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Análise do Crescimento de Frangos de Carne em Regime ao Ar Livre: Comparação entre Estirpes Comerciais

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Resumo:O presente estudo, desenvolvido no âmbito do Mestrado em Tecnologias de Ciência Animal, teve como objectivo avaliar o desempenho em crescimento de frangos de carne das estirpes Branca e Vermelha criados em regime de ar livre. O sistema semi-intensivo foi adoptado como alternativa de produção sustentável, promovendo o bem-estar animal e a expressão de comportamentos naturais. O ensaio decorreu ao longo de 15 dias com 50 frangos (25 de cada estirpe), sem distinção de sexo, iniciando-se aos 44 dias de idade com peso médio inicial de 1,054 kg para estirpe Branca e 1,083 kg para Vermelha. As aves foram alojadas numa área de 122,5 m², equipada com barreiras eléctricas e capoeira artesanal. O alimento composto e a água foram fornecidas ad libitum. Foram registadas semanalmente as variáveis: peso vivo, consumo de ração (CR), ganho médio diário (GMD) e, ao final do ensaio, rendimento de carcaça (RC) em 18 aves abatidas. Os resultados demonstraram crescimento progressivo, com aumento do peso médio de 1,05 kg (44 dias) para 1,63 kg (58 dias), sem diferenças estatisticamente significativas entre estirpes em nenhum dos pontos temporais (p > 0,05). A estirpe Branca apresentou menor variabilidade individual, sugerindo maior uniformidade no lote. O peso médio das carcaças foi de 1,26 kg para a estirpe Branca e 1,39 kg para a Vermelha, com rendimentos em carcaça semelhantes (82,5% vs. 82,6%). A análise estatística, baseada em modelos lineares e mistos, confirmou que o peso inicial e a idade são os principais factores determinantes do crescimento, enquanto a estirpe não teve efeito significativo sobre o desempenho produtivo. Estes resultados demonstram que ambas as estirpes são adequadas à produção ao ar livre, sendo a escolha final dependente de critérios como rusticidade, uniformidade do lote ou preferências comerciais.
Autores principais:Mateus, Domingos Setas Manuel
Assunto:Frangos de carne Estirpe genética Crescimento ponderal Peso vivo Modelos mistos Análise estatística Regime ar livre
Ano:2025
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Bragança
Idioma:português
Origem:Biblioteca Digital do IPB
Descrição
Resumo:O presente estudo, desenvolvido no âmbito do Mestrado em Tecnologias de Ciência Animal, teve como objectivo avaliar o desempenho em crescimento de frangos de carne das estirpes Branca e Vermelha criados em regime de ar livre. O sistema semi-intensivo foi adoptado como alternativa de produção sustentável, promovendo o bem-estar animal e a expressão de comportamentos naturais. O ensaio decorreu ao longo de 15 dias com 50 frangos (25 de cada estirpe), sem distinção de sexo, iniciando-se aos 44 dias de idade com peso médio inicial de 1,054 kg para estirpe Branca e 1,083 kg para Vermelha. As aves foram alojadas numa área de 122,5 m², equipada com barreiras eléctricas e capoeira artesanal. O alimento composto e a água foram fornecidas ad libitum. Foram registadas semanalmente as variáveis: peso vivo, consumo de ração (CR), ganho médio diário (GMD) e, ao final do ensaio, rendimento de carcaça (RC) em 18 aves abatidas. Os resultados demonstraram crescimento progressivo, com aumento do peso médio de 1,05 kg (44 dias) para 1,63 kg (58 dias), sem diferenças estatisticamente significativas entre estirpes em nenhum dos pontos temporais (p > 0,05). A estirpe Branca apresentou menor variabilidade individual, sugerindo maior uniformidade no lote. O peso médio das carcaças foi de 1,26 kg para a estirpe Branca e 1,39 kg para a Vermelha, com rendimentos em carcaça semelhantes (82,5% vs. 82,6%). A análise estatística, baseada em modelos lineares e mistos, confirmou que o peso inicial e a idade são os principais factores determinantes do crescimento, enquanto a estirpe não teve efeito significativo sobre o desempenho produtivo. Estes resultados demonstram que ambas as estirpes são adequadas à produção ao ar livre, sendo a escolha final dependente de critérios como rusticidade, uniformidade do lote ou preferências comerciais.