Publicação
Morte súbita do castanheiro. Manifestação repentina e inesperada de doenças pré-existentes
| Resumo: | Morte Súbita é a designação atribuída quando a morte ocorre de forma repentina e completamente inesperada em indivíduos aparentemente sãos. Tem o mesmo significado quando ocorre nos seres humanos, nos animais ou nas plantas. A morte súbita de árvores, mesmo as de grande porte, sempre terá ocorrido adquirindo no entanto um impacto carregado de preocupações quando a mortalidade das árvores assume proporções epidémicas. Em fitopatologia, o termo “Morte Súbita” está frequentemente associado a situações epidémicas de etiologia desconhecida sendo necessário empreender estudos para determinar Eugénia Gouveia Instituto Politécnico de Bragança as causas e perspectivar as formas de controlar o problema. A morte súbita dos citrinos na Argentina, Brasil e EUA nas décadas de 20-30 que eliminou milhões de árvores (Whiteside et al., 1993), a morte dos ulmeiros na Europa e mais recentemente a morte súbita dos carvalhos nos EUA (McPherson et al., 2005) são exemplos que evidenciam o carácter epidémico das “novas doenças” e a sua elevada capacidade de dispersão de consequências sempre imprevisíveis. No castanheiro (Castanea sativa) a morte apopléctica das árvores é uma das manifestações da Doença da Tinta bem conhecida em todas as regiões de castanheiro. A doença pode ocorrer em árvores de todas as idades tanto em árvores individuais e de forma dispersa nos soutos ou de forma mais generalizada e contínua quando associada a linhas naturais de drenagem do solo. A morte repentina dos castanheiros pode ainda ocorrer devido à presença de outros parasitas das raízes como por exemplo a Armillaria mellea e as doenças de origem fisiológicas associadas a condições adversas do meio ambiente como situações de frio intenso e prolongado no inverno ou ao abaixamento repentino da temperatura na primavera quando as árvores já iniciaram o ciclo vegetativo. |
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| Autores principais: | Gouveia, Maria Eugénia |
| Assunto: | Castanheiro Morte súbita |
| Ano: | 2011 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | artigo |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Bragança |
| Idioma: | português |
| Origem: | Biblioteca Digital do IPB |
| Resumo: | Morte Súbita é a designação atribuída quando a morte ocorre de forma repentina e completamente inesperada em indivíduos aparentemente sãos. Tem o mesmo significado quando ocorre nos seres humanos, nos animais ou nas plantas. A morte súbita de árvores, mesmo as de grande porte, sempre terá ocorrido adquirindo no entanto um impacto carregado de preocupações quando a mortalidade das árvores assume proporções epidémicas. Em fitopatologia, o termo “Morte Súbita” está frequentemente associado a situações epidémicas de etiologia desconhecida sendo necessário empreender estudos para determinar Eugénia Gouveia Instituto Politécnico de Bragança as causas e perspectivar as formas de controlar o problema. A morte súbita dos citrinos na Argentina, Brasil e EUA nas décadas de 20-30 que eliminou milhões de árvores (Whiteside et al., 1993), a morte dos ulmeiros na Europa e mais recentemente a morte súbita dos carvalhos nos EUA (McPherson et al., 2005) são exemplos que evidenciam o carácter epidémico das “novas doenças” e a sua elevada capacidade de dispersão de consequências sempre imprevisíveis. No castanheiro (Castanea sativa) a morte apopléctica das árvores é uma das manifestações da Doença da Tinta bem conhecida em todas as regiões de castanheiro. A doença pode ocorrer em árvores de todas as idades tanto em árvores individuais e de forma dispersa nos soutos ou de forma mais generalizada e contínua quando associada a linhas naturais de drenagem do solo. A morte repentina dos castanheiros pode ainda ocorrer devido à presença de outros parasitas das raízes como por exemplo a Armillaria mellea e as doenças de origem fisiológicas associadas a condições adversas do meio ambiente como situações de frio intenso e prolongado no inverno ou ao abaixamento repentino da temperatura na primavera quando as árvores já iniciaram o ciclo vegetativo. |
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