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Duelo narrativo entre RPG’s AAA e Indie

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Summary:Provar a distinção entre estórias criadas por agentes individuais e coletivos é o propósito deste documento. Na atualidade, o mercado Indie (abreviação de Independent Developer ou Desenvolvedor Independente, um agente que realiza próprios projetos maioritariamente só) RPG tem crescido exponencialmente comparado com a sua outra face industrial. A produção de jogos criados meramente por 1 ou mais entidades tem vindo a aumentar graças à vulgarização deste médium. Mas, ao contrário de full-priced games (jogos que são, atualmente, vendidos na faixa de 50 Euros para cima), produtos Indie apresentam um elo que os liga, a experimentação. Esta propriedade afeta vários campos do médium, mas a área em foco serão as estórias. Títulos AAA (termo em inglês usado para descrever jogos com um budget/produção de alto valor, em termos de capital, pudor laboral e marketing) frequentemente se demonstram projetos dispendiosos, exigentes de rigor e cuidado. Como tal, a produtora ou distribuidora encarregue tem de assegurar que o produto gera rendimento financeiro. Este modelo de negócios não é adequado para considerar grandes riscos no planeamento dos jogos em questão. Riscos provocados por propriedades intrínsecas do jogo, neste caso, narrativas. Jogos mainstream (jogos que abrangem uma grande audiência) não ousam em dificultar muito a mensagem do seu produto. As estórias e personagens que documentam não podem ser complicadas. O jogador “vulgar” terá de entender tudo o que se passa no mundo em que está a jogar, ou pelo menos o essencial. Produtos concebidos por agentes independentes costumam seguir um rumo diferente. Como não têm a capacidade de divulgação, comercialização e poder orçamental que os seus rivais, Indie developers (desenvolvedores) focam as suas visões criativas nalgo que a indústria não explora, experimentação. Tentaram quebrar todas as regras estabelecidas pelo status-quo industrial. Este documento explorará como o espaço Indie quebra esse tal molde e tentará delinear como esta dinâmica cria padrões que contrastam com o lado AAA.
Main Authors:Jarego, António Maria de Campos
Subject:Comparação Narrativa Role-Playing Game Indie AAA
Year:2024
Country:Portugal
Document type:master thesis
Access type:open access
Associated institution:Instituto de Arte, Design e Empresa - Universitário
Language:Portuguese
Origin:Instituto de Arte, Design e Empresa - Universitário
Description
Summary:Provar a distinção entre estórias criadas por agentes individuais e coletivos é o propósito deste documento. Na atualidade, o mercado Indie (abreviação de Independent Developer ou Desenvolvedor Independente, um agente que realiza próprios projetos maioritariamente só) RPG tem crescido exponencialmente comparado com a sua outra face industrial. A produção de jogos criados meramente por 1 ou mais entidades tem vindo a aumentar graças à vulgarização deste médium. Mas, ao contrário de full-priced games (jogos que são, atualmente, vendidos na faixa de 50 Euros para cima), produtos Indie apresentam um elo que os liga, a experimentação. Esta propriedade afeta vários campos do médium, mas a área em foco serão as estórias. Títulos AAA (termo em inglês usado para descrever jogos com um budget/produção de alto valor, em termos de capital, pudor laboral e marketing) frequentemente se demonstram projetos dispendiosos, exigentes de rigor e cuidado. Como tal, a produtora ou distribuidora encarregue tem de assegurar que o produto gera rendimento financeiro. Este modelo de negócios não é adequado para considerar grandes riscos no planeamento dos jogos em questão. Riscos provocados por propriedades intrínsecas do jogo, neste caso, narrativas. Jogos mainstream (jogos que abrangem uma grande audiência) não ousam em dificultar muito a mensagem do seu produto. As estórias e personagens que documentam não podem ser complicadas. O jogador “vulgar” terá de entender tudo o que se passa no mundo em que está a jogar, ou pelo menos o essencial. Produtos concebidos por agentes independentes costumam seguir um rumo diferente. Como não têm a capacidade de divulgação, comercialização e poder orçamental que os seus rivais, Indie developers (desenvolvedores) focam as suas visões criativas nalgo que a indústria não explora, experimentação. Tentaram quebrar todas as regras estabelecidas pelo status-quo industrial. Este documento explorará como o espaço Indie quebra esse tal molde e tentará delinear como esta dinâmica cria padrões que contrastam com o lado AAA.