Publicação
Melipona Scutellaris Geopropolis: Composição Química e Bioatividade
| Resumo: | A geoprópolis tem sido usada na medicina tradicional há séculos. Neste estudo foram avaliadas a origem botânica, as características físico-químicas, o perfil fenólico e as atividades biológicas da geoprópolis de Melipona scutellaris colhida nos períodos chuvoso e seco. A análise palinológica permitiu identificar mais de 50 tipos polínicos, sendo Schinus terebinthifolius e Cecropia os tipos predominantes. A geoprópolis da estação chuvosa apresentou maior teor total de fenóis e flavonoides (determinado por métodos convencionais – 25,13% e 3,92%, respetivamente) em comparação à estação seca (19,30% e 2,09%); os principais picos (determinados por Cromatografia líquida de alta Eficiência (naringina, ácido gálico e catequina) foram semelhantes nas amostras. A capacidade antioxidante foi avaliada através de ensaios de DPPH, poder redutor e descoloração de β-caroteno/ácido linoleico. As amostras da estação chuvosa apresentaram atividade antioxidante superior independentemente do método utilizado. O efeito antimicrobiano foi avaliado por microdiluição, enquanto o impacto na enzima colinesterase foi quantificado pela acumulação do ácido 5-tio 2-nitrobenzóico. As atividades anti-inflamatórias e antimutagénicas foram quantificadas através da inibição da enzima hialuronidase e utilizando células Saccharomyces cerevisiae ATCC-20113. Ambas as amostras exibiram propriedades anti- inflamatórias e antimutagénicas. Foi também, observada uma inibição significativa da acetilcolinesterase, com valores de IC50 de 0,35 µg/mL durante a estação chuvosa e 0,28 µg/mL durante a estação seca. Adicionalmente, a geoprópolis apresentou atividade antimicrobiana, principalmente contra Staphylococcus aureus, ATCC-4330. Os nossos resultados sugerem o potencial terapêutico da geoprópolis de M. scutellaris no contexto de doenças inflamatórias, oxidativas e infeciosas. |
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| Autores principais: | Coutinho, Sónia Helena Soares |
| Assunto: | Produtos apícolas Geoprópolis Produtos naturais Melipona Scutellaris |
| Ano: | 2024 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Bragança |
| Idioma: | português |
| Origem: | Biblioteca Digital do IPB |
| Resumo: | A geoprópolis tem sido usada na medicina tradicional há séculos. Neste estudo foram avaliadas a origem botânica, as características físico-químicas, o perfil fenólico e as atividades biológicas da geoprópolis de Melipona scutellaris colhida nos períodos chuvoso e seco. A análise palinológica permitiu identificar mais de 50 tipos polínicos, sendo Schinus terebinthifolius e Cecropia os tipos predominantes. A geoprópolis da estação chuvosa apresentou maior teor total de fenóis e flavonoides (determinado por métodos convencionais – 25,13% e 3,92%, respetivamente) em comparação à estação seca (19,30% e 2,09%); os principais picos (determinados por Cromatografia líquida de alta Eficiência (naringina, ácido gálico e catequina) foram semelhantes nas amostras. A capacidade antioxidante foi avaliada através de ensaios de DPPH, poder redutor e descoloração de β-caroteno/ácido linoleico. As amostras da estação chuvosa apresentaram atividade antioxidante superior independentemente do método utilizado. O efeito antimicrobiano foi avaliado por microdiluição, enquanto o impacto na enzima colinesterase foi quantificado pela acumulação do ácido 5-tio 2-nitrobenzóico. As atividades anti-inflamatórias e antimutagénicas foram quantificadas através da inibição da enzima hialuronidase e utilizando células Saccharomyces cerevisiae ATCC-20113. Ambas as amostras exibiram propriedades anti- inflamatórias e antimutagénicas. Foi também, observada uma inibição significativa da acetilcolinesterase, com valores de IC50 de 0,35 µg/mL durante a estação chuvosa e 0,28 µg/mL durante a estação seca. Adicionalmente, a geoprópolis apresentou atividade antimicrobiana, principalmente contra Staphylococcus aureus, ATCC-4330. Os nossos resultados sugerem o potencial terapêutico da geoprópolis de M. scutellaris no contexto de doenças inflamatórias, oxidativas e infeciosas. |
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