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Avaliação quantitativa do desperdício alimentar em unidades de alimentação no ensino superior

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Resumo:O desperdício alimentar é um problema grave que engloba questões ambientais, económicas e éticas/sociais. Para que o possamos reduzir temos de atuar sobre as fases onde este tem maior peso e, para isso, é necessário conhecer o mercado e saber como é que todos os intervenientes na cadeia operam. Efetivamente, torna-se premente que esta avaliação seja realizada ao nível das rotinas nas unidades de alimentação nas instituições de ensino (nomeadamente, ao nível do ensino superior), por forma que a transferência do conhecimento a este nível seja posteriormente canalizada para os restantes intervenientes da cadeia. O presente estudo teve como objetivo principal quantificar o desperdício alimentar em unidades de alimentação no ensino superior. Para alcançar este objetivo foi aplicado um questionário a 310 inquiridos utilizadores das unidades de alimentação do Instituto Politécnico de Leiria, com idade superior ou igual a 18 anos, no período de 5 a 9 de maio de 2025. Os resultados obtidos indicaram que existe uma tendência global para o consumo integral das refeições, embora os hidratos de carbono sejam os alimentos mais frequentemente desperdiçados. Porções excessivas e sabor insatisfatório foram os principais motivos de desperdício, pelo que importa ajustar a oferta alimentar às preferências e necessidades dos estudantes. A análise revelou ainda uma associação significativa entre o sexo e o desperdício, com os homens a apresentarem menor tendência para deixar restos. Em simultâneo à aplicação do questionário, foi realizada a pesagem dos alimentos desperdiçados, das refeições servidas ao almoço na Cantina 2, sita no Campus 2. A análise das pesagens revelou um desperdício alimentar global com um total de 187,8 kg (20,6%), sendo os hidratos de carbono e a carne os principais contribuintes. Os restos deixados no prato representaram a maior parte do desperdício (14,1%), superando as sobras (8,3%), o que evidencia a necessidade de ajustar as porções servidas. A presença de ossos e espinhas em algumas opções proteicas (carne e peixe) influenciou negativamente os valores de desperdício. A presente dissertação contribui de forma significativa para a promoção dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável estabelecidos pela Agenda 2030 das Nações Unidas, nomeadamente o objetivo 1 (erradicar a pobreza), o objetivo 2 (erradicar a fome) e o objetivo 12 (produção e consumo sustentáveis). Ao explorar a relação entre o desperdício alimentar numa unidade de alimentação do ensino superior e a perceção que os seus utilizadores (estudantes) têm sobre o mesmo, a investigação promove uma reflexão crítica e informada sobre práticas alimentares conscientes e sustentáveis. Além disso, ao quantificar efetivamente o desperdício alimentar produzido, a dissertação incentiva a educação para o desenvolvimento sustentável e a transformação de atitudes em prol de uma cidadania mais ativa e informada.
Autores principais:Cabral, Cláudia Viveiros
Assunto:Desperdício alimentar Serviço de alimentação Ensino Superior Sobras Restos
Ano:2025
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Leiria
Idioma:português
Origem:IC-online
Descrição
Resumo:O desperdício alimentar é um problema grave que engloba questões ambientais, económicas e éticas/sociais. Para que o possamos reduzir temos de atuar sobre as fases onde este tem maior peso e, para isso, é necessário conhecer o mercado e saber como é que todos os intervenientes na cadeia operam. Efetivamente, torna-se premente que esta avaliação seja realizada ao nível das rotinas nas unidades de alimentação nas instituições de ensino (nomeadamente, ao nível do ensino superior), por forma que a transferência do conhecimento a este nível seja posteriormente canalizada para os restantes intervenientes da cadeia. O presente estudo teve como objetivo principal quantificar o desperdício alimentar em unidades de alimentação no ensino superior. Para alcançar este objetivo foi aplicado um questionário a 310 inquiridos utilizadores das unidades de alimentação do Instituto Politécnico de Leiria, com idade superior ou igual a 18 anos, no período de 5 a 9 de maio de 2025. Os resultados obtidos indicaram que existe uma tendência global para o consumo integral das refeições, embora os hidratos de carbono sejam os alimentos mais frequentemente desperdiçados. Porções excessivas e sabor insatisfatório foram os principais motivos de desperdício, pelo que importa ajustar a oferta alimentar às preferências e necessidades dos estudantes. A análise revelou ainda uma associação significativa entre o sexo e o desperdício, com os homens a apresentarem menor tendência para deixar restos. Em simultâneo à aplicação do questionário, foi realizada a pesagem dos alimentos desperdiçados, das refeições servidas ao almoço na Cantina 2, sita no Campus 2. A análise das pesagens revelou um desperdício alimentar global com um total de 187,8 kg (20,6%), sendo os hidratos de carbono e a carne os principais contribuintes. Os restos deixados no prato representaram a maior parte do desperdício (14,1%), superando as sobras (8,3%), o que evidencia a necessidade de ajustar as porções servidas. A presença de ossos e espinhas em algumas opções proteicas (carne e peixe) influenciou negativamente os valores de desperdício. A presente dissertação contribui de forma significativa para a promoção dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável estabelecidos pela Agenda 2030 das Nações Unidas, nomeadamente o objetivo 1 (erradicar a pobreza), o objetivo 2 (erradicar a fome) e o objetivo 12 (produção e consumo sustentáveis). Ao explorar a relação entre o desperdício alimentar numa unidade de alimentação do ensino superior e a perceção que os seus utilizadores (estudantes) têm sobre o mesmo, a investigação promove uma reflexão crítica e informada sobre práticas alimentares conscientes e sustentáveis. Além disso, ao quantificar efetivamente o desperdício alimentar produzido, a dissertação incentiva a educação para o desenvolvimento sustentável e a transformação de atitudes em prol de uma cidadania mais ativa e informada.