Publicação
Áreas ardidas e risco de erosão potencial em zonas de montanha do NE Portugal
| Resumo: | A erosão do solo é um dos problemas ambientais mais sérios relacionados com a gestão da terra em todo o mundo. Trata-se de um processo natural acelerado por atividades antropogénicas como o desmatamento, práticas agrícolas, entre outras. Dentre os diversos tipos de erosão do solo a que apresenta maior importância e influencia para a degradação do solo é a erosão hídrica, em particular no NE de Portugal. A região compreende extensas zonas de montanha especialmente sensíveis face às condições topográficas favoráveis e aos solos geralmente delgados e pedregosos, além de sofrer persistente ocorrência de incêndios florestais que ocasionam a remoção da cobertura vegetal protetora do solo, expondo-o ainda mais a ação das chuvas. Este trabalho, focado no Distrito de Bragança, baseou-se na informação sobre a ocorrência de incêndios disponível de 1990 a 2015 (ICNF) e na Carta dos solos e da aptidão da terra do NE de Portugal. O trabalho visou quantificar a distribuição dos solos, da aptidão da terra e das condições de erosão nas áreas ardidas nos últimos 26 anos no Distrito de Bragança, utilizando estimativas dos fatores da Equação Universal de Perda de Solo (USLE). No período analisado, o Distrito foi afetado por incêndios em 24% da sua área, queimando matos (70%) e floresta (20%). Os solos nestas áreas são maioritariamente delgados (Leptossolos, 90%), de aptidão nula ou marginal para usos agrícola (77% e 22%, respetivamente) e florestal (65% e 21%, respetivamente). A recorrência dos incêndios situa-se dominantemente aos 4 anos, seguindo-se o período de 7 e 9 anos, sendo que a maior extensão reardida ocorreu com um intervalo recorrência de 6 anos. Na sua grande maioria, o resultados da avaliação da suscetibilidade do solo à erosão hídrica foram superiores a 10 ton.ha-1.ano-1, o que classifica esses ambientes em risco de erosão severa. Os incêndios afetam áreas marginais, em boa parte de solos já em risco de degradação, nas quais, deste modo, o processo de recuperação é a cada ocorrência interrompido e em seguida recomeçado com progressivamente mais limitações. |
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| Autores principais: | Cavalli, Aline |
| Assunto: | Erosão do solo Áreas Ardidas Mudanças no uso da terra NE de Portugal |
| Ano: | 2017 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Instituto Politécnico de Bragança |
| Idioma: | português |
| Origem: | Biblioteca Digital do IPB |
| Resumo: | A erosão do solo é um dos problemas ambientais mais sérios relacionados com a gestão da terra em todo o mundo. Trata-se de um processo natural acelerado por atividades antropogénicas como o desmatamento, práticas agrícolas, entre outras. Dentre os diversos tipos de erosão do solo a que apresenta maior importância e influencia para a degradação do solo é a erosão hídrica, em particular no NE de Portugal. A região compreende extensas zonas de montanha especialmente sensíveis face às condições topográficas favoráveis e aos solos geralmente delgados e pedregosos, além de sofrer persistente ocorrência de incêndios florestais que ocasionam a remoção da cobertura vegetal protetora do solo, expondo-o ainda mais a ação das chuvas. Este trabalho, focado no Distrito de Bragança, baseou-se na informação sobre a ocorrência de incêndios disponível de 1990 a 2015 (ICNF) e na Carta dos solos e da aptidão da terra do NE de Portugal. O trabalho visou quantificar a distribuição dos solos, da aptidão da terra e das condições de erosão nas áreas ardidas nos últimos 26 anos no Distrito de Bragança, utilizando estimativas dos fatores da Equação Universal de Perda de Solo (USLE). No período analisado, o Distrito foi afetado por incêndios em 24% da sua área, queimando matos (70%) e floresta (20%). Os solos nestas áreas são maioritariamente delgados (Leptossolos, 90%), de aptidão nula ou marginal para usos agrícola (77% e 22%, respetivamente) e florestal (65% e 21%, respetivamente). A recorrência dos incêndios situa-se dominantemente aos 4 anos, seguindo-se o período de 7 e 9 anos, sendo que a maior extensão reardida ocorreu com um intervalo recorrência de 6 anos. Na sua grande maioria, o resultados da avaliação da suscetibilidade do solo à erosão hídrica foram superiores a 10 ton.ha-1.ano-1, o que classifica esses ambientes em risco de erosão severa. Os incêndios afetam áreas marginais, em boa parte de solos já em risco de degradação, nas quais, deste modo, o processo de recuperação é a cada ocorrência interrompido e em seguida recomeçado com progressivamente mais limitações. |
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