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Controlo reprodutivo e inseminação artificial com sêmen refrigerado em ovelhas da raça Churra Galega Bragançana branca. Efeitos da dose de PGF2a, e do tempo de conservação do sêmen a 5°C

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Resumo:Este trabalho foi realizado na cidade de Bragança (Portugal), com o intuito de estudar os efeitos da dose de prostaglandina F2 (PGF2α) associada a um tratamento de progestagênico curto + gonadotrofina coriônica equina (eCG) de sincronização de estros e do tempo de conservação do sêmen a 5ºC. Além disso, foram avaliados alguns parâmetros quanto a características seminais, local de deposição do sêmen e refluxo seminal. O estudo foi feito com 66 ovelhas da raça Churra Galega Bragançana. O tratamento progestagênico curto foi realizado com a utilização de um dispositivo vaginal com 0,35 g de progesterona (CIDR), e concomitante à inserção do dispositivo, metade delas recebeu uma aplicação intramuscular de 75 μg de cloprostenol, e a outra metade recebeu 100 μg de cloprostenol. O tratamento progestagênico teve duração de sete dias, e no momento da retirada do dispositivo, todas as ovelhas receberam uma dose intramuscular de 500 UI de eCG. Todos os animais responderam ao tratamento progestagênico. O sêmen foi recolhido via eletroejaculação e foi refrigerado por 2 dias, 1 dia e 0 dias. Após 41 dias, todas as ovelhas foram submetidas a detecção de prenhez por ultrassonografia. A essa altura, 78,8% dos animais estavam gestantes. No final do ensaio, concluiu-se que o uso de 100 μg de PGF2α foi mais eficaz que o uso de 75 μg, com taxas de fertilidade de 84,8% e 72,7%, respectivamente. O tempo de refrigeração (0 dias, 1 dia e 2 dias) não interferiu no resultado de fertilidade (P> 0,05), com taxas de 81,0%, 82,6% e 72,7%, respectivamente. Por sua vez, o local de deposição do sêmen apresentou melhores resultados quando depositado no corpo do útero (100,0%), do que na cérvix (77,8%). O refluxo seminal não apresentou variação significativa (P>0,05) na fertilidade, em que 6,3% dos animais não apresentaram refluxo de sêmen e obtiveram taxa de fertilidade de 75,0%; 85,7% das ovelhas tiveram refluxo ligeiro e taxa de fertilidade de 77,8%; e 7,9% apresentaram refluxo moderado com taxa de fertilidade de 80,0%.
Autores principais:Paula, Isabela Mendonça Leon de
Assunto:Ovinos Prostaglandina Sincronização de estro Conservação do sêmen
Ano:2024
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Instituto Politécnico de Bragança
Idioma:português
Origem:Biblioteca Digital do IPB
Descrição
Resumo:Este trabalho foi realizado na cidade de Bragança (Portugal), com o intuito de estudar os efeitos da dose de prostaglandina F2 (PGF2α) associada a um tratamento de progestagênico curto + gonadotrofina coriônica equina (eCG) de sincronização de estros e do tempo de conservação do sêmen a 5ºC. Além disso, foram avaliados alguns parâmetros quanto a características seminais, local de deposição do sêmen e refluxo seminal. O estudo foi feito com 66 ovelhas da raça Churra Galega Bragançana. O tratamento progestagênico curto foi realizado com a utilização de um dispositivo vaginal com 0,35 g de progesterona (CIDR), e concomitante à inserção do dispositivo, metade delas recebeu uma aplicação intramuscular de 75 μg de cloprostenol, e a outra metade recebeu 100 μg de cloprostenol. O tratamento progestagênico teve duração de sete dias, e no momento da retirada do dispositivo, todas as ovelhas receberam uma dose intramuscular de 500 UI de eCG. Todos os animais responderam ao tratamento progestagênico. O sêmen foi recolhido via eletroejaculação e foi refrigerado por 2 dias, 1 dia e 0 dias. Após 41 dias, todas as ovelhas foram submetidas a detecção de prenhez por ultrassonografia. A essa altura, 78,8% dos animais estavam gestantes. No final do ensaio, concluiu-se que o uso de 100 μg de PGF2α foi mais eficaz que o uso de 75 μg, com taxas de fertilidade de 84,8% e 72,7%, respectivamente. O tempo de refrigeração (0 dias, 1 dia e 2 dias) não interferiu no resultado de fertilidade (P> 0,05), com taxas de 81,0%, 82,6% e 72,7%, respectivamente. Por sua vez, o local de deposição do sêmen apresentou melhores resultados quando depositado no corpo do útero (100,0%), do que na cérvix (77,8%). O refluxo seminal não apresentou variação significativa (P>0,05) na fertilidade, em que 6,3% dos animais não apresentaram refluxo de sêmen e obtiveram taxa de fertilidade de 75,0%; 85,7% das ovelhas tiveram refluxo ligeiro e taxa de fertilidade de 77,8%; e 7,9% apresentaram refluxo moderado com taxa de fertilidade de 80,0%.