Publicação
Revisão Scoping: Impacto de Programas de Reabilitação Domiciliar na Pessoa com Insuficiência Cardíaca
| Resumo: | A Insuficiência Cardíaca é uma condição crónica altamente prevalente e associada a limitações significativas na autonomia, na capacidade funcional e na qualidade de vida. A taxa de rehospitalizações é elevada, constituindo um desafio para as pessoas afetadas e para os sistemas de saúde. Embora os programas de reabilitação cardíaca presenciais demonstrem benefícios claros, muitos doentes enfrentam obstáculos na sua frequência, como dificuldade de deslocação ou limitações económicas. Neste cenário, a reabilitação cardíaca domiciliária emerge como uma alternativa promissora, com potencial para aumentar o acesso e a adesão aos programas de reabilitação, através da integração do exercício físico, da educação para a saúde e do acompanhamento remoto no quotidiano da pessoa com Insuficiência Cardíaca. Objetivo: Mapear a evidência científica disponível sobre o impacto dos programas de reabilitação cardíaca domiciliária na capacidade funcional, na qualidade de vida e nos desfechos clínicos de pessoas com Insuficiência Cardíaca. Métodos: Realizou‑se uma Scoping Review segundo as orientações metodológicas do Joanna Briggs Institute e PRISMA‑ScR. Foram incluídos estudos publicados entre 2015 e 2025, envolvendo adultos com Insuficiência Cardíaca que participaram em programas de reabilitação cardíaca domiciliária. A pesquisa em bases como PubMed/MEDLINE, Scopus e Web of Science, complementada por literatura cinzenta, resultou em 112 registos iniciais. Após triagem, 8 estudos foram incluídos. O processo de seleção foi apoiado pela plataforma Rayyan. Resultados: A evidência mostra que a reabilitação cardíaca domiciliária é segura e promove melhorias na capacidade funcional, nomeadamente no VO₂ pico e na prova de marcha de 6 minutos. Observam‑se também ganhos na qualidade de vida, embora os efeitos em mortalidade e rehospitalizações variem entre estudos. A adesão revela‑se elevada, sustentada pela flexibilidade e contextualização das atividades no domicílio. Conclusão: A reabilitação cardíaca domiciliária constitui uma alternativa eficaz aos programas presenciais, com impacto positivo na funcionalidade e na qualidade de vida das pessoas com Insuficiência Cardíaca. O enfermeiro especialista em Enfermagem de reabilitação desempenha um papel essencial na monitorização, educação e apoio ao autocuidado. |
|---|---|
| Autores principais: | Costa, Tânia José Araújo Alexandre |
| Assunto: | Insuficiência cardíaca Reabilitação cardíaca Reabilitação domiciliar Qualidade de vida Capacidade funcional |
| Ano: | 2026 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Bragança |
| Idioma: | português |
| Origem: | Biblioteca Digital do IPB |
| Resumo: | A Insuficiência Cardíaca é uma condição crónica altamente prevalente e associada a limitações significativas na autonomia, na capacidade funcional e na qualidade de vida. A taxa de rehospitalizações é elevada, constituindo um desafio para as pessoas afetadas e para os sistemas de saúde. Embora os programas de reabilitação cardíaca presenciais demonstrem benefícios claros, muitos doentes enfrentam obstáculos na sua frequência, como dificuldade de deslocação ou limitações económicas. Neste cenário, a reabilitação cardíaca domiciliária emerge como uma alternativa promissora, com potencial para aumentar o acesso e a adesão aos programas de reabilitação, através da integração do exercício físico, da educação para a saúde e do acompanhamento remoto no quotidiano da pessoa com Insuficiência Cardíaca. Objetivo: Mapear a evidência científica disponível sobre o impacto dos programas de reabilitação cardíaca domiciliária na capacidade funcional, na qualidade de vida e nos desfechos clínicos de pessoas com Insuficiência Cardíaca. Métodos: Realizou‑se uma Scoping Review segundo as orientações metodológicas do Joanna Briggs Institute e PRISMA‑ScR. Foram incluídos estudos publicados entre 2015 e 2025, envolvendo adultos com Insuficiência Cardíaca que participaram em programas de reabilitação cardíaca domiciliária. A pesquisa em bases como PubMed/MEDLINE, Scopus e Web of Science, complementada por literatura cinzenta, resultou em 112 registos iniciais. Após triagem, 8 estudos foram incluídos. O processo de seleção foi apoiado pela plataforma Rayyan. Resultados: A evidência mostra que a reabilitação cardíaca domiciliária é segura e promove melhorias na capacidade funcional, nomeadamente no VO₂ pico e na prova de marcha de 6 minutos. Observam‑se também ganhos na qualidade de vida, embora os efeitos em mortalidade e rehospitalizações variem entre estudos. A adesão revela‑se elevada, sustentada pela flexibilidade e contextualização das atividades no domicílio. Conclusão: A reabilitação cardíaca domiciliária constitui uma alternativa eficaz aos programas presenciais, com impacto positivo na funcionalidade e na qualidade de vida das pessoas com Insuficiência Cardíaca. O enfermeiro especialista em Enfermagem de reabilitação desempenha um papel essencial na monitorização, educação e apoio ao autocuidado. |
|---|