcia
Assunto:Design de interação Interação humano-robô Confiança Robôs sociais Robôs de serviço Realidade virtual
Ano:2021
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto de Arte, Design e Empresa - Universitário
Idioma:português
Origem:Instituto de Arte, Design e Empresa - Universitário
Descrição
Resumo:O uso de robôs de serviço tem vindo a aumentar, nomeadamente nas tarefas de alto-risco e em situações de emergência. A confiança nos robôs é um tema pertinente na Interação Humano-Robô (IHR), sendo particularmente importante em situações que ponham o bem-estar e a segurança dos utilizadores em risco. Sabendo que o design da aparência do robô é um dos principais fatores com impacto na confiança, este estudo procurou contribuir para a melhoria da IHR, investigando como esta pode ser afetada pela morfologia do robô (i.e., elementos identificadores do género, olhos, mãos). O estudo decorreu em duas etapas. A primeira, de carácter indutivo, teve por objetivo explorar as perceções dos utilizadores quanto à morfologia de um robô de serviço para uso em situações de emergência. Para o efeito, recorreu-se a um inquérito por questionário, que revelou a preferência por modelos antropomórficos, com ênfase para a presença de olhos e braços. A segunda etapa, de carácter dedutivo, experimental, consistiu na avaliação da confiança (i.e., decisão de seguir as orientações de navegação dadas por um robô de serviço) com recurso a uma simulação de uma evacuação de emergência em Realidade Virtual. Recorreuse a um desenho experimental misto, onde a variável intersujeitos (grupos independentes) foi a existência de olhos no robô e a variável intra-sujeitos (medidas repetidas) foram as affordances do ambiente (i.e., favorável vs desfavorável), através da manipulação de variáveis como iluminação e largura dos corredores. Foi ainda aplicado um questionário pós-teste para se avaliarem aspetos individuais, como as atitudes e crenças face aos robôs. Os resultados sugerem uma influência, estatisticamente significativa, dos olhos na confiança no robô, mas não houve diferenças quanto às affordances do ambiente. Embora os participantes tenham achado o robô demasiado artificial e mecânico, sentiram a necessidade de o seguir. Independentemente da existência de olhos nos robôs, estes produtos parecem ser uma solução promissora para apoio à evacuação de emergência em edifícios complexos. Os resultados deste estudo podem ser informativos para o design de uma IHR de qualidade.