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O marketing digital como promotor do enoturismo: uma análise às comissões vitivinícolas regionais

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Resumo:A comunicação empresarial foi significativamente transformada pelas tecnologias da informação e comunicação (TIC), onde as práticas de Marketing tradicional têm vindo a perder protagonismo para o Marketing Digital. O setor vitivinícola, assim como outros setores, reconhece cada vez mais o papel do Marketing Digital como uma ferramenta valiosa e adequada para atingir os consumidores, beneficiando de uma maior exposição e promoção. Aliando o setor vitivinícola ao turismo, destaca-se o Enoturismo, que é considerado um dos produtos turísticos mais importantes para o desenvolvimento do turismo em Portugal. Em cada região vitivinícola existe uma Comissão Vitivinícola Regional (CVR) ou outra entidade certificadora que auxilia na promoção e divulgação dos produtos vitivinícolas das várias regiões. As CVR e outras entidades certificadoras, desempenham um papel crucial na gestão e divulgação das experiências enoturísticas que os seus aderentes proporcionam e, consequentemente, na dinamização dos territórios, promovendo a região vitivinícola e o seu património. Assim, o objetivo da presente investigação passa por analisar a utilização do Marketing Digital por parte das CVR e outras entidades certificadoras na promoção do Enoturismo. Neste âmbito, recorreu-se a uma abordagem de metodologia qualitativa, através da utilização da análise descritiva às social media e websites das CVR e outras entidades certificadoras, bem como a entrevistas semiestruturadas às entidades de cada região vitivinícola. Os resultados obtidos demonstraram que todas as entidades têm website e presença nas redes sociais Facebook e Instagram e utilizam na maioria o formato de foto nas suas publicações em ambas as redes sociais. A tipologia de eventos mais promovidos são os eventos comerciais e institucionais, seguindo-se os eventos de carácter técnico e científico. As publicações relacionadas com a promoção turística representam mais de 50% das publicações. Quanto aos websites, verifica-se que a maioria das entidades apresentam indicadores de otimização de SEO (Search Engine Otimization) a melhorar, à exceção da CVR do Alentejo, que apresenta bons resultados para todos os indicadores analisados. Quanto ao conteúdo dos websites, verifica-se que também a grande parte das entidades dispõem de conteúdo relativo à promoção da região, dos agentes económicos e ao Enoturismo. Relativamente à perceção dos representantes das entidades em estudo, verificou-se que atribuem importância à promoção do Enoturismo nas suas regiões, e que as mesmas implementam ações em ambiente digital. Denota-se ainda que embora atribuam diversas vantagens à comunicação em ambiente digital como o alcance global, o baixo investimento e ainda a possibilidade de medir os resultados das ações realizadas, colocam algumas limitações como a possibilidade da informação ser alterada, a exposição de feedback negativo, a impossibilidade de transmitir a experiência enoturística através do digital e ainda constrangimentos orçamentais.
Autores principais:Fontes, Filipa Alexandra Peixeiro
Assunto:Enoturismo Comissões vitivinícolas regionais Marketing digital Social media Search engine otimization
Ano:2024
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Bragança
Idioma:português
Origem:Biblioteca Digital do IPB
Descrição
Resumo:A comunicação empresarial foi significativamente transformada pelas tecnologias da informação e comunicação (TIC), onde as práticas de Marketing tradicional têm vindo a perder protagonismo para o Marketing Digital. O setor vitivinícola, assim como outros setores, reconhece cada vez mais o papel do Marketing Digital como uma ferramenta valiosa e adequada para atingir os consumidores, beneficiando de uma maior exposição e promoção. Aliando o setor vitivinícola ao turismo, destaca-se o Enoturismo, que é considerado um dos produtos turísticos mais importantes para o desenvolvimento do turismo em Portugal. Em cada região vitivinícola existe uma Comissão Vitivinícola Regional (CVR) ou outra entidade certificadora que auxilia na promoção e divulgação dos produtos vitivinícolas das várias regiões. As CVR e outras entidades certificadoras, desempenham um papel crucial na gestão e divulgação das experiências enoturísticas que os seus aderentes proporcionam e, consequentemente, na dinamização dos territórios, promovendo a região vitivinícola e o seu património. Assim, o objetivo da presente investigação passa por analisar a utilização do Marketing Digital por parte das CVR e outras entidades certificadoras na promoção do Enoturismo. Neste âmbito, recorreu-se a uma abordagem de metodologia qualitativa, através da utilização da análise descritiva às social media e websites das CVR e outras entidades certificadoras, bem como a entrevistas semiestruturadas às entidades de cada região vitivinícola. Os resultados obtidos demonstraram que todas as entidades têm website e presença nas redes sociais Facebook e Instagram e utilizam na maioria o formato de foto nas suas publicações em ambas as redes sociais. A tipologia de eventos mais promovidos são os eventos comerciais e institucionais, seguindo-se os eventos de carácter técnico e científico. As publicações relacionadas com a promoção turística representam mais de 50% das publicações. Quanto aos websites, verifica-se que a maioria das entidades apresentam indicadores de otimização de SEO (Search Engine Otimization) a melhorar, à exceção da CVR do Alentejo, que apresenta bons resultados para todos os indicadores analisados. Quanto ao conteúdo dos websites, verifica-se que também a grande parte das entidades dispõem de conteúdo relativo à promoção da região, dos agentes económicos e ao Enoturismo. Relativamente à perceção dos representantes das entidades em estudo, verificou-se que atribuem importância à promoção do Enoturismo nas suas regiões, e que as mesmas implementam ações em ambiente digital. Denota-se ainda que embora atribuam diversas vantagens à comunicação em ambiente digital como o alcance global, o baixo investimento e ainda a possibilidade de medir os resultados das ações realizadas, colocam algumas limitações como a possibilidade da informação ser alterada, a exposição de feedback negativo, a impossibilidade de transmitir a experiência enoturística através do digital e ainda constrangimentos orçamentais.