Publicação
A Mediação Intercultural na Promoção para a Saúde
| Resumo: | As comunidades ciganas integram a minoria étnica mais numerosa da União Europeia, vivenciando situações de pobreza e de exclusão social. Estas questões influenciam o bem-estar e a qualidade de vida destes indivíduos. Em Portugal existem muitos elementos desta etnia, a viver em condições habitacionais muito precárias e a maioria apresenta níveis educacionais mais baixos do que a restante população e por isso menos participação social e menos saúde. A saúde é uma das principais necessidades sociais e constitui um dos direitos fundamentais, tendo um papel disruptor nos processos de exclusão/inclusão social, na medida em constitui um elemento integrador no acesso a outros recursos, serviços e direitos que promovem a convivência e a coesão social. A presente investigação procurou compreender qual a perceção da comunidade cigana sobre a importância da Mediação Intercultural na Promoção para a Saúde. Neste sentido, o estudo que aqui se apresenta teve como objetivos compreender de que forma a comunidade cigana perceciona a sua condição de saúde, os principais comportamentos de risco e as principais estratégias de mediação e intervenção que podem promover hábitos de vida saudáveis. Como estratégia metodológica, optou-se pela metodologia qualitativa- quantitativa, materializada num estudo de caso, tendo sido utilizadas técnicas de recolha de dados, inquéritos por questionário à comunidade, entrevista semiestruturada e focus group, dirigidos a atores chave da comunidade Cigana de Vale Domingos e Gravanço. Como técnicas de análise de dados, foi utilizada a análise estatística. Pelos dados apurados, pode-se afirmar que, os baixos níveis de literacia em saúde, os comportamentos de risco e os casamentos entre familiares, são os principais fatores que condicionam a saúde desta comunidade. Urge a necessidade de dotar os profissionais de saúde para uma intervenção adequada, de forma holística e sistémica. |
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| Autores principais: | Gameiro, Mónica de Oliveira Estima |
| Assunto: | Comunidade Cigana Mediação-Intercultural Exclusão Social Saúde Inclusão Social |
| Ano: | 2023 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Leiria |
| Idioma: | português |
| Origem: | IC-online |
| Resumo: | As comunidades ciganas integram a minoria étnica mais numerosa da União Europeia, vivenciando situações de pobreza e de exclusão social. Estas questões influenciam o bem-estar e a qualidade de vida destes indivíduos. Em Portugal existem muitos elementos desta etnia, a viver em condições habitacionais muito precárias e a maioria apresenta níveis educacionais mais baixos do que a restante população e por isso menos participação social e menos saúde. A saúde é uma das principais necessidades sociais e constitui um dos direitos fundamentais, tendo um papel disruptor nos processos de exclusão/inclusão social, na medida em constitui um elemento integrador no acesso a outros recursos, serviços e direitos que promovem a convivência e a coesão social. A presente investigação procurou compreender qual a perceção da comunidade cigana sobre a importância da Mediação Intercultural na Promoção para a Saúde. Neste sentido, o estudo que aqui se apresenta teve como objetivos compreender de que forma a comunidade cigana perceciona a sua condição de saúde, os principais comportamentos de risco e as principais estratégias de mediação e intervenção que podem promover hábitos de vida saudáveis. Como estratégia metodológica, optou-se pela metodologia qualitativa- quantitativa, materializada num estudo de caso, tendo sido utilizadas técnicas de recolha de dados, inquéritos por questionário à comunidade, entrevista semiestruturada e focus group, dirigidos a atores chave da comunidade Cigana de Vale Domingos e Gravanço. Como técnicas de análise de dados, foi utilizada a análise estatística. Pelos dados apurados, pode-se afirmar que, os baixos níveis de literacia em saúde, os comportamentos de risco e os casamentos entre familiares, são os principais fatores que condicionam a saúde desta comunidade. Urge a necessidade de dotar os profissionais de saúde para uma intervenção adequada, de forma holística e sistémica. |
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