Publicação
A opinião modificada dos auditores externos nos municípios portugueses
| Resumo: | Nas instituições públicas cabe à população e aos contribuintes vigiar e controlar as atividades dos eleitos na defesa dos seus interesses. Todavia, a falta de conhecimentos específicos sobre certos assuntos leva a que se reconheça a sua incapacidade nessa avaliação. Neste sentido, nas Autarquias Locais a verificação da conformidade das contas e do relato financeiro é delegado, por lei, nos auditores externos, que emitem todos os anos a sua opinião sobre se as demonstrações financeiras e as demonstrações orçamentais apresentam de forma verdadeira e apropriada a posição financeira, o desempenho financeiro e a execução orçamental de acordo com o Sistema de Normalização Contabilística em vigor. Sempre que exista uma diferença de auditoria materialmente relevante os auditores externos emitem uma opinião modificada para evidenciar a(s) desconformidade(s). Assim, o presente estudo tem como principal objetivo conhecer os fatores que genericamente poderão influenciar a opinião modificada dos auditores externos dos Municípios Portugueses. Como tal, foram identificados fatores relacionados com o Município, com a auditoria e com a política. Com base nas informações recolhidas foi possível construir uma base de dados com 1087 observações relativas a 257 Municípios referentes ao período entre 2014-2019. Os resultados do modelo de regressão logística permitem evidenciar que existe uma maior probabilidade de ser emitida uma opinião modificada pelos auditores externos nos Municípios Portugueses, quanto maior for o nível de endividamento e maior a transparência municipal, quando estes são auditados por uma das maiores 20 empresas de auditoria a atuar em Portugal e quando o Órgão Executivo Municipal não possui maioria na Câmara Municipal. |
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| Autores principais: | Morais, Emanuel de Jesus dos Santos |
| Assunto: | Auditoria externa Auditoria pública Modelo de regressão logística Municípios portugueses Opinião modificada |
| Ano: | 2023 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Bragança |
| Idioma: | português |
| Origem: | Biblioteca Digital do IPB |
| Resumo: | Nas instituições públicas cabe à população e aos contribuintes vigiar e controlar as atividades dos eleitos na defesa dos seus interesses. Todavia, a falta de conhecimentos específicos sobre certos assuntos leva a que se reconheça a sua incapacidade nessa avaliação. Neste sentido, nas Autarquias Locais a verificação da conformidade das contas e do relato financeiro é delegado, por lei, nos auditores externos, que emitem todos os anos a sua opinião sobre se as demonstrações financeiras e as demonstrações orçamentais apresentam de forma verdadeira e apropriada a posição financeira, o desempenho financeiro e a execução orçamental de acordo com o Sistema de Normalização Contabilística em vigor. Sempre que exista uma diferença de auditoria materialmente relevante os auditores externos emitem uma opinião modificada para evidenciar a(s) desconformidade(s). Assim, o presente estudo tem como principal objetivo conhecer os fatores que genericamente poderão influenciar a opinião modificada dos auditores externos dos Municípios Portugueses. Como tal, foram identificados fatores relacionados com o Município, com a auditoria e com a política. Com base nas informações recolhidas foi possível construir uma base de dados com 1087 observações relativas a 257 Municípios referentes ao período entre 2014-2019. Os resultados do modelo de regressão logística permitem evidenciar que existe uma maior probabilidade de ser emitida uma opinião modificada pelos auditores externos nos Municípios Portugueses, quanto maior for o nível de endividamento e maior a transparência municipal, quando estes são auditados por uma das maiores 20 empresas de auditoria a atuar em Portugal e quando o Órgão Executivo Municipal não possui maioria na Câmara Municipal. |
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