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Conhecimento ecológico tradicional e recursos naturais: desafios e oportunidades

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Treze anos de investigação etnobotânica na Terra-Fria Transmontana, zona agroecológica que maioritariamente integra territórios dos concelhos de Bragança, Miranda do Douro e Vinhais, permitiram registar e documentar saberes e práticas relacionadas com o uso, gestão e conservação de espécies vegetais e habitats de elevado interesse agroecológico e cultural, desta região transfronteiriça. As mudanças ocorridas ao longo desse período, em particular as de natureza socio económica, limitaram a transmissão de boa parte do conhecimento ecológico tradicional e provocaram alterações importantes tanto na flora silvestre e habitats, como na diversidade de cultivos e parcelas cultivadas. Ainda assim, no território estudado é possível encontrar repositórios de espécies e saberes que nos desafiam a repensar em novas oportunidades para a sua utilização e gestão sustentada. Recorrendo a exemplos recolhidos durante o inventário da etnoflora da Terra-Fria Transmontana, discutem-se estratégias de uso sustentado dos recursos e de conservação de um rico património material e imaterial, tendo em conta um novo paradigma de ruralidade.
Autores principais:Ramos, Margarida Telo
Outros Autores:Carvalho, Ana Maria
Assunto:Conhecimento ecológico tradicional Recursos naturais Património biocultural
Ano:2013
País:Portugal
Tipo de documento:documento de conferência
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Bragança
Idioma:português
Origem:Biblioteca Digital do IPB
Descrição
Resumo:Treze anos de investigação etnobotânica na Terra-Fria Transmontana, zona agroecológica que maioritariamente integra territórios dos concelhos de Bragança, Miranda do Douro e Vinhais, permitiram registar e documentar saberes e práticas relacionadas com o uso, gestão e conservação de espécies vegetais e habitats de elevado interesse agroecológico e cultural, desta região transfronteiriça. As mudanças ocorridas ao longo desse período, em particular as de natureza socio económica, limitaram a transmissão de boa parte do conhecimento ecológico tradicional e provocaram alterações importantes tanto na flora silvestre e habitats, como na diversidade de cultivos e parcelas cultivadas. Ainda assim, no território estudado é possível encontrar repositórios de espécies e saberes que nos desafiam a repensar em novas oportunidades para a sua utilização e gestão sustentada. Recorrendo a exemplos recolhidos durante o inventário da etnoflora da Terra-Fria Transmontana, discutem-se estratégias de uso sustentado dos recursos e de conservação de um rico património material e imaterial, tendo em conta um novo paradigma de ruralidade.