Publicação
Estudo Clínico-Epidemiológico das Alergias a Grãos de Pólen e Esporos Fúngicos na Cidade de Bragança, Portugal
| Resumo: | Os grãos de pólen e os esporos fúngicos representam uma preocupação relevante de saúde pública global, devido à sua elevada prevalência e ao impacto negativo que causam na qualidade de vida das populações. O aumento das sensibilizações e das doenças respira- tórias de origem alérgica, tanto em contexto mundial como nacional, sublinha a necessi- dade urgente de estudos epidemiológicos e clínicos aprofundados, especialmente na re- gião de Bragança, onde as condições ambientais são propícias ao desenvolvimento de plantas alergénicas. Nesse contexto, o presente estudo visa caracterizar o perfil clínico e epidemiológico da população de Bragança com suspeita de alergia a grãos de pólen e esporos fúngicos, através de inquéritos e da realização do teste cutâneo por picada (skin prick-test). Trata-se de um estudo observacional, descritivo e retrospetivo, fundamentado na análise das histórias clínicas de 100 indivíduos que apresentaram resultados positivos para uma bateria de 13 aeroalergénios (12 de origem polínica e 1 esporo fúngico). A análise demográfica revelou que 53% dos participantes eram do sexo feminino e 47% do sexo masculino, com uma idade média de 23,9 anos (±15,3 DP), sendo que a faixa etária predominante situou-se entre os 5 e 14 anos (41%). A maioria dos participantes residia em áreas urbanas (86%). Clinicamente, os sintomas mais frequentemente autorrelatados incluíram espirros, corrimento nasal ou nariz entupido, acompanhados de comichão e/ou lacrimejo ocular, enquanto eczema, asma e tosse seca foram sintomas menos comuns. Nos testes cutâneos, as gramíneas revelaram ser as principais fontes de sensibilização, com prevalências de 96% para a mistura das gramíneas silvestres e de 82% para a mistura das gramíneas cultivadas, seguidas por Olea europaea L. (80%), misturas de ervas (78%) e Plantago lanceolata (75%). Outros aeroalergénios incluíram Chenopodium al- bum (56%), Artemisia vulgaris (34%), Populus spp. (27%), Betula alba (23%) e Alter- naria alternata (8%). A maioria dos participantes apresentou polissensibilização (97%). Este estudo, ao delinear o perfil de sensibilização e sintomas alérgicos na população de Bragança, contribui para a literatura epidemiológica sobre alergias respiratórias e reforça a necessidade de políticas públicas que promovam o diagnóstico precoce e o tratamento adequado, com vistas a melhorar a qualidade de vida das populações afetadas. |
|---|---|
| Autores principais: | Ferrage, Erica Vanessa dos Reis |
| Assunto: | Alergias Grãos de pólen Esporos fúngicos Epidemiologia Prick-tes |
| Ano: | 2024 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Bragança |
| Idioma: | português |
| Origem: | Biblioteca Digital do IPB |
| Resumo: | Os grãos de pólen e os esporos fúngicos representam uma preocupação relevante de saúde pública global, devido à sua elevada prevalência e ao impacto negativo que causam na qualidade de vida das populações. O aumento das sensibilizações e das doenças respira- tórias de origem alérgica, tanto em contexto mundial como nacional, sublinha a necessi- dade urgente de estudos epidemiológicos e clínicos aprofundados, especialmente na re- gião de Bragança, onde as condições ambientais são propícias ao desenvolvimento de plantas alergénicas. Nesse contexto, o presente estudo visa caracterizar o perfil clínico e epidemiológico da população de Bragança com suspeita de alergia a grãos de pólen e esporos fúngicos, através de inquéritos e da realização do teste cutâneo por picada (skin prick-test). Trata-se de um estudo observacional, descritivo e retrospetivo, fundamentado na análise das histórias clínicas de 100 indivíduos que apresentaram resultados positivos para uma bateria de 13 aeroalergénios (12 de origem polínica e 1 esporo fúngico). A análise demográfica revelou que 53% dos participantes eram do sexo feminino e 47% do sexo masculino, com uma idade média de 23,9 anos (±15,3 DP), sendo que a faixa etária predominante situou-se entre os 5 e 14 anos (41%). A maioria dos participantes residia em áreas urbanas (86%). Clinicamente, os sintomas mais frequentemente autorrelatados incluíram espirros, corrimento nasal ou nariz entupido, acompanhados de comichão e/ou lacrimejo ocular, enquanto eczema, asma e tosse seca foram sintomas menos comuns. Nos testes cutâneos, as gramíneas revelaram ser as principais fontes de sensibilização, com prevalências de 96% para a mistura das gramíneas silvestres e de 82% para a mistura das gramíneas cultivadas, seguidas por Olea europaea L. (80%), misturas de ervas (78%) e Plantago lanceolata (75%). Outros aeroalergénios incluíram Chenopodium al- bum (56%), Artemisia vulgaris (34%), Populus spp. (27%), Betula alba (23%) e Alter- naria alternata (8%). A maioria dos participantes apresentou polissensibilização (97%). Este estudo, ao delinear o perfil de sensibilização e sintomas alérgicos na população de Bragança, contribui para a literatura epidemiológica sobre alergias respiratórias e reforça a necessidade de políticas públicas que promovam o diagnóstico precoce e o tratamento adequado, com vistas a melhorar a qualidade de vida das populações afetadas. |
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