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Avaliação do armazenamento de carbono em jovens povoamentos florestais: efeito da técnica de preparação do terreno

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Resumo:As modificações que se processam ao nível do solo, causadas pelas técnicas de preparação do terreno, muitas vezes de elevada intensidade, podem exercer grande influência sobre a qualidade do solo e na sua capacidade em armazenar carbono. Neste contexto, o presente estudo tem como principal objetivo avaliar o armazenamento de carbono em jovens povoamentos florestais 7 anos após a sua instalação (em 2009), com recurso a diversas técnicas de preparação de terreno e comparar os resultados com os obtidos 2 anos após a sua instalação (em 2004), de modo a analisar a evolução e recuperação do sistema. Este estudo desenvolveu-se num campo experimental compreendendo os seguintes tratamentos, com diferentes intensidades de mobilização: (1) testemunha sem mobilização (TSMO); (2) sem ripagem e armação do terreno em vala e cômoro (SRVC); (3) ripagem localizada e armação do terreno em vala e cômoro (RLVC); (4) ripagem contínua e armação do terreno em vala e cômoro (RCVC); (5) ripagem contínua seguida de lavoura contínua (RCLC), onde foram plantadas as espécies Pseudotsuga menziesii (PM) e Castanea sativa (CS), num compasso de 4 x 2 m (4 m entre linhas e 2 m entre plantas na linha). Para avaliar o carbono total armazenado no sistema determinou-se o carbono armazenado na biomassa das espécies florestais e da vegetação herbácea, no horizonte orgânico e no solo até 60 cm de profundidade. A biomassa das espécies florestais PM e CS foi estimada a partir de equações determinadas com base nos dados recolhidos em 2004, e convertida em carbono, assumindo que 50% da biomassa é carbono. As amostras de vegetação herbácea e de horizonte orgânico foram colhidas numa área de 0,49 m2, nos mesmos locais onde se efetuou a recolha das amostras de solo. As amostras de solo foram colhidas nas profundidades 0-5, 5-15, 15-30 e 30-60 cm. Depois da análise dos resultados observouse que, ao fim de 7 anos, a quantidade de carbono armazenada no solo é inferior à registada em 2004 (2 anos após a instalação) e tanto menor quanto mais intensiva foi a técnica de preparação do terreno. Também o carbono presente na vegetação herbácea diminuiu, tendo-se formado ao longo do tempo um horizonte orgânico (que após a instalação do povoamento não existia), acrescentando carbono ao sistema. Quanto às espécies florestais, verificou-se um aumento no armazenamento de carbono comparativamente a 2004, nomeadamente na espécie PM. Globalmente observa-se uma redução do armazenamento de carbono no sistema, para a qual o compartimento solo contribuiu largamente, mostrando que, ao fim de sete anos, ainda não recuperou das perturbações causadas pelas técnicas de preparação do terreno, no que respeita ao armazenamento de carbono.
Autores principais:Gonçalves, Maria Isabel Miranda
Assunto:Armazenamento de carbono Povoamentos florestais Técnicas de preparação do terreno
Ano:2012
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Bragança
Idioma:português
Origem:Biblioteca Digital do IPB
Descrição
Resumo:As modificações que se processam ao nível do solo, causadas pelas técnicas de preparação do terreno, muitas vezes de elevada intensidade, podem exercer grande influência sobre a qualidade do solo e na sua capacidade em armazenar carbono. Neste contexto, o presente estudo tem como principal objetivo avaliar o armazenamento de carbono em jovens povoamentos florestais 7 anos após a sua instalação (em 2009), com recurso a diversas técnicas de preparação de terreno e comparar os resultados com os obtidos 2 anos após a sua instalação (em 2004), de modo a analisar a evolução e recuperação do sistema. Este estudo desenvolveu-se num campo experimental compreendendo os seguintes tratamentos, com diferentes intensidades de mobilização: (1) testemunha sem mobilização (TSMO); (2) sem ripagem e armação do terreno em vala e cômoro (SRVC); (3) ripagem localizada e armação do terreno em vala e cômoro (RLVC); (4) ripagem contínua e armação do terreno em vala e cômoro (RCVC); (5) ripagem contínua seguida de lavoura contínua (RCLC), onde foram plantadas as espécies Pseudotsuga menziesii (PM) e Castanea sativa (CS), num compasso de 4 x 2 m (4 m entre linhas e 2 m entre plantas na linha). Para avaliar o carbono total armazenado no sistema determinou-se o carbono armazenado na biomassa das espécies florestais e da vegetação herbácea, no horizonte orgânico e no solo até 60 cm de profundidade. A biomassa das espécies florestais PM e CS foi estimada a partir de equações determinadas com base nos dados recolhidos em 2004, e convertida em carbono, assumindo que 50% da biomassa é carbono. As amostras de vegetação herbácea e de horizonte orgânico foram colhidas numa área de 0,49 m2, nos mesmos locais onde se efetuou a recolha das amostras de solo. As amostras de solo foram colhidas nas profundidades 0-5, 5-15, 15-30 e 30-60 cm. Depois da análise dos resultados observouse que, ao fim de 7 anos, a quantidade de carbono armazenada no solo é inferior à registada em 2004 (2 anos após a instalação) e tanto menor quanto mais intensiva foi a técnica de preparação do terreno. Também o carbono presente na vegetação herbácea diminuiu, tendo-se formado ao longo do tempo um horizonte orgânico (que após a instalação do povoamento não existia), acrescentando carbono ao sistema. Quanto às espécies florestais, verificou-se um aumento no armazenamento de carbono comparativamente a 2004, nomeadamente na espécie PM. Globalmente observa-se uma redução do armazenamento de carbono no sistema, para a qual o compartimento solo contribuiu largamente, mostrando que, ao fim de sete anos, ainda não recuperou das perturbações causadas pelas técnicas de preparação do terreno, no que respeita ao armazenamento de carbono.