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Obesidade na adolescência : aspectos psicológicos e rendimento escolar

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A obesidade foi considerada pela Organização Mundial de Saúde a “epidemia do século XXI”. De facto, a maior parte dos estudos epidemiológicos divulgados apontam para um aumento exponencial dos casos de obesidade, assistindo-se à proliferação das múltiplas patologias que lhe estão associadas, com o consequente aumento de encargos para a qualidade de vida destes indivíduos e para o próprio Sistema Nacional de Saúde. O presente estudo visa aferir a relação entre a obesidade e determinados aspectos psicológicos (autoconceito, ansiedade e depressão), bem como entre a obesidade e o rendimento escolar, em adolescentes. O estudo foi aplicado em duas escolas secundárias (Viseu e Coimbra), numa amostra total de 193 indivíduos. Verificou-se que 5.2% dos adolescentes eram obesos e 11.4% possuíam excesso de peso, sendo ambas as prevalências superiores no sexo masculino. Não foi possível comprovar a existência de diferenças estatísticas significativas entre os três grupos de IMC (adolescentes obesos, com excesso de peso e sem peso excessivo) no que se refere aos índices de autoconceito, ansiedade e depressão. Contudo, no que se refere ao rendimento escolar, constatou-se uma correlação positiva entre o IMC e o número de reprovações e uma correlação negativa entre o IMC e a média escolar. Comprovou-se ainda que os adolescentes obesos e com excesso de peso eram aqueles que possuíam menor média escolar.
Autores principais:Sousa, Pedro Miguel Lopes
Assunto:Obesidade Adolescência Autoconceito Ansiedade Depressão Rendimento escolar
Ano:2006
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Leiria
Idioma:português
Origem:IC-online
Descrição
Resumo:A obesidade foi considerada pela Organização Mundial de Saúde a “epidemia do século XXI”. De facto, a maior parte dos estudos epidemiológicos divulgados apontam para um aumento exponencial dos casos de obesidade, assistindo-se à proliferação das múltiplas patologias que lhe estão associadas, com o consequente aumento de encargos para a qualidade de vida destes indivíduos e para o próprio Sistema Nacional de Saúde. O presente estudo visa aferir a relação entre a obesidade e determinados aspectos psicológicos (autoconceito, ansiedade e depressão), bem como entre a obesidade e o rendimento escolar, em adolescentes. O estudo foi aplicado em duas escolas secundárias (Viseu e Coimbra), numa amostra total de 193 indivíduos. Verificou-se que 5.2% dos adolescentes eram obesos e 11.4% possuíam excesso de peso, sendo ambas as prevalências superiores no sexo masculino. Não foi possível comprovar a existência de diferenças estatísticas significativas entre os três grupos de IMC (adolescentes obesos, com excesso de peso e sem peso excessivo) no que se refere aos índices de autoconceito, ansiedade e depressão. Contudo, no que se refere ao rendimento escolar, constatou-se uma correlação positiva entre o IMC e o número de reprovações e uma correlação negativa entre o IMC e a média escolar. Comprovou-se ainda que os adolescentes obesos e com excesso de peso eram aqueles que possuíam menor média escolar.