Publicação
GESTO E PODER: REEL/UNREEL, DE FRANCIS ALŸS
| Resumo: | Tomamos como objeto a obra do artista Francis Alÿs, em especial o vídeo Reel/ Unreel (Cabul, Afeganistão, 2011, 19:32min.), para ensaiar uma reflexão sobre gestos quotidianos, inscrição e biopoder. Em Reel/Unreel um grupo de crianças brinca guiando bobinas de filme por um percurso acidentado, entre as ruas de Cabul. Édocumental/ficcional o gesto com que o artista regista/imagina – em que conduz e é conduzido pelas brincadeiras das crianças – a cidade e o cinema. O jogo infantil envolvendo, ou não, um grupo, aparece em estreita relação com gestos ancestrais: esconder, arrastar, puxar, correr, esquivar-se, imobilizar. Esses gestos executados em circunstâncias variadas, são repetidos em diferentes trabalhos de Francis Alÿs e sugerem modos de inscrição no quotidiano, afirmando a sua presença numa linha, num som, num rumor. Na obra de Alÿs concretiza-se um arquivo de gestos banais em relação com poderes que perpassam cidades como Cabul, Londres ou a Cidade do México. O gesto do artista, ou das crianças, ou dos cidadãos implicados na obra, retornam na sua simplicidade em espaços e tempos que os ressignificam e possuem uma dimensão estética que interessa compreender na sua articulação ética e (bio)política. |
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| Autores principais: | Ferreira, Célia |
| Assunto: | Francis Alÿs Performance Gesto Inscrição Biopoder |
| Ano: | 2021 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | comunicação em conferência |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Leiria |
| Idioma: | português |
| Origem: | IC-online |
| Resumo: | Tomamos como objeto a obra do artista Francis Alÿs, em especial o vídeo Reel/ Unreel (Cabul, Afeganistão, 2011, 19:32min.), para ensaiar uma reflexão sobre gestos quotidianos, inscrição e biopoder. Em Reel/Unreel um grupo de crianças brinca guiando bobinas de filme por um percurso acidentado, entre as ruas de Cabul. Édocumental/ficcional o gesto com que o artista regista/imagina – em que conduz e é conduzido pelas brincadeiras das crianças – a cidade e o cinema. O jogo infantil envolvendo, ou não, um grupo, aparece em estreita relação com gestos ancestrais: esconder, arrastar, puxar, correr, esquivar-se, imobilizar. Esses gestos executados em circunstâncias variadas, são repetidos em diferentes trabalhos de Francis Alÿs e sugerem modos de inscrição no quotidiano, afirmando a sua presença numa linha, num som, num rumor. Na obra de Alÿs concretiza-se um arquivo de gestos banais em relação com poderes que perpassam cidades como Cabul, Londres ou a Cidade do México. O gesto do artista, ou das crianças, ou dos cidadãos implicados na obra, retornam na sua simplicidade em espaços e tempos que os ressignificam e possuem uma dimensão estética que interessa compreender na sua articulação ética e (bio)política. |
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