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Diversidade e inclusão na atração de talento da geração Z em Portugal

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Resumo:A entrada da geração Z no mercado de trabalho tem impulsionado mudanças nas dinâmicas organizacionais. Nascida entre 1995 e 2010, esta geração distingue-se por uma consciência social e ambiental, com um forte envolvimento em questões de justiça social e igualdade, moldando assim as suas expectativas profissionais. Este fenómeno, impulsionado pela globalização e pelo aumento da mobilidade, reflete-se em Portugal no crescimento da população estrangeira e na implementação de quotas para a contratação de pessoas com deficiência, resultando inevitavelmente num mercado de trabalho cada vez mais heterogéneo. Neste contexto, as organizações enfrentam o desafio de alinhar as suas estratégias de Employer Branding (EB) orientadas para a Diversidade e Inclusão (D&I), fatores essenciais para atrair talento, especialmente da Geração Z, que privilegia empresas cujas práticas refletem os seus valores pessoais. Este estudo procura compreender a influência da D&I na atração de talentos da Geração Z em Portugal, assim sendo a revisão de literatura sustenta a análise ao centrar-se em três temas principais: a D&I nas organizações, EB e a atração de talento. A pesquisa, de natureza qualitativa, baseou-se em entrevistas semiestruturadas a dez participantes da Geração Z com experiência profissional, abrangendo tanto a maioria quanto grupos minoritários considerando especialmente a comunidade brasileira e pessoas com deficiência. Os resultados indicam que a D&I é vista como um fator crucial pela Geração Z, sendo a liderança considerada determinante para a eficácia destas práticas. No entanto, a falta de transparência e genuinidade na comunicação das estratégias de EB, bem como a sua implementação, evidenciam uma desarticulação entre as iniciativas promovidas pelas organizações e as expectativas da Geração Z. Esta dissociação expõe fragilidades que comprometem a atratividade das organizações no mercado de trabalho.
Autores principais:Pereira, Débora Raquel Ribeiro
Assunto:Diversidade e inclusão (D&I) Employer branding (EB) Atração de talentos Geração Z
Ano:2024
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Português de Administração de Marketing
Idioma:português
Origem:Instituto Português de Administração de Marketing
Descrição
Resumo:A entrada da geração Z no mercado de trabalho tem impulsionado mudanças nas dinâmicas organizacionais. Nascida entre 1995 e 2010, esta geração distingue-se por uma consciência social e ambiental, com um forte envolvimento em questões de justiça social e igualdade, moldando assim as suas expectativas profissionais. Este fenómeno, impulsionado pela globalização e pelo aumento da mobilidade, reflete-se em Portugal no crescimento da população estrangeira e na implementação de quotas para a contratação de pessoas com deficiência, resultando inevitavelmente num mercado de trabalho cada vez mais heterogéneo. Neste contexto, as organizações enfrentam o desafio de alinhar as suas estratégias de Employer Branding (EB) orientadas para a Diversidade e Inclusão (D&I), fatores essenciais para atrair talento, especialmente da Geração Z, que privilegia empresas cujas práticas refletem os seus valores pessoais. Este estudo procura compreender a influência da D&I na atração de talentos da Geração Z em Portugal, assim sendo a revisão de literatura sustenta a análise ao centrar-se em três temas principais: a D&I nas organizações, EB e a atração de talento. A pesquisa, de natureza qualitativa, baseou-se em entrevistas semiestruturadas a dez participantes da Geração Z com experiência profissional, abrangendo tanto a maioria quanto grupos minoritários considerando especialmente a comunidade brasileira e pessoas com deficiência. Os resultados indicam que a D&I é vista como um fator crucial pela Geração Z, sendo a liderança considerada determinante para a eficácia destas práticas. No entanto, a falta de transparência e genuinidade na comunicação das estratégias de EB, bem como a sua implementação, evidenciam uma desarticulação entre as iniciativas promovidas pelas organizações e as expectativas da Geração Z. Esta dissociação expõe fragilidades que comprometem a atratividade das organizações no mercado de trabalho.