Publicação
Caracterização química de fungos micorrízicos e plantas de Pinus pinaster ao longo dos primeiros estádios de simbiose
| Resumo: | A simbiose ectomicorrízica entre fungos e as raízes de algumas espécies de plantas pode ter efeitos importantes a nível da produção de compostos antioxidantes em ambos os simbiontes, como resultado de um processo de reconhecimento mútuo e como resposta à interacção. Neste trabalho, estudaram-se os efeitos do período de co-cultura entre germinantes da espécie florestal Pinus pinaster e as espécies de fungos ectomicorrízicos Pisolithus arhizus e Paxillus involutus nas propriedades antioxidantes e na produção de compostos com igual actividade (fenóis, tocoferóis e açúcares) dos simbiontes. Assim, avaliaram-se os primeiros estádios do processo de micorrização (6, 24 e 72h), testando-se todos os elementos (raízes, micélio e meio de cultura) de modo a compreender a resposta de cada um dos parceiros à simbiose. As propriedades antioxidantes foram determinadas através da realização de ensaios de avaliação da actividade captadora de radicais livres 2,2-difenil-1-picril-hidrazilo (DPPH), poder redutor, inibição da descoloração do β-caroteno e inibição da peroxidação lipídica pela diminuição da formação de espécies reactivas do ácido tiobarbitúrico (TBARS). As concentrações em fenóis, tocoferóis e açúcares foram obtidas pelo ensaio colorimétrico Folin Ciocalteus, por cromatografia líquida de alta eficiência (HPLC) acoplada a um detector de fluorescência e por HPLC acoplada a um detector de índice de refracção (RI), respectivamente. Os efeitos observados foram interpretados do ponto de vista ecológico (compreensão dos efeitos da associação micorrízica na produção de antioxidantes, nomeadamente a percepção se este mutualismo potencia a actividade antioxidante ou se, por outro lado, a inibe), mas também do ponto de vista medicinal (utilização das associações simbióticas para obtenção de antioxidantes). O fungo Pisolithus arhizus provou ser mais compatível com Pinus pinaster do que o Paxillus involutus, dado que a actividade antioxidante deste aumentou entre as 48 e as 72h, enquanto no Pisolithus arhizus essa actividade decresceu no mesmo período de tempo (podendo evidenciar menos stresse oxidativo). Apesar da espécie Paxillus involutus parecer ser menos indicada para programas de reflorestação que envolvam processos de micorrização, esta poderá ser uma fonte de compostos bioactivos pois revelou uma maior produção de compostos antioxidantes nos primeiros estádios da simbiose. De facto, a concentração máxima de fenóis foi obtida após as 6h. Desta forma, caso a finalidade seja a produção de compostos bioactivos, a co-cultura deverá ser interrompida neste período. |
|---|---|
| Autores principais: | Carocho, Márcio |
| Assunto: | Simbiose ectomicorrízica Pinus Pinaster |
| Ano: | 2011 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Bragança |
| Idioma: | português |
| Origem: | Biblioteca Digital do IPB |
| Resumo: | A simbiose ectomicorrízica entre fungos e as raízes de algumas espécies de plantas pode ter efeitos importantes a nível da produção de compostos antioxidantes em ambos os simbiontes, como resultado de um processo de reconhecimento mútuo e como resposta à interacção. Neste trabalho, estudaram-se os efeitos do período de co-cultura entre germinantes da espécie florestal Pinus pinaster e as espécies de fungos ectomicorrízicos Pisolithus arhizus e Paxillus involutus nas propriedades antioxidantes e na produção de compostos com igual actividade (fenóis, tocoferóis e açúcares) dos simbiontes. Assim, avaliaram-se os primeiros estádios do processo de micorrização (6, 24 e 72h), testando-se todos os elementos (raízes, micélio e meio de cultura) de modo a compreender a resposta de cada um dos parceiros à simbiose. As propriedades antioxidantes foram determinadas através da realização de ensaios de avaliação da actividade captadora de radicais livres 2,2-difenil-1-picril-hidrazilo (DPPH), poder redutor, inibição da descoloração do β-caroteno e inibição da peroxidação lipídica pela diminuição da formação de espécies reactivas do ácido tiobarbitúrico (TBARS). As concentrações em fenóis, tocoferóis e açúcares foram obtidas pelo ensaio colorimétrico Folin Ciocalteus, por cromatografia líquida de alta eficiência (HPLC) acoplada a um detector de fluorescência e por HPLC acoplada a um detector de índice de refracção (RI), respectivamente. Os efeitos observados foram interpretados do ponto de vista ecológico (compreensão dos efeitos da associação micorrízica na produção de antioxidantes, nomeadamente a percepção se este mutualismo potencia a actividade antioxidante ou se, por outro lado, a inibe), mas também do ponto de vista medicinal (utilização das associações simbióticas para obtenção de antioxidantes). O fungo Pisolithus arhizus provou ser mais compatível com Pinus pinaster do que o Paxillus involutus, dado que a actividade antioxidante deste aumentou entre as 48 e as 72h, enquanto no Pisolithus arhizus essa actividade decresceu no mesmo período de tempo (podendo evidenciar menos stresse oxidativo). Apesar da espécie Paxillus involutus parecer ser menos indicada para programas de reflorestação que envolvam processos de micorrização, esta poderá ser uma fonte de compostos bioactivos pois revelou uma maior produção de compostos antioxidantes nos primeiros estádios da simbiose. De facto, a concentração máxima de fenóis foi obtida após as 6h. Desta forma, caso a finalidade seja a produção de compostos bioactivos, a co-cultura deverá ser interrompida neste período. |
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