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João Canijo e a escola portuguesa

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Resumo:O conceito de Escola Portuguesa de cinema tem sido debatido por alguns investigadores (Bénard da Costa, 1991; Lemiére, 2006) como uma hipótese de visão de conjunto da história do cinema português desde o cinema novo até ao fim dos anos 80. Apesar de ser ainda um conceito pouco investigado e desenvolvido, ele pretende ocupar-se das características comuns dos filmes portugueses: desde a sua produção "artesanal" até uma certa unidade temática, bem condensada na expressão de Jorge Silva Melo (citada por Bénard da Costa, idem, pág. 169) dos "retratos de ausência". È também aceite "e, algumas vezes, criticado" que estes filmes se debruçam, obsessivamente, na questionação de Portugal, algo que Bénard da Costa (idem, pág. 184) definirá assim: "(...) a imagem espectral [do cinema português] (...) melhor do que nenhuma outra, reflectiu, nos seus fantasmas e frustrações, medos e culpas, a imagem da realidade portuguesa, ao menos desde Salazar até aos nossos dias". Numa primeira fase, será objectivo da comunicação esclarecer o conceito de Escola Portuguesa Será, pois, neste contexto teórico e histórico que se pretenderá abordar o trabalho contemporâneo de João Canijo. O realizador desenvolveu, nos últimos anos, um corpus de filmes significativo a nível da crítica e da recepção internacional (sobretudo com os seus últimos quatro: Sapatos Pretos, Ganhar a Vida, Noite Escura e Mal Nascida). Esta comunicação pretende, por isso, questionar a obra de Canijo sob duas perspectivas: a abordagem estética e o retrato múltiplo da identidade nacional. A partir destas duas perspectivas procurar-se-á comparar o trabalho de Canijo com os elementos fundamentais da Escola Portuguesa.
Autores principais:Ribas, Daniel
Assunto:João Canijo Escola portuguesa Cinema português
Ano:2009
País:Portugal
Tipo de documento:comunicação em conferência
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Bragança
Idioma:português
Origem:Biblioteca Digital do IPB
Descrição
Resumo:O conceito de Escola Portuguesa de cinema tem sido debatido por alguns investigadores (Bénard da Costa, 1991; Lemiére, 2006) como uma hipótese de visão de conjunto da história do cinema português desde o cinema novo até ao fim dos anos 80. Apesar de ser ainda um conceito pouco investigado e desenvolvido, ele pretende ocupar-se das características comuns dos filmes portugueses: desde a sua produção "artesanal" até uma certa unidade temática, bem condensada na expressão de Jorge Silva Melo (citada por Bénard da Costa, idem, pág. 169) dos "retratos de ausência". È também aceite "e, algumas vezes, criticado" que estes filmes se debruçam, obsessivamente, na questionação de Portugal, algo que Bénard da Costa (idem, pág. 184) definirá assim: "(...) a imagem espectral [do cinema português] (...) melhor do que nenhuma outra, reflectiu, nos seus fantasmas e frustrações, medos e culpas, a imagem da realidade portuguesa, ao menos desde Salazar até aos nossos dias". Numa primeira fase, será objectivo da comunicação esclarecer o conceito de Escola Portuguesa Será, pois, neste contexto teórico e histórico que se pretenderá abordar o trabalho contemporâneo de João Canijo. O realizador desenvolveu, nos últimos anos, um corpus de filmes significativo a nível da crítica e da recepção internacional (sobretudo com os seus últimos quatro: Sapatos Pretos, Ganhar a Vida, Noite Escura e Mal Nascida). Esta comunicação pretende, por isso, questionar a obra de Canijo sob duas perspectivas: a abordagem estética e o retrato múltiplo da identidade nacional. A partir destas duas perspectivas procurar-se-á comparar o trabalho de Canijo com os elementos fundamentais da Escola Portuguesa.