Publicação
Territorialidade das Comunidades Católicas em contexto pandémico: Estudo de caso na cidade de Coimbra
| Resumo: | As comunidades de pertença, em particular as que são alicerçadas pela religião, definem a identidade dos territórios, uma vez que estas deixam marcas muito firmes na forma como vivem, usam, apropriam ou representam os lugares. O contexto pandémico relativo à Covid-19 implicou adaptações significativas nas práticas religiosas e nas relações dos crentes com o território, uma vez que num contexto de confinamento obrigatório, quebram-se parte das relações entre os membros das comunidades de pertença, mas também com os lugares sagrados e de culto. Nas várias dimensões da vida quotidiana, verifica-se uma reorganização das redes de sociabilidade e dos fluxos de várias naturezas. Neste artigo, a partir de dois inquéritos realizados em Coimbra (2014 e 2021), procura-se mostrar alguns traços que caracterizam a multiterritorialidade das comunidades católicas em contexto urbano, analisando o seu comportamento na cidade e perspetivando, ao mesmo tempo, a sua adaptabilidade à situação pandémica atual. Conclui-se que a pandemia acelerou o recurso a ferramentas digitais que constroem novas territorialidades na experiência religiosa, desfasadas do espaço físico convencional, mas apresentando marcas de multiterritorialidade topoligâmica. |
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| Autores principais: | Franca, Margarida |
| Outros Autores: | Santos, Clara Almeida |
| Assunto: | Covid-19 Media digitais Territorialidade Comunidades católicas Catholic communities Digital media Territoriality Médias digitales Territorialité Communautés catholiques Medios digitales Territorialidad Comunidades católicas |
| Ano: | 2021 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | artigo |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Leiria |
| Idioma: | português |
| Origem: | IC-online |
| Resumo: | As comunidades de pertença, em particular as que são alicerçadas pela religião, definem a identidade dos territórios, uma vez que estas deixam marcas muito firmes na forma como vivem, usam, apropriam ou representam os lugares. O contexto pandémico relativo à Covid-19 implicou adaptações significativas nas práticas religiosas e nas relações dos crentes com o território, uma vez que num contexto de confinamento obrigatório, quebram-se parte das relações entre os membros das comunidades de pertença, mas também com os lugares sagrados e de culto. Nas várias dimensões da vida quotidiana, verifica-se uma reorganização das redes de sociabilidade e dos fluxos de várias naturezas. Neste artigo, a partir de dois inquéritos realizados em Coimbra (2014 e 2021), procura-se mostrar alguns traços que caracterizam a multiterritorialidade das comunidades católicas em contexto urbano, analisando o seu comportamento na cidade e perspetivando, ao mesmo tempo, a sua adaptabilidade à situação pandémica atual. Conclui-se que a pandemia acelerou o recurso a ferramentas digitais que constroem novas territorialidades na experiência religiosa, desfasadas do espaço físico convencional, mas apresentando marcas de multiterritorialidade topoligâmica. |
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