Publicação
Ilustrar as cidades invisíveis: Da narrativa escrita à narrativa visual em livros de artista
| Resumo: | Ilustrar Cidades Invisíveis: da Narrativa Escrita à Narrativa Visual em Livros de Artista é um projeto desenvolvido no âmbito do Mestrado em Design e Cultura Visual, que propõe uma análise sobre o processo de ilustrar a narrativa escrita de As Cidades Invisíveis, de Italo Calvino, publicado pela primeira vez em 1972 é uma das obras literárias mais ricas e complexas do século XX. Calvino descreve cidades imaginadas através de metáforas visualmente sugestivas, abordando temas como a humanidade, o tempo, a memória, a arquitetura e o desejo. Esta diversidade de interpretações visuais decorre do caráter humanista, simbólico e profundamente imaginativo da obra. Um estudo prévio, desenvolvido neste projeto de mestrado, levou à criação de dois livros de artista não literários: um ilustrado e outro de caráter escultórico, metamorfoseando as Cidades de Calvino e Entre o Cheio e o Vazio, respetivamente. Considerando a estrutura fragmentada da obra, que potencia múltiplas leituras, procurou-se refletir sobre a dimensão da narrativa escrita e as possibilidades de tradução visual que emergem de uma abordagem semiótica, explorando o seu papel na construção dos dois livros propostos, com o objetivo de aprofundar a análise da obra e preservar, na versão pictórica, a sua significação. Neste contexto, os livros convocam o leitor a uma participação ativa e assumem-se como objetos de experimentação artística, desafiando convenções editoriais e a função tradicional de suporte literário. Este processo criativo permitiu compreender como o conhecimento semiótico da comunicação potencia a criação de imagens que, no limite da transgressão de fronteiras linguísticas e culturais, ampliam a compreensão e a significação de uma obra ou ideia. Tal como As Cidades Invisíveis, também as ilustrações aqui propostas cruzam linguagens, operam em múltiplas camadas e recusam qualquer organização linear ou definitiva. |
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| Autores principais: | Amaral, António Miguel Garrana |
| Assunto: | As Cidades Invisíveis Criatividade Ilustração Livro de Artista Semiótica |
| Ano: | 2025 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto de Arte, Design e Empresa - Universitário |
| Idioma: | português |
| Origem: | Instituto de Arte, Design e Empresa - Universitário |
| Resumo: | Ilustrar Cidades Invisíveis: da Narrativa Escrita à Narrativa Visual em Livros de Artista é um projeto desenvolvido no âmbito do Mestrado em Design e Cultura Visual, que propõe uma análise sobre o processo de ilustrar a narrativa escrita de As Cidades Invisíveis, de Italo Calvino, publicado pela primeira vez em 1972 é uma das obras literárias mais ricas e complexas do século XX. Calvino descreve cidades imaginadas através de metáforas visualmente sugestivas, abordando temas como a humanidade, o tempo, a memória, a arquitetura e o desejo. Esta diversidade de interpretações visuais decorre do caráter humanista, simbólico e profundamente imaginativo da obra. Um estudo prévio, desenvolvido neste projeto de mestrado, levou à criação de dois livros de artista não literários: um ilustrado e outro de caráter escultórico, metamorfoseando as Cidades de Calvino e Entre o Cheio e o Vazio, respetivamente. Considerando a estrutura fragmentada da obra, que potencia múltiplas leituras, procurou-se refletir sobre a dimensão da narrativa escrita e as possibilidades de tradução visual que emergem de uma abordagem semiótica, explorando o seu papel na construção dos dois livros propostos, com o objetivo de aprofundar a análise da obra e preservar, na versão pictórica, a sua significação. Neste contexto, os livros convocam o leitor a uma participação ativa e assumem-se como objetos de experimentação artística, desafiando convenções editoriais e a função tradicional de suporte literário. Este processo criativo permitiu compreender como o conhecimento semiótico da comunicação potencia a criação de imagens que, no limite da transgressão de fronteiras linguísticas e culturais, ampliam a compreensão e a significação de uma obra ou ideia. Tal como As Cidades Invisíveis, também as ilustrações aqui propostas cruzam linguagens, operam em múltiplas camadas e recusam qualquer organização linear ou definitiva. |
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