Publicação
Perceção da empatia em estudantes de educação social: implicações para a formação no ensino superior
| Resumo: | O educador social, enquanto mediador da relação humana, deverá ser capaz de perceber as pessoas e os grupos nos diversos contextos de intervenção com o intuito de potenciar o seu desenvolvimento, empowerment e integração social. Para o cumprimento destas exigências, associadas à sua função, importa assegurar, aquando da sua formação, a promoção de competências com estreita ligação ao seu desenvolvimento (Inter) pessoal de que é exemplo a empatia, variável nuclear ao exercício das funções de apoio socioeducativo. A presente investigação tem com objetivo identificar as perceções de empatia em estudantes em duas instituições de Ensino Superior de Portugal e perceber como variam em função do ano de formação, género e idade, de modo a compreender as implicações para a formação e/ou as estratégias para promover o desenvolvimento (inter)pessoal. Trata-se de um estudo não experimental e transversal, tendo para o efeito, sido utilizada a adaptação portuguesa (Limpo, Alves & Castro, 2010) do Índice de Reatividade Interpessoal (IRI, Davis, 1980, 1983) que mede a empatia. O IRI tem na sua base uma conceção multidimensional de empatia sendo composto por quatro subescalas: Tomada de Perspetiva, Preocupação Empática, Desconforto Pessoal e Fantasia. Participaram 242 alunos, sendo a amostra não probabilística e de conveniência. Verificou-se não existirem diferenças, estatisticamente significativas, nos resultados parciais e globais do IRI de acordo com a idade e a instituição. No entanto, registaram-se diferenças estatisticamente significativas na subescala Preocupação Empática, em função do género e do ano de curso. Verificou-se ainda a influência do género na dimensão afetiva e a escala global de empatia.Os resultados obtidos permitem situar implicações para a formação, no âmbito do ensino superior. |
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| Autores principais: | Ribeiro, Esperança |
| Outros Autores: | Felizardo, Sara; Novo, Rosa; Prada, Ana Raquel Russo; Magalhães, Cátia |
| Assunto: | Educação social Empatia Formação Desenvolvimento pessoal |
| Ano: | 2018 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | documento de conferência |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Bragança |
| Idioma: | português |
| Origem: | Biblioteca Digital do IPB |
| Resumo: | O educador social, enquanto mediador da relação humana, deverá ser capaz de perceber as pessoas e os grupos nos diversos contextos de intervenção com o intuito de potenciar o seu desenvolvimento, empowerment e integração social. Para o cumprimento destas exigências, associadas à sua função, importa assegurar, aquando da sua formação, a promoção de competências com estreita ligação ao seu desenvolvimento (Inter) pessoal de que é exemplo a empatia, variável nuclear ao exercício das funções de apoio socioeducativo. A presente investigação tem com objetivo identificar as perceções de empatia em estudantes em duas instituições de Ensino Superior de Portugal e perceber como variam em função do ano de formação, género e idade, de modo a compreender as implicações para a formação e/ou as estratégias para promover o desenvolvimento (inter)pessoal. Trata-se de um estudo não experimental e transversal, tendo para o efeito, sido utilizada a adaptação portuguesa (Limpo, Alves & Castro, 2010) do Índice de Reatividade Interpessoal (IRI, Davis, 1980, 1983) que mede a empatia. O IRI tem na sua base uma conceção multidimensional de empatia sendo composto por quatro subescalas: Tomada de Perspetiva, Preocupação Empática, Desconforto Pessoal e Fantasia. Participaram 242 alunos, sendo a amostra não probabilística e de conveniência. Verificou-se não existirem diferenças, estatisticamente significativas, nos resultados parciais e globais do IRI de acordo com a idade e a instituição. No entanto, registaram-se diferenças estatisticamente significativas na subescala Preocupação Empática, em função do género e do ano de curso. Verificou-se ainda a influência do género na dimensão afetiva e a escala global de empatia.Os resultados obtidos permitem situar implicações para a formação, no âmbito do ensino superior. |
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