Publicação

Sífilis uma realidade antiga e um desafio atual

Ver documento

Detalhes bibliográficos
Resumo:A sífilis constitui um problema à escala mundial. A OMS reconhece que pesar de existirem medidas profiláticas eficazes e opções terapêuticas relativamente baratas, como o uso do preservativo, cerca de 12 milhões de pessoas são infetadas anualmente. Objetivo: Analisar a evolução da incidência de sífilis em Portugal, ao longo da última década. Metodologia: O número de casos de sífilis registados em Portugal foram recolhidos no sistema de informação centralizado para doenças infeciosas (CISID) da Organização Mundial de Saúde (OMS). Para cada dois anos entre 2003 e 2013 foram calculados os valores de incidência de sífilis precoce, tardia e congénita (por 100.000 habitantes). A percentagem de variação bianual (%VB) e respectivo intervalo de confiança a 95% (IC95%) obtiveram-se através de regressão baseada nos procedimentos Cochran-Armitage. Resultados: A sífilis precoce variou entre 1.41 em 2003-2004 e 1.67 em 2011-2013, com %VB não significativo de 7.1% (IC95%: -7.8% a +24.4%). A incidência da sífilis congénita apresentou uma evolução decrescente e significativa variando entre 0.18 em 2003-2004 e 0.04 em 2011-2013 com %VB de -19.5% (IC95%: -33.6% a -2.9%). Conclusão: Face ao exposto e apesar das campanhas de divulgação de medidas profiláticas das infeções sexualmente transmissíveis em curso, observa-se estagnação da incidência de sífilis precoce o que suscita particular atenção. No entanto, a incidência de sífilis congénita mostra evolução favorável demostrando a pertinência da vigilância pré-natal em que se tem investido em Portugal.
Autores principais:Antão, Celeste
Outros Autores:Teixeira, Cristina; Anes, Eugénia; Sousa, Filomena
Assunto:Sífilis precoce Sífilis congénita Incidência
Ano:2016
País:Portugal
Tipo de documento:documento de conferência
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Bragança
Idioma:português
Origem:Biblioteca Digital do IPB
Descrição
Resumo:A sífilis constitui um problema à escala mundial. A OMS reconhece que pesar de existirem medidas profiláticas eficazes e opções terapêuticas relativamente baratas, como o uso do preservativo, cerca de 12 milhões de pessoas são infetadas anualmente. Objetivo: Analisar a evolução da incidência de sífilis em Portugal, ao longo da última década. Metodologia: O número de casos de sífilis registados em Portugal foram recolhidos no sistema de informação centralizado para doenças infeciosas (CISID) da Organização Mundial de Saúde (OMS). Para cada dois anos entre 2003 e 2013 foram calculados os valores de incidência de sífilis precoce, tardia e congénita (por 100.000 habitantes). A percentagem de variação bianual (%VB) e respectivo intervalo de confiança a 95% (IC95%) obtiveram-se através de regressão baseada nos procedimentos Cochran-Armitage. Resultados: A sífilis precoce variou entre 1.41 em 2003-2004 e 1.67 em 2011-2013, com %VB não significativo de 7.1% (IC95%: -7.8% a +24.4%). A incidência da sífilis congénita apresentou uma evolução decrescente e significativa variando entre 0.18 em 2003-2004 e 0.04 em 2011-2013 com %VB de -19.5% (IC95%: -33.6% a -2.9%). Conclusão: Face ao exposto e apesar das campanhas de divulgação de medidas profiláticas das infeções sexualmente transmissíveis em curso, observa-se estagnação da incidência de sífilis precoce o que suscita particular atenção. No entanto, a incidência de sífilis congénita mostra evolução favorável demostrando a pertinência da vigilância pré-natal em que se tem investido em Portugal.