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Qualidade do Ar em Bibliotecas: Parâmetros de Conforto e Saúde em Ambiente de Leitura

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A Qualidade do Ar Interior (QAI) tem-se consolidado como uma ferramenta fundamental para a promoção da saúde pública e a preservação patrimonial, especialmente em espaços de uso coletivo e com acervos sensíveis, como as bibliotecas. Diante disso, o presente trabalho teve como objetivo caracterizar a Qualidade do Ar Interior (QAI) da biblioteca da Escola Superior Agrária do Instituto Politécnico de Bragança, com base na monitorização de parâmetros físico-químicos e microbiológicos durante o outono, inverno e primavera. Foram também avaliados os fatores que influenciam a QAI e a conformidade com a legislação portuguesa. Foram analisados indicadores de conforto térmico, nomeadamente a temperatura e a humidade relativa (HR), bem como poluentes físico-químicos e microbiológicos, tais como material particulado (PM10 e PM2,5), dióxido de carbono (CO₂), formaldeído (CH₂O), compostos orgânicos voláteis (COVs), monóxido de carbono (CO) e poluentes microbiológicos (fungos e bactérias). Os resultados revelaram variações sazonais e espaciais relevantes. A humidade relativa (HR) manteve-se abaixo dos níveis recomendados (23,5 a 39,4%), representando riscos à saúde dos ocupantes e à preservação do acervo documental. As temperaturas estiveram frequentemente fora da faixa ideal, especialmente em zonas não climatizadas. Parâmetros físico-químicos encontraram-se dentro dos limites legais, apesar dos picos de COVs associados ao uso de álcool 70% durante as medições microbiológicas. Quanto aos poluentes microbiológicos, foram identificados 17 géneros de fungos, com predominância de Cladosporium, Penicillium e Aspergillus. A razão Interior/Exterior (I/E) indicou que a origem desses fungos foi predominantemente externa (I/E < 1). A presença desses géneros é preocupante tanto para a saúde dos ocupantes quanto para a preservação do acervo. Nenhuma bactéria foi observada, o que pode ser atribuído à baixa humidade relativa que pode ter afetado a sua viabilidade. A caracterização evidenciou pontos críticos relacionados à HR e temperatura, agravados pelo funcionamento intermitente da UTA e pela falta de monitorização destes parâmetros. Recomenda-se a implementação de um sistema integrado de controlo e monitorização ambiental e o uso de humidificadores.
Autores principais:Braga, Brisa Lourenço
Assunto:Qualidade do ar interior Conforto térmico Poluente físico-químicos Poluentes microbiológicos Bibliotecas universitárias
Ano:2025
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Bragança
Idioma:português
Origem:Biblioteca Digital do IPB
Descrição
Resumo:A Qualidade do Ar Interior (QAI) tem-se consolidado como uma ferramenta fundamental para a promoção da saúde pública e a preservação patrimonial, especialmente em espaços de uso coletivo e com acervos sensíveis, como as bibliotecas. Diante disso, o presente trabalho teve como objetivo caracterizar a Qualidade do Ar Interior (QAI) da biblioteca da Escola Superior Agrária do Instituto Politécnico de Bragança, com base na monitorização de parâmetros físico-químicos e microbiológicos durante o outono, inverno e primavera. Foram também avaliados os fatores que influenciam a QAI e a conformidade com a legislação portuguesa. Foram analisados indicadores de conforto térmico, nomeadamente a temperatura e a humidade relativa (HR), bem como poluentes físico-químicos e microbiológicos, tais como material particulado (PM10 e PM2,5), dióxido de carbono (CO₂), formaldeído (CH₂O), compostos orgânicos voláteis (COVs), monóxido de carbono (CO) e poluentes microbiológicos (fungos e bactérias). Os resultados revelaram variações sazonais e espaciais relevantes. A humidade relativa (HR) manteve-se abaixo dos níveis recomendados (23,5 a 39,4%), representando riscos à saúde dos ocupantes e à preservação do acervo documental. As temperaturas estiveram frequentemente fora da faixa ideal, especialmente em zonas não climatizadas. Parâmetros físico-químicos encontraram-se dentro dos limites legais, apesar dos picos de COVs associados ao uso de álcool 70% durante as medições microbiológicas. Quanto aos poluentes microbiológicos, foram identificados 17 géneros de fungos, com predominância de Cladosporium, Penicillium e Aspergillus. A razão Interior/Exterior (I/E) indicou que a origem desses fungos foi predominantemente externa (I/E < 1). A presença desses géneros é preocupante tanto para a saúde dos ocupantes quanto para a preservação do acervo. Nenhuma bactéria foi observada, o que pode ser atribuído à baixa humidade relativa que pode ter afetado a sua viabilidade. A caracterização evidenciou pontos críticos relacionados à HR e temperatura, agravados pelo funcionamento intermitente da UTA e pela falta de monitorização destes parâmetros. Recomenda-se a implementação de um sistema integrado de controlo e monitorização ambiental e o uso de humidificadores.