Publicação
Autocuidado com a fístula arteriovenosa
| Resumo: | A hemodiálise constitui uma das formas de tratamento da DRC, implicando a existência de um acesso vascular, como a fístula arteriovenosa, o acesso vascular mais recomendado para a realização de HD. Contudo, a fístula arteriovenosa requer cuidados por parte do doente, sendo da responsabilidade do enfermeiro do doente renal crónico em hemodiálise capacitar o mesmo para comportamentos de autocuidado. Objetivos: O objetivo geral deste estudo consistiu em analisar os comportamentos de autocuidado com a fístula arteriovenosa do doente renal crónico em programa de hemodiálise e os fatores associados. Métodos: Estudo transversal analítico. Participaram no estudo 131 doentes renais crónico com fístula arteriovenosa, que se disponibilizaram a participar no estudo e se apresentavam conscientes e orientados no tempo e no espaço numa população de 218 doentes. O instrumento de recolha de dados utilizado foi o questionário, constituído por três partes: caracterização de variáveis sociodemográficas, das variáveis clínicas, do doente renal crónico em programa de hemodiálise e escala de avaliação de comportamentos de autocuidado da FAV dos utentes em hemodiálise (ECAHD-FAV). O estudo obteve parecer favorável da comissão de ética nº56/2021. Para o tratamento e análise estatística recorremos ao SPSS com cálculo das frequências absolutas e relativas, médias e desvio padrão. Como as variáveis não seguiam uma distribuição normal, recorremos a testes não paramétricos U- Mann-Witney, e Kruskal-Wallis e à correlação de Spearman, consideramos com valor de prova 0,05. Resultados: Os participantes eram maioritariamente do género masculino (78; 59,5%) com uma média de idades de 67,24 anos, provenientes do meio rural (83;63, 4%). As principais causas de DRC foram a diabetes (38; 29%) e a hipertensão arterial (22;16,8%), tiveram FAV anterior (40; 19,1%), com pelo menos duas (15;37,5%) perdidas por trombose (24;45,3%) e estenose (13;24,5%). O enfermeiro foi o principal agente de ensinamento (93;36,9%). Os comportamentos de autocuidado foram em média 74,6% ±19,9. Os comportamentos de autocuidado com a fístula arteriovenosa associaram-se significativamente com o grau académico e ao agente de ensinamento (p<0,05). A prevenção de complicações, apresentou uma média de comportamentos de autocuidado de 68,26% ±18,4, associou-se, significativamente, com a idade e com o grau académico (p<0,05). A gestão de sintoma, registou uma média de comportamento de autocuidado de 85,3% ±16,5 , com associação, estatisticamente significativa, com o grau académico e com o agente de ensinamento (p>0,05). Verificamos uma correlação, estatisticamente significativa, entre a gestão de sintomas, a prevenção de complicações e a escala no geral (p<0,05), a gestão de sintoma apresenta uma média de conhecimento maior (85,27%). Conclusão: Os comportamentos de autocuidado, com a FAV, ficaram abaixo do desejado (74,5 em 100%), com melhores indicadores para a gestão de sinais e sintomas e menos bons para a prevenção de complicações. O grau académico e o agente de ensinamento influenciaram os comportamentos de autocuidado com a FAV. A idade e o grau académico influenciaram a prevenção de complicações. Sugerimos a implementação de programas de promoção de comportamentos de autocuidado em função da idade e das habilitações literárias por uma equipa multidisciplinar. Sugerimos ainda a realização de outros estudos com amostras maiores que permitam a generalização dos resultados. |
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| Autores principais: | Moura, Sandra Cristina Mendo |
| Assunto: | Fístula arteriovenosa Hemodiálise Autocuidado Cuidados de Enfermagem |
| Ano: | 2022 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Bragança |
| Idioma: | português |
| Origem: | Biblioteca Digital do IPB |
| Resumo: | A hemodiálise constitui uma das formas de tratamento da DRC, implicando a existência de um acesso vascular, como a fístula arteriovenosa, o acesso vascular mais recomendado para a realização de HD. Contudo, a fístula arteriovenosa requer cuidados por parte do doente, sendo da responsabilidade do enfermeiro do doente renal crónico em hemodiálise capacitar o mesmo para comportamentos de autocuidado. Objetivos: O objetivo geral deste estudo consistiu em analisar os comportamentos de autocuidado com a fístula arteriovenosa do doente renal crónico em programa de hemodiálise e os fatores associados. Métodos: Estudo transversal analítico. Participaram no estudo 131 doentes renais crónico com fístula arteriovenosa, que se disponibilizaram a participar no estudo e se apresentavam conscientes e orientados no tempo e no espaço numa população de 218 doentes. O instrumento de recolha de dados utilizado foi o questionário, constituído por três partes: caracterização de variáveis sociodemográficas, das variáveis clínicas, do doente renal crónico em programa de hemodiálise e escala de avaliação de comportamentos de autocuidado da FAV dos utentes em hemodiálise (ECAHD-FAV). O estudo obteve parecer favorável da comissão de ética nº56/2021. Para o tratamento e análise estatística recorremos ao SPSS com cálculo das frequências absolutas e relativas, médias e desvio padrão. Como as variáveis não seguiam uma distribuição normal, recorremos a testes não paramétricos U- Mann-Witney, e Kruskal-Wallis e à correlação de Spearman, consideramos com valor de prova 0,05. Resultados: Os participantes eram maioritariamente do género masculino (78; 59,5%) com uma média de idades de 67,24 anos, provenientes do meio rural (83;63, 4%). As principais causas de DRC foram a diabetes (38; 29%) e a hipertensão arterial (22;16,8%), tiveram FAV anterior (40; 19,1%), com pelo menos duas (15;37,5%) perdidas por trombose (24;45,3%) e estenose (13;24,5%). O enfermeiro foi o principal agente de ensinamento (93;36,9%). Os comportamentos de autocuidado foram em média 74,6% ±19,9. Os comportamentos de autocuidado com a fístula arteriovenosa associaram-se significativamente com o grau académico e ao agente de ensinamento (p<0,05). A prevenção de complicações, apresentou uma média de comportamentos de autocuidado de 68,26% ±18,4, associou-se, significativamente, com a idade e com o grau académico (p<0,05). A gestão de sintoma, registou uma média de comportamento de autocuidado de 85,3% ±16,5 , com associação, estatisticamente significativa, com o grau académico e com o agente de ensinamento (p>0,05). Verificamos uma correlação, estatisticamente significativa, entre a gestão de sintomas, a prevenção de complicações e a escala no geral (p<0,05), a gestão de sintoma apresenta uma média de conhecimento maior (85,27%). Conclusão: Os comportamentos de autocuidado, com a FAV, ficaram abaixo do desejado (74,5 em 100%), com melhores indicadores para a gestão de sinais e sintomas e menos bons para a prevenção de complicações. O grau académico e o agente de ensinamento influenciaram os comportamentos de autocuidado com a FAV. A idade e o grau académico influenciaram a prevenção de complicações. Sugerimos a implementação de programas de promoção de comportamentos de autocuidado em função da idade e das habilitações literárias por uma equipa multidisciplinar. Sugerimos ainda a realização de outros estudos com amostras maiores que permitam a generalização dos resultados. |
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